Violante Atabalipa Ximenes de Bivar e Vellasco (1817-1875): vida, tradução, sociabilidade e imprensa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Schmidt, Beatriz Abboud
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-26062025-162003/
Resumo: Este trabalho visa traçar as redes de sociabilidade e a produção intelectual de Violante Atabalipa Ximenes de Bivar e Vellasco (1817-1875), jornalista e tradutora brasileira. O estudo busca preencher uma lacuna na Historiografia da Tradução ao evidenciar a contribuição de tradutoras oitocentistas. Com uma abordagem interdisciplinar, a pesquisa articula os Estudos da Tradução, que fornecem o arcabouço teórico para analisar a prática tradutória de Violante Vellasco, especialmente a partir da Historiografia da Tradução e dos Estudos da Tradução Feminista; a História, com enfoque na micro-história e na análise de redes de sociabilidade para tecer sua vida e trabalho a partir de fontes primárias; os Estudos Feministas, fundamentando a análise da invisibilização de tradutoras por meio do conceito de injustiça hermenêutica, que evidencia os mecanismos de silenciamento histórico das mulheres; a Crítica Literária, que examina a recepção de suas traduções e os discursos sobre a mulher na literatura e na imprensa; e os Estudos Culturais, que contribuem para a análise das redes de sociabilidade de mulheres das letras. A metodologia inclui levantamento de fontes históricas em periódicos oitocentistas, análise quantitativa de corpus de suas traduções autopublicadas, estudo de paratextos e análise de fontes históricas que evidenciam seu engajamento na imprensa e suas redes de sociabilidade. Os resultados revelam como Violante utilizou a imprensa como espaço de visibilidade e formação de um contrapúblico feminino, destacando estratégias de legitimação autoral e construção de redes de intelectuais. Ao discutir sua atuação tradutória e editorial no contexto do século XIX, este trabalho contribui para a escrita de uma história da tradução brasileira crítica e inclusiva, sensível às experiências e articulações de mulheres intelectuais oitocentistas
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