Dificuldade da tarefa e nível de proficiência em dois ciclos de aprendizagem do putting do golfe: um estudo sob a ótica do modelo do ponto de desafio
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-02042025-182813/ |
Resumo: | Introdução: A dificuldade da tarefa e o nível de proficiência do indivíduo são considerados fatores norteadores da estrutura do modelo do ponto de desafio. Desse modo, considera-se que os respectivos componentes equilibrados se associam à hipótese de que a prática por blocos proporciona maior desafio a iniciantes, ao passo que a prática aleatória maior desafio a experientes. Pesquisas apresentam resultados positivos acerca da adaptação das condições de prática frente ao aumento do nível de proficiência do indivíduo, porém há inconsistências sobre a relação entre níveis de proficiência do aprendiz em associação com as práticas por blocos e aleatória. Faz-se necessária a investigação da estrutura de prática associada à transição do nível de proficiência do aprendiz via manutenção da dificuldade nominal e da condição de prática em dois momentos distintos, observando também o nível de sobrecarga mental. O objetivo da presente pesquisa foi investigar o MPD em relação a dificuldade da tarefa (nominal) e nível de proficiência do aprendiz (dificuldade funcional) em dois ciclos de aprendizagem motora do putting do golfe. Método: Sessenta participantes iniciantes na prática do golfe foram aleatorizados em dois grupos (blocos x aleatório) na execução da tarefa do putting do golfe a quatro distâncias diferentes (D1 = 2 m, D2 = 2,5 m; D3 = 3 m e D4 = 3,5). Ao término da fase de aquisição (120 tentativas), os participantes preencheram o questionário NASA- TLX para verificação do nível de sobrecarga mental. Após 24 horas, houve os testes de retenção 1 e 2 (D2) e os testes de transferência 1 e 2 (D4). Depois de aproximadamente uma semana, os mesmos participantes repetiram o protocolo, a partir do contrabalanceamento em termos de estrutura de prática. Resultados: No experimento 1, houve melhora de desempenho ao longo da fase de aquisição em ambos os grupos e manutenção do desempenho nos testes de retenção e transferência. Em relação à carga de trabalho mental, não houve diferenças entre os grupos. No experimento 2 (participantes agora experientes), os grupos não evoluíram de desempenho na fase de aquisição, mas apresentaram manutenção de desempenho na retenção 2, enquanto na retenção 1 e nos testes de transferência, os grupos apresentaram manutenção de desempenho e adaptabilidade aquém do esperado. Conclusão: As hipóteses do MPD não foram sustentadas, a considerar o nível de proficiência e a estrutura de prática como fatores moduladores do desafio |
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Dificuldade da tarefa e nível de proficiência em dois ciclos de aprendizagem do putting do golfe: um estudo sob a ótica do modelo do ponto de desafioDifficulty of the task and proficiency level in two learning cycles of golf putting: a study from the perspective of the challenge point modelAprendizagem motoraContextual interferenceEstrutura de práticaInterferência contextualMotor learningPractice structureIntrodução: A dificuldade da tarefa e o nível de proficiência do indivíduo são considerados fatores norteadores da estrutura do modelo do ponto de desafio. Desse modo, considera-se que os respectivos componentes equilibrados se associam à hipótese de que a prática por blocos proporciona maior desafio a iniciantes, ao passo que a prática aleatória maior desafio a experientes. Pesquisas apresentam resultados positivos acerca da adaptação das condições de prática frente ao aumento do nível de proficiência do indivíduo, porém há inconsistências sobre a relação entre níveis de proficiência do aprendiz em associação com as práticas por blocos e aleatória. Faz-se necessária a investigação da estrutura de prática associada à transição do nível de proficiência do aprendiz via manutenção da dificuldade nominal e da condição de prática em dois momentos distintos, observando também o nível de sobrecarga mental. O objetivo da presente pesquisa foi investigar o MPD em relação a dificuldade da tarefa (nominal) e nível de proficiência do aprendiz (dificuldade funcional) em dois ciclos de aprendizagem motora do putting do golfe. Método: Sessenta participantes iniciantes na prática do golfe foram aleatorizados em dois grupos (blocos x aleatório) na execução da tarefa do putting do golfe a quatro distâncias diferentes (D1 = 2 m, D2 = 2,5 m; D3 = 3 m e D4 = 3,5). Ao término da fase de aquisição (120 tentativas), os participantes preencheram o questionário NASA- TLX para verificação do nível de sobrecarga mental. Após 24 horas, houve os testes de retenção 1 e 2 (D2) e os testes de transferência 1 e 2 (D4). Depois de aproximadamente uma semana, os mesmos participantes repetiram o protocolo, a partir do contrabalanceamento em termos de estrutura de prática. Resultados: No experimento 1, houve melhora de desempenho ao longo da fase de aquisição em ambos os grupos e manutenção do desempenho nos testes de retenção e transferência. Em relação à carga de trabalho mental, não houve diferenças entre os grupos. No experimento 2 (participantes agora experientes), os grupos não evoluíram de desempenho na fase de aquisição, mas apresentaram manutenção de desempenho na retenção 2, enquanto na retenção 1 e nos testes de transferência, os grupos apresentaram manutenção de desempenho e adaptabilidade aquém do esperado. Conclusão: As hipóteses do MPD