À margem das Big Techs: imaginários sociotécnicos na comunidade brasileira de pesquisa em IA
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-11022026-125351/ |
Resumo: | A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente na vida social, assumindo o papel de mediadora da comunicação e de tomadora de decisões em diferentes contextos da atividade humana. A sofisticação dos modelos de aprendizado de máquina e a ampliação do escopo de aplicação levantam novas incertezas sobre a extensão das possibilidades e dos riscos da IA. Para compreender os rumos do seu desenvolvimento, é necessário olhar para os componentes sociais da produção do conhecimento. A área tem caráter emergente, fragmentado e aberto a influências externas, não constituindo uma comunidade científica fechada, organizada em torno de grandes consensos e paradigmas consolidados. Partindo dessa premissa, esta pesquisa buscou a) elaborar uma caracterização da comunidade brasileira de pesquisa em IA com base nas representações que ela faz de si própria e da ordem social e b) analisar posicionamentos e imaginários sociotécnicos. A pesquisa se propõe a responder quais são os contornos dessa comunidade, como ela se vê e no que ela acredita em termos de conhecimento e futuro da área, e de que forma a posição periférica do Brasil no cenário mundial da produção de conhecimento em IA reflete no grau de alinhamento aos imaginários tipicamente difundidos pelo Vale do Silício. Tendo como interlocutores os pesquisadores que publicaram no Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS), a abordagem metodológica combinou a aplicação de um survey e meta-survey e entrevistas semi-estruturadas. Os resultados apontam para a ausência de uma definição compartilhada de comunidade e uma continuidade da velha tensão entre as abordagens simbólicas e conexionistas. Apontam também que, embora o domínio das Big Techs na área impacte as agendas de pesquisa, a posição periférica do país no cenário internacional da pesquisa de ponta em IA favorece determinadas abordagens, práticas e mentalidades que configuram uma cultura acadêmica local distinta. Além disso, os resultados evidenciam uma transformação em andamento na área, impulsionada pela expansão para novos domínios de aplicação, mas cujo caráter ainda não está consolidado, permanecendo, portanto, incerto. Por fim, embora os pesquisadores partilhem a premissa de que o avanço técnico-científico da IA é implacável, as percepções sobre a plausibilidade e desejabilidade do imaginário da Inteligência Artificial Geral (IAG) são influenciadas pelas diferentes concepções de conhecimento e graus de pessimismo em relação aos seus impactos |
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À margem das Big Techs: imaginários sociotécnicos na comunidade brasileira de pesquisa em IAWithout the Big Techs: sociotechnical imaginaries in the brazilian AI research communityArtificial IntelligenceBrazilian research communityComunidade brasileira de pesquisaEstudos sociais da ciência e da tecnologiaImaginários sociotécnicosInteligência ArtificialSilicon ValleySocial studies of science and technologySociotechnical imaginariesVale do SilícioA Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente na vida social, assumindo o papel de mediadora da comunicação e de tomadora de decisões em diferentes contextos da atividade humana. A sofisticação dos modelos de aprendizado de máquina e a ampliação do escopo de aplicação levantam novas incertezas sobre a extensão das possibilidades e dos riscos da IA. Para compreender os rumos do seu desenvolvimento, é necessário olhar para os componentes sociais da produção do conhecimento. A área tem caráter emergente, fragmentado e aberto a influências externas, não constituindo uma comunidade científica fechada, organizada em torno de grandes consensos e paradigmas consolidados. Partindo dessa premissa, esta pesquisa buscou a) elaborar uma caracterização da comunidade brasileira de pesquisa em IA com base nas representações que ela faz de si própria e da ordem social e b) analisar posicionamentos e imaginários sociotécnicos. A pesquisa se propõe a responder quais são os contornos dessa comunidade, como ela se vê e no que ela acredita em termos de conhecimento e futuro da área, e de que forma a posição periférica do Brasil no cenário mundial da produção de conhecimento em IA reflete no grau de alinhamento aos imaginários tipicamente difundidos pelo Vale do Silício. Tendo como interlocutores os pesquisadores que publicaram no Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS), a abordagem metodológica combinou a aplicação de um survey e meta-survey e entrevistas semi-estruturadas. Os resultados apontam para a ausência de uma definição compartilhada de comunidade e uma continuidade da velha tensão entre as abordagens simbólicas e conexionistas. Apontam também que, embora o domínio das Big Techs na área impacte as agendas de pesquisa, a posição periférica do país no cenário internacional da pesquisa de ponta em IA favorece determinadas abordagens, práticas e mentalidades que configuram uma cultura acadêmica local distinta. Além disso, os resultados evidenciam uma transformação em andamento na área, impulsionada pela expansão para novos domínios de aplicação, mas cujo caráter ainda não está consolidado, permanecendo, portanto, incerto. Por fim, embora os pesquisadores partilhem a premissa de que o avanço técnico-científico da IA é implacável, as percepções sobre a plausibilidade e desejabilidade do imaginário da Inteligência Artificial Geral (IAG) são influenciadas pelas diferentes concepções de conhecimento e graus de pessimismo em relação aos seus impactosArtificial Intelligence (AI) is increasingly present in social life, taking on the role of mediator of communication and decision-maker in different contexts of human activity. The sophistication of machine learning models and the expansion of the scope of application raise new uncertainties about the extent of AI\'s possibilities and risks. To understand the directions of its development, it is necessary to look at the social components of knowledge production. The field has an emerging, fragmented character and is open to external influences, not constituting a closed scientific community organized around major consensuses and consolidated paradigms. Starting from this premise, this research sought to a) develop a characterization of the Brazilian AI research community based on the representations it makes of itself and the social order, and b) analyze positions and sociotechnical imaginaries. The research aims to answer what the contours of this community are, how it sees itself, what it believes in terms of knowledge and the future of the field, and how Brazil\'s peripheral position in the global AI knowledge production scene reflects in the degree of alignment with the imaginaries typically spread by Silicon Valley. Using as interlocutors the researchers who published at the Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS), the methodological approach combined the application of a survey and meta-survey and semi-structured interviews with researchers. The results point to the absence of a shared definition of community and a continuation of the old tension between symbolic and connectionist approaches. They also indicate that, although the dominance of Big Techs in the field impacts research agendas, the country\'s peripheral position in the international cutting-edge AI research scene favors certain approaches, practices, and mindsets that shape a distinct local academic culture. Furthermore, the results highlight an ongoing transformation in the field, driven by expansion into new application domains, but whose character is not yet consolidated, thus remaining uncertain. Finally, although researchers share the premise that the technical-scientific advance of AI is relentless, perceptions about the plausibility and desirability of the General Artificial Intelligence (AGI) imaginary are influenced by different conceptions of knowledge and degrees of pessimism regarding its impactsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPComin, Alvaro AugustoSchmidt, Gabriela Soares2025-09-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-11022026-125351/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-11T16:16:02Zoai:teses.usp.br:tde-11022026-125351Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-11T16:16:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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