Estudo sobre o envelhecimento de aguardente de cana-de-açúcar
| Ano de defesa: | 1996 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-31102025-160433/ |
Resumo: | Neste trabalho, foram estudadas as características químicas e organolépticas da aguardente de cana-de-açúcar (sabor, aroma e cor) em tonéis de nove tipos de madeira: Amarelo, Amendoim, Bálsamo, Carvalho, Louro, Jatobá, Pau D\'arco, Pau D\'óleo e Pereiro, com capacidade média de 8 litros. As determinações das densidades das madeiras e as variações do conteúdo dos tonéis não indicaram nenhuma relação entre si. O acondicionamento em tonéis de madeira provocou diferentes variações no pH da aguardente, sendo que o Pereiro apresentou o maior acréscimo (0,8) em relação ao pH inicial (4,7), enquanto o Amarelo registrou o maior decréscimo (-0,5). A capacidade das madeiras de fornecer substratos à bebida foi avaliada pelo teor de compostos fenólicos presentes na aguardente. As análises indicam que, após 12 meses, o Amarelo, ao contrário do Jatobá, foi a madeira que mais liberou compostos para a aguardente entre as madeiras estudadas. Os resultados das análises sensoriais realizadas por 30 provadores não treinados indicaram que apenas Carvalho, Amendoim e Pereiro obtiveram notas de sabor, aroma e cor superiores a 50% da escala de avaliação total. Outro estudo acompanhou a maturação da aguardente em tonéis de Carvalho com 180 litros de capacidade durante 37 meses, envolvendo análises sensoriais e químicas. As análises sensoriais mostraram que o aroma apresentou pouca variação ao longo do tempo de envelhecimento, enquanto sabor e cor melhoraram significativamente até 18 meses, atingindo bons níveis de aceitação nos testes sensoriais. O teor de compostos fenólicos aumentou com o tempo de maturação, enquanto houve redução nos valores de pH. A composição química da aguardente foi determinada por técnicas cromatográficas HRGC-FID e HPLC. Foram investigadas 138 substâncias - entre álcoois, ésteres, ácidos e aldeídos - usadas como padrões de identificação, das quais 60 foram identificadas e quantificadas. A cromatografia em fase gasosa (coluna FFAP) foi utilizada para a análise de álcoois, ésteres e ácidos carboxílicos com até 6 carbonos. A identificação dos picos baseou-se nos tempos de retenção, simetria dos picos e dopagem das amostras com padrões. Aldeídos e ácidos carboxílicos com mais de 6 carbonos foram analisados por HPLC, utilizando coluna Supelco C18. As maiores alterações na composição da amostra da aguardente foram observadas nos teores de acetaldeído, ácido acético e acetato de etila. |
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Estudo sobre o envelhecimento de aguardente de cana-de-açúcarStudy on the aging of sugarcane spiritaguardente de cana-de-açúcaralcoholic beveragesbebidas alcoólicaschemical compositioncomposição químicaenvelhecimentogingmaturaçãomaturationsugarcane spiritNeste trabalho, foram estudadas as características químicas e organolépticas da aguardente de cana-de-açúcar (sabor, aroma e cor) em tonéis de nove tipos de madeira: Amarelo, Amendoim, Bálsamo, Carvalho, Louro, Jatobá, Pau D\'arco, Pau D\'óleo e Pereiro, com capacidade média de 8 litros. As determinações das densidades das madeiras e as variações do conteúdo dos tonéis não indicaram nenhuma relação entre si. O acondicionamento em tonéis de madeira provocou diferentes variações no pH da aguardente, sendo que o Pereiro apresentou o maior acréscimo (0,8) em relação ao pH inicial (4,7), enquanto o Amarelo registrou o maior decréscimo (-0,5). A capacidade das madeiras de fornecer substratos à bebida foi avaliada pelo teor de compostos fenólicos presentes na aguardente. As análises indicam que, após 12 meses, o Amarelo, ao contrário do Jatobá, foi a madeira que mais liberou compostos para a aguardente entre as madeiras estudadas. Os resultados das análises sensoriais realizadas por 30 provadores não treinados indicaram que apenas Carvalho, Amendoim e Pereiro obtiveram notas de sabor, aroma e cor superiores a 50% da escala de avaliação total. Outro estudo acompanhou a maturação da aguardente em tonéis de Carvalho com 180 litros de capacidade durante 37 meses, envolvendo análises sensoriais e químicas. As análises sensoriais mostraram que o aroma apresentou pouca variação ao longo do tempo de envelhecimento, enquanto sabor e cor melhoraram significativamente até 18 meses, atingindo bons níveis de aceitação nos testes sensoriais. O teor de compostos fenólicos aumentou com o tempo de maturação, enquanto houve redução nos valores de pH. A composição química da aguardente foi determinada por técnicas cromatográficas HRGC-FID e HPLC. Foram investigadas 138 substâncias - entre álcoois, ésteres, ácidos e aldeídos - usadas como padrões de identificação, das quais 60 foram identificadas e quantificadas. A cromatografia em fase gasosa (coluna FFAP) foi utilizada para a análise de álcoois, ésteres e ácidos carboxílicos com até 6 carbonos. A identificação dos picos baseou-se nos tempos de retenção, simetria dos picos e dopagem das amostras com padrões. Aldeídos e ácidos