não foram sustentadas, a considerar o nível de proficiência e a estrutura de prática como fatores moduladores do desafioIntroduction: The task difficulty and the individual\'s level of proficiency are considered key factors guiding the structure of the challenge point framework model. In this sense, it is believed that the respective balanced components are associated with the hypothesis that block practice presents a greater challenge for beginners, whereas random practice provides a greater challenge for experienced individuals. Research presents positive results regarding the adaptation of practice conditions in response to increasing levels of proficiency; however, inconsistencies exist regarding the relationship between learners\' proficiency levels and block versus random practice. It is necessary to investigate the practice structure associated with the transition in learners\' proficiency levels by maintaining nominal difficulty and practice condition across two distinct phases, while also observing mental workload levels. The objective of the present study was to investigate the challenge point framework (CPF) concerning task difficulty (nominal) and learner proficiency level (functional difficulty) in two cycles of motor learning in golf putting. Method: Sixty participants, all beginners in golf, were randomly assigned to two groups (block vs. random practice) for the execution of a golf putting task at four different distances (D1 = 2 m, D2 = 2.5 m, D3 = 3 m, and D4 = 3.5 m). At the end of the acquisition phase (120 trials), participants completed the NASA-TLX questionnaire to assess mental workload levels. After 24 hours, retention tests 1 and 2 (D2) and transfer tests 1 and 2 (D4) were conducted. After approximately one week, the same participants repeated the protocol, with counterbalancing in terms of practice structure. Results: In Experiment 1, there was an improvement in performance throughout the acquisition phase in both groups, with performance maintained in retention and transfer tests. Regarding mental workload, no significant differences were observed between the groups. In Experiment 2 (with participants now experienced), the groups did not show performance improvement during the acquisition phase but maintained performance in retention test 2. In retention test 1 and transfer tests, the groups showed performance maintenance and adaptability below expectations. Conclusion: The hypotheses of the challenge point framework were not supported, considering proficiency level and practice structure as modulating factorsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBasso, LucianoMeira Junior, Cassio de MirandaSoares, Marcos Antonio Arlindo2025-02-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-02042025-182813/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-27T18:08:22Zoai:teses.usp.br:tde-02042025-182813Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-27T18:08:22Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A dificuldade da tarefa e o nível de proficiência do indivíduo são considerados fatores norteadores da estrutura do modelo do ponto de desafio. Desse modo, considera-se que os respectivos componentes equilibrados se associam à hipótese de que a prática por blocos proporciona maior desafio a iniciantes, ao passo que a prática aleatória maior desafio a experientes. Pesquisas apresentam resultados positivos acerca da adaptação das condições de prática frente ao aumento do nível de proficiência do indivíduo, porém há inconsistências sobre a relação entre níveis de proficiência do aprendiz em associação com as práticas por blocos e aleatória. Faz-se necessária a investigação da estrutura de prática associada à transição do nível de proficiência do aprendiz via manutenção da dificuldade nominal e da condição de prática em dois momentos distintos, observando também o nível de sobrecarga mental. O objetivo da presente pesquisa foi investigar o MPD em relação a dificuldade da tarefa (nominal) e nível de proficiência do aprendiz (dificuldade funcional) em dois ciclos de aprendizagem motora do putting do golfe. Método: Sessenta participantes iniciantes na prática do golfe foram aleatorizados em dois grupos (blocos x aleatório) na execução da tarefa do putting do golfe a quatro distâncias diferentes (D1 = 2 m, D2 = 2,5 m; D3 = 3 m e D4 = 3,5). Ao término da fase de aquisição (120 tentativas), os participantes preencheram o questionário NASA- TLX para verificação do nível de sobrecarga mental. Após 24 horas, houve os testes de retenção 1 e 2 (D2) e os testes de transferência 1 e 2 (D4). Depois de aproximadamente uma semana, os mesmos participantes repetiram o protocolo, a partir do contrabalanceamento em termos de estrutura de prática. Resultados: No experimento 1, houve melhora de desempenho ao longo da fase de aquisição em ambos os grupos e manutenção do desempenho nos testes de retenção e transferência. Em relação à carga de trabalho mental, não houve diferenças entre os grupos. No experimento 2 (participantes agora experientes), os grupos não evoluíram de desempenho na fase de aquisição, mas apresentaram manutenção de desempenho na retenção 2, enquanto na retenção 1 e nos testes de transferência, os grupos apresentaram manutenção de desempenho e adaptabilidade aquém do esperado. Conclusão: As hipóteses do MPD não foram sustentadas, a considerar o nível de proficiência e a estrutura de prática como fatores moduladores do desafio |
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