Traços de personalidade e percepção de dor de bailarinos e bailarinas profissionais
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-29042025-142224/ |
Resumo: | Percepções de dor são influenciadas por características individuais como traço de personalidade e sexo. O presente trabalho qualiquantitativo investigou esses dois fatores (traço e sexo) em 23 bailarinos e 59 bailarinas de companhias profissionais. A parte quantitativa determinou associações entre escores de catastrofização de dor e de traços de personalidade de extroversão, neuroticismo e psicoticismo, enquanto a parte quantiqualitativa forneceu uma análise de discurso do sujeito coletivo relativa a opiniões de resiliência à dor. Os resultados revelaram correlações positivas significativas entre escores de neuroticismo e pensamentos catastróficos de dor na amostra total e nos bailarinos. Além disso, a associação entre neuroticismo e pensamentos catastróficos de dor pode ser representada pela equação: neuroticismo = (29,76) + (0,38 x pensamentos catastróficos de dor). O discurso do sujeito coletivo destacou os temas a seguir: sobrecarga de prática semanal e diária extenuante; prática física vai muito além do balé; incômodos psicológicos, mentais e físicos; concorrência e cobranças; resistência constante à dor; constantes abalos emocionais e tratamentos em decorrência de lesões no quadril, joelho e tornozelo; resiliência à dor por paixão, prazer, ofício e metas. Os bailarinos verbalizaram destacaram a dor na execução de movimentos repetitivos, a resistência à dor com consequente abalo emocional, a apreciação de aulas extenuantes, associaram a dor intensa a aspectos físicos, tenderam a qualificar a dor como boa ou ruim, justificaram voltar a dançar pelo compromisso profissional e familiar. As bailarinas citaram conteúdos de prática, a dor como parte da rotina, a demanda alta de atividades como justificativa para aulas extenuantes, associaram a dor intensa a aspectos emocionais e técnicos, justificaram voltar a dançar por prazer e objetivo de vida |
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Traços de personalidade e percepção de dor de bailarinos e bailarinas profissionaisPersonality traits and pain perception of male and female professional ballet dancersBaléBalletCatástrofeDançaDanceDiferenças IndividuaisIndividual DifferencesPain CatastrophizingResilienceResiliênciaPercepções de dor são influenciadas por características individuais como traço de personalidade e sexo. O presente trabalho qualiquantitativo investigou esses dois fatores (traço e sexo) em 23 bailarinos e 59 bailarinas de companhias profissionais. A parte quantitativa determinou associações entre escores de catastrofização de dor e de traços de personalidade de extroversão, neuroticismo e psicoticismo, enquanto a parte quantiqualitativa forneceu uma análise de discurso do sujeito coletivo relativa a opiniões de resiliência à dor. Os resultados revelaram correlações positivas significativas entre escores de neuroticismo e pensamentos catastróficos de dor na amostra total e nos bailarinos. Além disso, a associação entre neuroticismo e pensamentos catastróficos de dor pode ser representada pela equação: neuroticismo = (29,76) + (0,38 x pensamentos catastróficos de dor). O discurso do sujeito coletivo destacou os temas a seguir: sobrecarga de prática semanal e diária extenuante; prática física vai muito além do balé; incômodos psicológicos, mentais e físicos; concorrência e cobranças; resistência constante à dor; constantes abalos emocionais e tratamentos em decorrência de lesões no quadril, joelho e tornozelo; resiliência à dor por paixão, prazer, ofício e metas. Os bailarinos verbalizaram destacaram a dor na execução de movimentos repetitivos, a resistência à dor com consequente abalo emocional, a apreciação de aulas extenuantes, associaram a dor intensa a aspectos físicos, tenderam a qualificar a dor como boa ou ruim, justificaram voltar a dançar pelo compromisso profissional e familiar. As bailarinas citaram conteúdos de prática, a dor como parte da rotina, a demanda alta de atividades como justificativa para aulas extenuantes, associaram a dor intensa a aspectos emocionais e técnicos, justificaram voltar a dançar por prazer e objetivo de vidaPerceptions of pain are influenced by individual characteristics such as personality traits and gender. The present qualitative-quantitative study investigated these two factors (trait and gender) in 23 male dancers and 59 female dancers from professional ballet companies. The quantitative analysis determined associations between scores of pain catastrophizing and personality traits of extraversion, neuroticism, and psychoticism. In turn, the quali-quantitative analysis provided a discourse analysis of the collective subject regarding opinions on pain resilience. The quantitative results revealed significant positive correlations between scores of neuroticism and catastrophic thoughts of pain for the total sample and for the male dancers. In addition, the association between neuroticism and catastrophic thoughts of pain can be shown by the equation: neuroticism = (29,76) + (0,38 x catastrophic thoughts of pain. The discourse analysis highlighted the following themes: an overload of weekly and daily strenuous practice; physical practice that goes far beyond ballet; psychological, mental and physical discomfort; competition and demands; constant resistance to pain; emotional shocks and treatments as a result of hip, knee and ankle injuries; resilience to pain due to passion, pleasure, job, and goals. The male ballet dancers verbalized feeling pain when performing repetitive movements, resisting to pain which caused emotional impact, enjoying strenuous classes, associating intense pain to physical aspects, the tendency to classify pain as good or bad, and the returning to dance due to professional and family commitments. The female ballet dancers cited practice contents, pain as part of their routine, the high demand for activities as a justification for strenuous classes, associated intense pain with emotional and technical aspects, and justified returning to dance for pleasure and a life goal.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMeira Junior, Cassio de MirandaRosa, Estter Cristina Silvino2024-11-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-29042025-142224/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-10T12:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-29042025-142224Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-10T12:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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