carboxílicos com mais de 6 carbonos foram analisados por HPLC, utilizando coluna Supelco C18. As maiores alterações na composição da amostra da aguardente foram observadas nos teores de acetaldeído, ácido acético e acetato de etila.In this work, the variations in the chemical and organoleptic characteristics of a Brazilian sugarcane spirit were studied in casks of nine different types of wood, each with an average volume of 8 liters. Eight essentially national woods (Amarelo, Amendoim, Bálsamo, Louro, Jatobá, Pau D\'arco, Pau D\'Óleo, and Pereiro) and Oak were selected for the study. Determinations of wood density and variations in the barrel contents showed no correlation between these parameters. The different woods caused distinct pH variations in the spirit, with Pereiro showing the greatest increase relative to the initial pH, while Amarelo exhibited the largest decrease. The capacity of the woods to provide extracts to the beverage was assessed based on the phenolic compound content determined by the Folin method. The analysis indicated that, after 12 months, Amarelo was the wood that released the most extracts into the spirit, in contrast to Jatobá. The results of sensory analyses performed by 30 untrained tasters indicated that only Oak, Amendoim, and Pereiro achieved scores for taste, aroma, and color above 50% of the total evaluation scale. The maturation of the spirit in Oak barrels with 180 liters of capacity was also monitored over a period of 37 months. Sensory analyses showed that aroma varied little with aging time, while taste and color improved significantly up to 18 months, reaching good levels of acceptance. Phenolic compound content increased with maturation, whereas pH decreased. The chemical composition of the beverage was determined using HRGC-FID and HPLC chromatographic techniques. The presence of 138 substances, including alcohols, esters, acids, and aldehydes, was investigated, of which 60 were identified and quantified. Gas chromatography using an FFAP column was employed for the analysis of alcohols, esters, and carboxylic acids containing up to six carbons. Peak identification was based on retention time, peak symmetry, and the addition of standards to the samples.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFranco, Douglas WagnerBoscolo, Mauricio1996-10-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-31102025-160433/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-05T13:49:02Zoai:teses.usp.br:tde-31102025-160433Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-05T13:49:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Neste trabalho, foram estudadas as características químicas e organolépticas da aguardente de cana-de-açúcar (sabor, aroma e cor) em tonéis de nove tipos de madeira: Amarelo, Amendoim, Bálsamo, Carvalho, Louro, Jatobá, Pau D\'arco, Pau D\'óleo e Pereiro, com capacidade média de 8 litros. As determinações das densidades das madeiras e as variações do conteúdo dos tonéis não indicaram nenhuma relação entre si. O acondicionamento em tonéis de madeira provocou diferentes variações no pH da aguardente, sendo que o Pereiro apresentou o maior acréscimo (0,8) em relação ao pH inicial (4,7), enquanto o Amarelo registrou o maior decréscimo (-0,5). A capacidade das madeiras de fornecer substratos à bebida foi avaliada pelo teor de compostos fenólicos presentes na aguardente. As análises indicam que, após 12 meses, o Amarelo, ao contrário do Jatobá, foi a madeira que mais liberou compostos para a aguardente entre as madeiras estudadas. Os resultados das análises sensoriais realizadas por 30 provadores não treinados indicaram que apenas Carvalho, Amendoim e Pereiro obtiveram notas de sabor, aroma e cor superiores a 50% da escala de avaliação total. Outro estudo acompanhou a maturação da aguardente em tonéis de Carvalho com 180 litros de capacidade durante 37 meses, envolvendo análises sensoriais e químicas. As análises sensoriais mostraram que o aroma apresentou pouca variação ao longo do tempo de envelhecimento, enquanto sabor e cor melhoraram significativamente até 18 meses, atingindo bons níveis de aceitação nos testes sensoriais. O teor de compostos fenólicos aumentou com o tempo de maturação, enquanto houve redução nos valores de pH. A composição química da aguardente foi determinada por técnicas cromatográficas HRGC-FID e HPLC. Foram investigadas 138 substâncias - entre álcoois, ésteres, ácidos e aldeídos - usadas como padrões de identificação, das quais 60 foram identificadas e quantificadas. A cromatografia em fase gasosa (coluna FFAP) foi utilizada para a análise de álcoois, ésteres e ácidos carboxílicos com até 6 carbonos. A identificação dos picos baseou-se nos tempos de retenção, simetria dos picos e dopagem das amostras com padrões. Aldeídos e ácidos carboxílicos com mais de 6 carbonos foram analisados por HPLC, utilizando coluna Supelco C18. As maiores alterações na composição da amostra da aguardente foram observadas nos teores de acetaldeído, ácido acético e acetato de etila. |
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