Avaliação dos músculos do assoalho pélvico e relatos de perda urinária em mulheres com síndrome do ovário policístico, obesas e não obesas, e correlações com os níveis hormonais
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-19032026-104449/ |
Resumo: | Introdução: A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é a endocrinopatia mais freqüente nas mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico e irregularidades menstruais, e, provavelmente, é a causa mais comum de hirsutismo e infertilidade. Androgênios e esteróides anabólicos têm sido usados para aumentar a massa muscular e força. Devido à alta prevalência de hiperandrogenismo em SOP, é plausível que mulheres com SOP possam ter aumento da massa muscular e da função dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) quando comparadas com controles. Objetivo: Avaliar a força indireta dos MAP e os relatos de perda urinária de mulheres com SOP e sem SOP, obesa e não obesa e correlacionar com os níveis hormonais. Métodos: Foram incluídas no estudo 131 mulheres no total, e divididas em quatro grupos: 1) SOP NO- mulheres com diagnóstico de SOP, não obesa (entre 18.5 a 29.9 kg/m2) (n=36); 2.) C NO - mulheres controles (com ciclos menstruais regulares) não obesas (n=43); 3.) SOP O - mulheres com diagnóstico de SOP obesas (IMC entre 30 e 39.9 kg/m2) (n=33) e 4.) C O - mulheres obesas controles (n=19). Os MAP foram avaliados por meio do exame digital e da perineometria, e as dosagens hormonais de testosterona livre foram feitas por meio do Free Androgen Index (FAI). Todas as mulheres responderam a um questionário sobre qualidade e vida em saúde o SF36 (Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey) e as que relataram queixa de perda urinária responderam ao questionário International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF). Resultados: Não houve diferença estatística com relação à força indireta dos MAP entre os grupos com SOP e Controles, porém os grupos de mulheres não obesas apresentaram melhor força indireta do AP em relação às obesas. Os relatos de perda urinária foram maiores no grupo C NO, em relação ao grupo SOP NO, porém não houve diferença quanto à severidade da IU entre os grupos. Através do SF36 pôde-se observar que o grupo C NO apresentou escore maior no domínio estado geral em saúde do que o grupo SOP NO. Conclusão: A força indireta dos MAP de mulheres com SOP não apresentou diferença quando comparadas a controles. |
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Avaliação dos músculos do assoalho pélvico e relatos de perda urinária em mulheres com síndrome do ovário policístico, obesas e não obesas, e correlações com os níveis hormonaisEvaluation of pelvic floor muscle and reports of urinary incontinence in women with polycystic ovary syndrome, obese and non obese, and hormone levels correlationAndrogenAndrogênioAssoalho pélvicoMuscleMúsculoPelvic floorPolycystic ovary syndromeSíndrome dos ovários policísticosIntrodução: A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é a endocrinopatia mais freqüente nas mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico e irregularidades menstruais, e, provavelmente, é a causa mais comum de hirsutismo e infertilidade. Androgênios e esteróides anabólicos têm sido usados para aumentar a massa muscular e força. Devido à alta prevalência de hiperandrogenismo em SOP, é plausível que mulheres com SOP possam ter aumento da massa muscular e da função dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) quando comparadas com controles. Objetivo: Avaliar a força indireta dos MAP e os relatos de perda urinária de mulheres com SOP e sem SOP, obesa e não obesa e correlacionar com os níveis hormonais. Métodos: Foram incluídas no estudo 131 mulheres no total, e divididas em quatro grupos: 1) SOP NO- mulheres com diagnóstico de SOP, não obesa (entre 18.5 a 29.9 kg/m2) (n=36); 2.) C NO - mulheres controles (com ciclos menstruais regulares) não obesas (n=43); 3.) SOP O - mulheres com diagnóstico de SOP obesas (IMC entre 30 e 39.9 kg/m2) (n=33) e 4.) C O - mulheres obesas controles (n=19). Os MAP foram avaliados por meio do exame digital e da perineometria, e as dosagens hormonais de testosterona livre foram feitas por meio do Free Androgen Index (FAI). Todas as mulheres responderam a um questionário sobre qualidade e vida em saúde o SF36 (Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey) e as que relataram queixa de perda urinária responderam ao questionário International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF). Resultados: Não houve diferença estatística com relação à força indireta dos MAP entre os grupos com SOP e Controles, porém os grupos de mulheres não obesas apresentaram melhor força indireta do AP em relação às obesas. Os relatos de perda urinária foram maiores no grupo C NO, em relação ao grupo SOP NO, porém não houve diferença quanto à severidade da IU entre os grupos. Através do SF36 