Avaliação da resposta ao tratamento com metotrexato em indivíduos com artrite reumatoide fisicamente ativos e sedentários

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Almeida, Sérgio Couto Luna de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-19032025-153217/
Resumo: Introdução: O metotrexato (MTX) é a primeira escolha para o tratamento da artrite reumatoide (AR) inicial, com taxa de resposta em torno de 50%. O exercício aeróbico de baixo impacto produz um efeito anti-inflamatório e poderia influenciar a resposta terapêutica em doenças inflamatórias crônicas. Objetivos: 1) Avaliar o quão fisicamente ativos são os pacientes com AR inicial e se o nível de atividade física está relacionado a um diferente grau de atividade da doença antes do início do tratamento; 2) Avaliar se há diferença na resposta ao tratamento com MTX entre pacientes fisicamente ativos e inativos e se ela é influenciada pelo tabagismo; 3) Avaliar, após o tratamento com MTX, a concentração plasmática de linfócitos T regulatórios, bem como a proporção destes que expressa CD39. Materiais e métodos: Avaliamos 65 pacientes com AR inicial tratados com MTX (15 a 25 mg/semana), sendo definidos como respondedores os pacientes que atingiram baixa atividade de doença ou remissão (DAS-28<3,2). Utilizamos o IPAQ (International Physical Activity Questionnaire) para avaliação do nível de atividade física. Quantificamos, por citometria de fluxo, a concentração sanguínea periférica de linfócitos Tregs e a proporção de Tregs que expressavam CD39 após três meses de uso do MTX. A análise estatística foi realizada utilizando teste t não-pareado, sendo significantes resultados com p<0,05. Resultados: Observamos que 70,8% dos pacientes com AR inicial eram fisicamente ativos e que os índices de atividade da doença não foram diferentes antes do início do tratamento entre fisicamente ativos e inativos. No entanto, observamos melhor resposta ao MTX no grupo fisicamente ativo (53%) em comparação com o grupo de inativos (20%). Não houve diferença na taxa de resposta ao MTX entre tabagistas e não-tabagistas. Não houve diferença na concentração nem na proporção de Tregs no sangue periférico, bem como na proporção de Tregs expressando CD39 entre pacientes fisicamente ativos e inativos. Conclusão: O exercício físico pareceu influenciar a resposta terapêutica ao MTX em pacientes com AR inicial, sem ter havido influência no número de células Treg periféricas. Avaliação com maior número de pacientes e estratégias controladas da atividade física serão necessárias para a confirmação dos nossos resultados.
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Objetivos: 1) Avaliar o quão fisicamente ativos são os pacientes com AR inicial e se o nível de atividade física está relacionado a um diferente grau de atividade da doença antes do início do tratamento; 2) Avaliar se há diferença na resposta ao tratamento com MTX entre pacientes fisicamente ativos e inativos e se ela é influenciada pelo tabagismo; 3) Avaliar, após o tratamento com MTX, a concentração plasmática de linfócitos T regulatórios, bem como a proporção destes que expressa CD39. Materiais e métodos: Avaliamos 65 pacientes com AR inicial tratados com MTX (15 a 25 mg/semana), sendo definidos como respondedores os pacientes que atingiram baixa atividade de doença ou remissão (DAS-28<3,2). Utilizamos o IPAQ (International Physical Activity Questionnaire) para avaliação do nível de atividade física. Quantificamos, por citometria de fluxo, a concentração sanguínea periférica de linfócitos Tregs e a proporção de Tregs que expressavam CD39 após três meses de uso do MTX. A análise estatística foi realizada utilizando teste t não-pareado, sendo significantes resultados com p<0,05. Resultados: Observamos que 70,8% dos pacientes com AR inicial eram fisicamente ativos e que os índices de atividade da doença não foram diferentes antes do início do tratamento entre fisicamente ativos e inativos. No entanto, observamos melhor resposta ao MTX no grupo fisicamente ativo (53%) em comparação com o grupo de inativos (20%). Não houve diferença na taxa de resposta ao MTX entre tabagistas e não-tabagistas. Não houve diferença na concentração nem na proporção de Tregs no sangue periférico, bem como na proporção de Tregs expressando CD39 entre pacientes fisicamente ativos e inativos. Conclusão: O exercício físico pareceu influenciar a resposta terapêutica ao MTX em pacientes com AR inicial, sem ter havido influência no número de células Treg periféricas. Avaliação com maior número de pacientes e estratégias controladas da atividade física serão necessárias para a confirmação dos nossos resultados.lntroduction: Methotrexate (MTX) is the first choice therapy and the cornerstone of the treatment of Rheumatoid Arthritis (RA) patients, even with 50% of patients\' lack of response to the monotherapy with MTX. Low impact physical exercise produces an anti-inflammatory effect and could somehow exert some influence in chronic inflammatory diseases. Objectives: 1-) Evaluate how physically active are the patients with initial RA and if the level of physical activity is related to a difference in the level of disease activity at baseline (before treatment). 2-) Evaluate if there is some difference in the response to treatment with MTX between patients who are physically active and inactive and if this response was influenced by smoking habit. 3-) Evaluate, after the treatment with MTX, the plasmatic levels of regulatory T lymphocytes (Tregs), as well as the ratio of Treg that expresses CD-39 (Treg-CD39+). Materials and methods: We have evaluated 65 patients with initial RA treated with MTX in a dose of 15 to 25 (mg/week), defining responders as the patients who achieved low activity disease score or remission (DAS-28<3,2). We have used the IPAQ (lntemational Physical Activity Questionnaire) to evaluate the level of physical activity performed by the patients. Plasma levels of Tregs was assessed after three months of treatment with MTX by flow cytometry as well as the ratio of Tregs that were CD-39+. The analyses between the groups were performed using the unpaired t-test, with significance level of p<0,05. Results: we have observed that 70,8% of patients with RA were physically active and also that there was no difference in disease activity level at baseline between physically active and inactive patients. Nonetheless, we have observed a much better response to MTX therapy in the group of physically active patients (53%) in comparison to the group of inactive patients (20%). There was no difference in the response to MTX between smokers and non-smokers. There was also no difference in the plasma levels of Tregs nor in the ratio of Tregs among the other T cells nor in the ratio of Treg that was CD-39+ between the groups of physically active an inactive patients. Conclusion: physical exercise seemed to exert a positive influence in the therapeutic response to MTX in patients with initial RA in spite of no apparent influence on Treg levels. Evaluation with a larger number of patients and controlled strategies of physical activity interventions will be necessary to confirm our results.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJúnior, Paulo LouzadaAlmeida, Sérgio Couto Luna de2015-05-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-19032025-153217/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-19T18:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-19032025-153217Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-19T18:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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