O papel do consumo alimentar na sindemia global: uma revisão de escopo e modelo conceitual
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-09122025-153619/ |
Resumo: | Introdução. A sindemia global resulta da interação entre obesidade, desnutrição e mudanças climáticas, afetando a saúde pública em múltiplas dimensões. O aumento da obesidade, impulsionado por dietas de baixa qualidade, e a persistência da desnutrição, especialmente em países de baixa renda, são intensificados pelas mudanças climáticas, que afetam a produção e o acesso a alimentos. Apesar disso, há escassez de estudos que investiguem, de forma integrada, como o consumo alimentar influencia essa sindemia. Objetivo. Este estudo teve como objetivo identificar as interações entre o consumo alimentar e os componentes da sindemia global, explorar lacunas na literatura científica e elaborar um modelo conceitual que sintetize essas relações. Métodos. Foi realizada uma revisão de escopo com base na metodologia do Instituto Joanna Briggs, conforme as diretrizes PRISMA-ScR. A busca foi conduzida nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, incluindo estudos que relacionassem o consumo alimentar a pelo menos dois componentes da sindemia global. Resultados. Após triagem de 11.208 referências e aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 artigos foram incluídos. Os dados extraídos foram organizados e sintetizados com o apoio de ferramenta própria, resultando na elaboração de um modelo conceitual fundamentado nas dimensões da segurança alimentar e nutricional e no modelo socioecológico. Os estudos analisados abrangem 12 localizações, com predominância de países da África e da Ásia. Nove artigos abordaram a relação entre consumo alimentar, obesidade e desnutrição; dois relacionaram consumo, obesidade e mudanças climáticas; e um integrou os três componentes da sindemia. Os achados evidenciam que o consumo alimentar é influenciado por determinantes individuais, familiares, ambientais e estruturais, impactando simultaneamente os riscos de obesidade, desnutrição e mudanças climáticas. O modelo conceitual revelou que essas relações são mediadas por fatores como renda, acesso e disponibilidade de alimentos, diversidade da dieta, padrões alimentares e emissões de gases de efeito estufa. Observou-se que a insegurança alimentar compromete a qualidade e diversidade da alimentação, reforçando a vulnerabilidade nutricional e ambiental. O estudo destaca a centralidade do consumo alimentar na sindemia global e aponta os determinantes socioeconômicos como fatores críticos para o agravamento das condições analisadas. A escassez de estudos com foco na América Latina, especialmente no Brasil, evidencia a necessidade de contextualizar a sindemia em diferentes escalas geográficas. Conclusão. Conclui-se que políticas públicas integradas, que promovam alimentação adequada, equidade social e sustentabilidade ambiental, são essenciais para o enfrentamento eficaz da sindemia global. |
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O papel do consumo alimentar na sindemia global: uma revisão de escopo e modelo conceitualThe role of dietary consumption in the global syndemic: a scoping review and conceptual modelClimate ChangeConsumo AlimentarDesnutriçãoDietary ConsumptionGlobal SyndemicMudanças ClimáticasObesidadeObesitySindemia GlobalUndernutritionIntrodução. A sindemia global resulta da interação entre obesidade, desnutrição e mudanças climáticas, afetando a saúde pública em múltiplas dimensões. O aumento da obesidade, impulsionado por dietas de baixa qualidade, e a persistência da desnutrição, especialmente em países de baixa renda, são intensificados pelas mudanças climáticas, que afetam a produção e o acesso a alimentos. Apesar disso, há escassez de estudos que investiguem, de forma integrada, como o consumo alimentar influencia essa sindemia. Objetivo. Este estudo teve como objetivo identificar as interações entre o consumo alimentar e os componentes da sindemia global, explorar lacunas na literatura científica e elaborar um modelo conceitual que sintetize essas relações. Métodos. Foi realizada uma revisão de escopo com base na metodologia do Instituto Joanna Briggs, conforme as diretrizes PRISMA-ScR. A busca foi conduzida nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, incluindo estudos que relacionassem o consumo alimentar a pelo menos dois componentes da sindemia global. Resultados. Após triagem de 11.208 referências e aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 artigos foram incluídos. Os dados extraídos foram organizados e sintetizados com o apoio de ferramenta própria, resultando na elaboração de um modelo conceitual fundamentado nas dimensões da segurança alimentar e nutricional e no modelo socioecológico. Os estudos analisados abrangem 12 localizações, com predominância de países da África e da Ásia. Nove artigos abordaram a relação entre consumo alimentar, obesidade e desnutrição; dois relacionaram consumo, obesidade e mudanças climáticas; e um integrou os três componentes da sindemia. Os achados evidenciam que o consumo alimentar é influenciado por determinantes individuais, familiares, ambientais e estruturais, impactando simultaneamente os riscos de obesidade, desnutrição e mudanças climáticas. O modelo conceitual revelou que essas relações são mediadas por fatores como renda, acesso e disponibilidade de alimentos, diversidade da dieta, padrões alimentares e emissões de gases de efeito estufa. Observou-se que a insegurança alimentar compromete a qualidade e diversidade da alimentação, reforçando a vulnerabilidade nutricional e ambiental. O estudo destaca a centralidade do consumo alimentar na sindemia global e aponta os determinantes socioeconômicos como fatores críticos para o agravamento das condições analisadas. A escassez de estudos com foco na América Latina, especialmente no Brasil, evidencia a necessidade de contextualizar a sindemia em diferentes escalas geográficas. Conclusão. Conclui-se que políticas públicas integradas, que promovam alimentação adequada, equidade social