Localização subcelular da Miosina-V em células do melanoma B16, uma linhagem celular tipo selvagem para o gene dilute

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1997
Autor(a) principal: Amaral, Rita Goreti
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17136/tde-11112025-123449/
Resumo: A descoberta que o gene dilute codifica uma miosina da classe V levou a hipótese que este motor molecular está envolvido no transporte dos melanossomos e/ou no crescimento dos dendritos em melanócitos de mamíferos. O presente estudo teve como objetivo central verificar a distribuição subcelular da miosina-V em relação aos melanossomos nas células altamente pigmentadas do melanoma B16-F10, as quais são tipo selvagem para o gene dilute. Fracionamento subcelular de tumor B16 por centrifugação diferencial e gradiente de sacarose, seguido de análise das frações por Western blots mostrou que a miosina-V está presente em todas as frações, estando enriquecida na fração subcelular de melanossomos purificados. Imunomicroscopia eletrônica mostrou marcação da miosiona-V em melanossomos nos diferentes estágios de maturação. Partículas de ouro foram também observadas nas cisternas do retículo endoplasmático e Golgi, em vesículas (40-70nm) e em mitocôndrias. A estimulação das células B16 por α-MSH, que induz um aumento na síntese de melanossomos e crescimento dendrítico, resultou em um aumento significativo da expressão da miosina-V, enquanto os níveis da miosina-II não mudaram. Esta é a primeira evidência que uma via de sinalização através de cAMP pode regular a expressão do gene dilute. Embora os resultados apresentados aqui sejam consistentes com a hipótese que a miosina-V pode agir como motor para o transporte dos melanossomos eles também sugerem uma função citoplasmática mais ampla, como por exemplo, na segregação ou tráfego de componentes para alvos específicos em membranas ou na dinâmica de citoesqueleto.
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