pôde-se observar que o grupo C NO apresentou escore maior no domínio estado geral em saúde do que o grupo SOP NO. Conclusão: A força indireta dos MAP de mulheres com SOP não apresentou diferença quando comparadas a controles.Introduction: Polycystic Ovary Syndrome (PCOS) is the most common endocrine disorder in women of reproductive age. It is characterized by hyperandrogenism, clinical or biochemical, menstrual irregularities, and is probably the most common cause of hirsutism and infertility. Androgens and anabolic steroids have been used to increase muscle mass and strength. Given the high prevalence of hyperandrogenism in PCOS, it is plausible that women with PCOS may have increased muscle mass and function of the pelvic floor muscles (PFM) compared with controls. Objective: To evaluate the indirect force of the PFM and urinary incontinence reports of women with PCOS and without PCOS, obese and non obese, and to correlate with hormones levels. Methods: The study included 131 women, and divided into four groups: 1) PCOS NO - women diagnosed with PCOS non obese (BMI between 18.5 to 29.9 Kg/m2) (n=36), 2) C NO - women\'s control (with regular menstrual cycles) non obese (n=43), 3) PCOS O - women diagnosed with PCOS obese (BMI between 30 to 39.9 Kg/m2) (n=33) and 4) C O - women\'s control obese (n=19). The PFM were assessed by digital examination using the Modified Oxford Grading Scale, and perineometer, and the hormone levels of testosterone were made by the FAI. All women answered a questionnaire about quality of life in health the SF36 (Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey) and those who complain of urinary incontinence (UI) completes the lnternational Consultation on lncontinence questionnaire - Short Form (ICIQ-SF). Results: There was no statistical difference in the indirect force of the PFM between PCOS and Control groups, but non obese groups had better indirect force of the PFM comparing to the obese groups. The reports of leakage were higher in C NO in relation to the PCOS NO group, but there were no difference regarding the severity of UI among the groups. The SF36 showed that the C NO group had the higher score in the general health status domain than the PCOS NO group. Conclusion: The PFM\'s indirect force in women with PCOS was not different when compared with controls.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerreira, Cristine Homsi JorgeAntônio, Flávia Ignácio2011-05-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-19032026-104449/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-19T13:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-19032026-104449Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-19T13:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é a endocrinopatia mais freqüente nas mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico e irregularidades menstruais, e, provavelmente, é a causa mais comum de hirsutismo e infertilidade. Androgênios e esteróides anabólicos têm sido usados para aumentar a massa muscular e força. Devido à alta prevalência de hiperandrogenismo em SOP, é plausível que mulheres com SOP possam ter aumento da massa muscular e da função dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) quando comparadas com controles. Objetivo: Avaliar a força indireta dos MAP e os relatos de perda urinária de mulheres com SOP e sem SOP, obesa e não obesa e correlacionar com os níveis hormonais. Métodos: Foram incluídas no estudo 131 mulheres no total, e divididas em quatro grupos: 1) SOP NO- mulheres com diagnóstico de SOP, não obesa (entre 18.5 a 29.9 kg/m2) (n=36); 2.) C NO - mulheres controles (com ciclos menstruais regulares) não obesas (n=43); 3.) SOP O - mulheres com diagnóstico de SOP obesas (IMC entre 30 e 39.9 kg/m2) (n=33) e 4.) C O - mulheres obesas controles (n=19). Os MAP foram avaliados por meio do exame digital e da perineometria, e as dosagens hormonais de testosterona livre foram feitas por meio do Free Androgen Index (FAI). Todas as mulheres responderam a um questionário sobre qualidade e vida em saúde o SF36 (Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey) e as que relataram queixa de perda urinária responderam ao questionário International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF). Resultados: Não houve diferença estatística com relação à força indireta dos MAP entre os grupos com SOP e Controles, porém os grupos de mulheres não obesas apresentaram melhor força indireta do AP em relação às obesas. Os relatos de perda urinária foram maiores no grupo C NO, em relação ao grupo SOP NO, porém não houve diferença quanto à severidade da IU entre os grupos. Através do SF36 pôde-se observar que o grupo C NO apresentou escore maior no domínio estado geral em saúde do que o grupo SOP NO. Conclusão: A força indireta dos MAP de mulheres com SOP não apresentou diferença quando comparadas a controles. |
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