e sustentabilidade ambiental, são essenciais para o enfrentamento eficaz da sindemia global.Introduction. The global syndemic results from the interaction between obesity, undernutrition, and climate change, affecting public health in multiple dimensions. The rise in obesity, driven by poor-quality diets, and the persistence of undernutrition, especially in low-income countries, are intensified by climate change, which affects food production and access. Despite this, there is a lack of studies that comprehensively investigate how dietary consumption influences this syndemic. Objective. This study aimed to identify the interactions between dietary consumption and the components of the global syndemic, explore gaps in the scientific literature, and develop a conceptual model that synthesizes these relationships. Methods. A scoping review was conducted based on the Joanna Briggs Institute methodology, following the PRISMA-ScR guidelines. The search was carried out in the PubMed, Scopus, and Web of Science databases and included studies that related dietary consumption to at least two components of the global syndemic. Results. After screening 11,208 references and applying eligibility criteria, 12 articles were included. The extracted data were organized and synthesized using a custom-designed tool, resulting in the development of a conceptual model grounded in the dimensions of food and nutrition security and the socioecological model. The studies analyzed covered 12 locations, with a predominance of countries from Africa and Asia. Nine articles addressed the relationship between dietary consumption, obesity, and undernutrition; two related dietary consumption, obesity, and climate change; and one integrated all three components of the syndemic. The findings show that dietary consumption is influenced by individual, family, environmental, and structural determinants, simultaneously affecting the risks of obesity, undernutrition, and climate change. The conceptual model revealed that these relationships are mediated by factors such as income, food access and availability, dietary diversity, eating patterns, and greenhouse gas emissions. Food insecurity was found to compromise the quality and diversity of diets, reinforcing nutritional and environmental vulnerability. This study highlights the central role of dietary consumption in the global syndemic and identifies socioeconomic determinants as critical factors in the worsening of these conditions. The scarcity of studies focused on Latin America, especially Brazil, underscores the need to contextualize the syndemic at different geographic scales. Conclusion. It is concluded that integrated public policies that promote adequate diets, social equity, and environmental sustainability are essential for effectively addressing the global syndemic.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Aline Martins deGarrido, Giovanna2025-08-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-09122025-153619/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-09T17:41:02Zoai:teses.usp.br:tde-09122025-153619Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-09T17:41:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução. A sindemia global resulta da interação entre obesidade, desnutrição e mudanças climáticas, afetando a saúde pública em múltiplas dimensões. O aumento da obesidade, impulsionado por dietas de baixa qualidade, e a persistência da desnutrição, especialmente em países de baixa renda, são intensificados pelas mudanças climáticas, que afetam a produção e o acesso a alimentos. Apesar disso, há escassez de estudos que investiguem, de forma integrada, como o consumo alimentar influencia essa sindemia. Objetivo. Este estudo teve como objetivo identificar as interações entre o consumo alimentar e os componentes da sindemia global, explorar lacunas na literatura científica e elaborar um modelo conceitual que sintetize essas relações. Métodos. Foi realizada uma revisão de escopo com base na metodologia do Instituto Joanna Briggs, conforme as diretrizes PRISMA-ScR. A busca foi conduzida nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, incluindo estudos que relacionassem o consumo alimentar a pelo menos dois componentes da sindemia global. Resultados. Após triagem de 11.208 referências e aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 artigos foram incluídos. Os dados extraídos foram organizados e sintetizados com o apoio de ferramenta própria, resultando na elaboração de um modelo conceitual fundamentado nas dimensões da segurança alimentar e nutricional e no modelo socioecológico. Os estudos analisados abrangem 12 localizações, com predominância de países da África e da Ásia. Nove artigos abordaram a relação entre consumo alimentar, obesidade e desnutrição; dois relacionaram consumo, obesidade e mudanças climáticas; e um integrou os três componentes da sindemia. Os achados evidenciam que o consumo alimentar é influenciado por determinantes individuais, familiares, ambientais e estruturais, impactando simultaneamente os riscos de obesidade, desnutrição e mudanças climáticas. O modelo conceitual revelou que essas relações são mediadas por fatores como renda, acesso e disponibilidade de alimentos, diversidade da dieta, padrões alimentares e emissões de gases de efeito estufa. Observou-se que a insegurança alimentar compromete a qualidade e diversidade da alimentação, reforçando a vulnerabilidade nutricional e ambiental. O estudo destaca a centralidade do consumo alimentar na sindemia global e aponta os determinantes socioeconômicos como fatores críticos para o agravamento das condições analisadas. A escassez de estudos com foco na América Latina, especialmente no Brasil, evidencia a necessidade de contextualizar a sindemia em diferentes escalas geográficas. Conclusão. Conclui-se que políticas públicas integradas, que promovam alimentação adequada, equidade social e sustentabilidade ambiental, são essenciais para o enfrentamento eficaz da sindemia global. |
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