Caracterização das alterações laríngeas em crianças e adolescentes com queixas crônicas: um estudo em hospital de alta complexidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santos, Clayson Alan dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5143/tde-29102025-154810/
Resumo: As alterações laríngeas em crianças e adolescentes podem impactar significativamente a qualidade de vida, eficiência comunicativa, desenvolvimento socioeducacional e na participação em atividades escolares, tornando essencial a investigação diagnóstica para um manejo adequado1. No entanto, a literatura ainda carece de estudos que avaliem a população pediátrica com exames endoscópicos da laringe de forma sistemática2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9. Este estudo transversal retrospectivo analisou 501 pacientes pediátricos tratados pelo Grupo da Voz da Divisão Clínica Otorrinolaringológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) ao longo de 23 anos. O objetivo foi descrever a frequência das causas de alterações laríngeas em crianças e adolescentes que foram referenciadas por queixas laríngeas crônicas incluindo disfonia e obstrução respiratória alta em um hospital de alta complexidade. Além disso, buscou-se identificar preditores de diagnósticos específicos e possíveis diferenças etiológicas de acordo com a faixa etária, procedência e grupo étnico. Os achados revelaram uma predominância de nódulos vocais (18,2%), estenoses laríngeas (15,2%) e paralisias laríngeas (14,8%). Entre os pacientes com paralisia de corda vocal unilateral, 80% apresentaram acometimento do lado esquerdo (p = 0,00097). Outras lesões frequentes incluíram papilomatose laríngea (11%) e cistos vocais (10,2%), com maior presença nas faixas etárias de 5 a 11 anos e 12 a 17 anos, respectivamente. A distribuição dos diagnósticos variou por idade e gênero: crianças menores apresentaram maior frequência de laringomalácia e paralisia laríngea, enquanto nódulos vocais foram mais comuns após os 5 anos. Houve inversão da predominância de gênero nos casos de nódulos vocais, sendo mais prevalentes em meninos até os 9 anos e em meninas após essa idade. Etiologias com potencial de risco para obstrução de vias aéreas corresponderam a 44,1% da amostra. Esses achados reforçam que as alterações laríngeas pediátricas apresentam padrões distintos conforme a idade e o gênero, com os nódulos vocais sendo o diagnóstico mais frequente e mudanças de predominância ao longo do desenvolvimento. Além disso, a alta incidência de etiologias potencialmente graves ressalta a necessidade de avaliação especializada e manejo precoce para minimizar impactos na saúde e na qualidade de vida dessas crianças.
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Este estudo transversal retrospectivo analisou 501 pacientes pediátricos tratados pelo Grupo da Voz da Divisão Clínica Otorrinolaringológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) ao longo de 23 anos. O objetivo foi descrever a frequência das causas de alterações laríngeas em crianças e adolescentes que foram referenciadas por queixas laríngeas crônicas incluindo disfonia e obstrução respiratória alta em um hospital de alta complexidade. Além disso, buscou-se identificar preditores de diagnósticos específicos e possíveis diferenças etiológicas de acordo com a faixa etária, procedência e grupo étnico. Os achados revelaram uma predominância de nódulos vocais (18,2%), estenoses laríngeas (15,2%) e paralisias laríngeas (14,8%). Entre os pacientes com paralisia de corda vocal unilateral, 80% apresentaram acometimento do lado esquerdo (p = 0,00097). Outras lesões frequentes incluíram papilomatose laríngea (11%) e cistos vocais (10,2%), com maior presença nas faixas etárias de 5 a 11 anos e 12 a 17 anos, respectivamente. A distribuição dos diagnósticos variou por idade e gênero: crianças menores apresentaram maior frequência de laringomalácia e paralisia laríngea, enquanto nódulos vocais foram mais comuns após os 5 anos. Houve inversão da predominância de gênero nos casos de nódulos vocais, sendo mais prevalentes em meninos até os 9 anos e em meninas após essa idade. Etiologias com potencial de risco para obstrução de vias aéreas corresponderam a 44,1% da amostra. Esses achados reforçam que as alterações laríngeas pediátricas apresentam padrões distintos conforme a idade e o gênero, com os nódulos vocais sendo o diagnóstico mais frequente e mudanças de predominância ao longo do desenvolvimento. Além disso, a alta incidência de etiologias potencialmente graves ressalta a necessidade de avaliação especializada e manejo precoce para minimizar impactos na saúde e na qualidade de vida dessas crianças.Laryngeal alterations in children and adolescents can significantly impact quality of life, communicative efficiency, socio-educational development, and participation in school activities, making diagnostic investigation essential for adequate management1. However, the literature still lacks studies that systematically evaluate the pediatric population using laryngeal endoscopic examinations2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9. This retrospective cross-sectional study analyzed 501 pediatric patients treated by the Voice Group of the Clinical Otorhinolaryngology Division at the Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, University of São Paulo (HC-FMUSP) over a 23-year period. The objective was to describe the frequency of causes of laryngeal alterations in children and adolescents referred for chronic laryngeal complaints or upper respiratory obstructions in a high-complexity hospital. Additionally, the study aimed to identify predictors of specific diagnoses and possible etiological differences based on age group, origin, and ethnic background. Findings revealed a predominance of vocal nodules (18.2%), laryngeal stenosis (15.2%), and laryngeal paralysis (14.8%). Among patients with unilateral vocal cord paralysis, 80% had left-sided involvement (p = 0.00097). Other frequent lesions included laryngeal papillomatosis (11%) and vocal cysts (10.2%), with a higher presence in the 511 and 1217 age groups, respectively. Diagnosis distribution varied by gender and age: younger children had a higher frequency of laryngomalacia and laryngeal paralysis, while vocal nodules were more common after the age of five. A gender predominance shift was observed in cases of vocal nodules, being more prevalent in boys up to nine years old and in girls after this age. Etiologies with potential airway obstruction risk accounted for 44.1% of the sample. These findings reinforce that pediatric laryngeal alterations exhibit distinct patterns based on age and gender, with vocal nodules being the most frequent diagnosis and showing prevalence shifts throughout development. Furthermore, the high incidence of potentially severe etiologies highlights the need for specialized evaluation and early management to minimize health and quality-of-life impacts in these children.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSennes, Luiz UbirajaraSantos, Clayson Alan dos2025-06-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5143/tde-29102025-154810/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-30T18:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-29102025-154810Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-30T18:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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