Do desastre à escrita-vertigem: Alejandra Pizarnik e Cláudia R. Sampaio no labirinto com a loucura
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-06062025-160448/ |
Resumo: | Esta pesquisa delineada a partir da leitura dos trabalhos poéticos de Alejandra Pizarnik (1936-1972), poeta e escritora argentina, e Cláudia R. Sampaio (1981-), poeta e artista plástica portuguesa caminha entre o desastre e a vertigem, buscando compreender como a loucura se presentifica em ambas as obras. Pizarnik mobiliza a noite como ausência e centro do seu discurso lírico, um espaço múltiplo onde o poema é forjado, se dissipa e flui; Sampaio mergulha no escuro que nasce do delírio causado por tudo o que há de inominado e por medicamentos prescritos. Duas poetas reunidas através da percepção de corpos que se apresentam fora do contorno que o reflexo no espelho exibe; duas mulheres que insurgem dos versos, se debatem em fuga pela letra que não salva, mas se soma à linguagem que transborda, delineando poemas rotos e contraditórios. A loucura em diálogo com a literatura, guiada pelo pensamento de Michel Foucault, se coloca como paisagem por onde essas escritas femininas navegam e seguem por seus próprios fluxos. A loucura também abre fendas, estende e rompe os fios, tece e destece tecidos, atravessa margens e ilumina as análises, especialmente, com as contribuições de Lucia Castello Branco. Ademais o conceito de desastre, cunhado por Maurice Blanchot, se aproxima da hipótese de escrita-vertigem, colocada aqui como experiência de leitura, fio condutor, guia. O mito de Medusa é mobilizado para evidenciar a desestabilização da ideia de uma centralidade do eu, uma vez que as subjetividades transeuntes se alternam entre sujeito e objeto e rearranjam os pronomes (eu-tu-ela). Já a imagem do labirinto é apresentada, a partir da figura mítica de Ariadne, como um espaço de travessia no qual as possibilidades de leitura dos textos, aproximados tematicamente, são confrontadas. Ao final, observa-se como as duas poetas podem ser lidas como constituintes de um mesmo tecido poético aquele capaz de subverter os sentidos, revelar e expandir o silêncio e suas imagens, emaranhar linhas de contornos instáveis e misteriosos, (re)nomear funduras |
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Do desastre à escrita-vertigem: Alejandra Pizarnik e Cláudia R. Sampaio no labirinto com a loucuraFrom Disaster to Vertigo-Writing: Alejandra Pizarnik and Cláudia R. Sampaio in the Labyrinth with MadnessAlejandra PizarnikAlejandra PizarnikCláudia R. SampaioCláudia R. SampaioDesastreDisasterEscrita-vertigemLoucuraMadnessVertigo-WritingEsta pesquisa delineada a partir da leitura dos trabalhos poéticos de Alejandra Pizarnik (1936-1972), poeta e escritora argentina, e Cláudia R. Sampaio (1981-), poeta e artista plástica portuguesa caminha entre o desastre e a vertigem, buscando compreender como a loucura se presentifica em ambas as obras. Pizarnik mobiliza a noite como ausência e centro do seu discurso lírico, um espaço múltiplo onde o poema é forjado, se dissipa e flui; Sampaio mergulha no escuro que nasce do delírio causado por tudo o que há de inominado e por medicamentos prescritos. Duas poetas reunidas através da percepção de corpos que se apresentam fora do contorno que o reflexo no espelho exibe; duas mulheres que insurgem dos versos, se debatem em fuga pela letra que não salva, mas se soma à linguagem que transborda, delineando poemas rotos e contraditórios. A loucura em diálogo com a literatura, guiada pelo pensamento de Michel Foucault, se coloca como paisagem por onde essas escritas femininas navegam e seguem por seus próprios fluxos. A loucura também abre fendas, estende e rompe os fios, tece e destece tecidos, atravessa margens e ilumina as análises, especialmente, com as contribuições de Lucia Castello Branco. Ademais o conceito de desastre, cunhado por Maurice Blanchot, se aproxima da hipótese de escrita-vertigem, colocada aqui como experiência de leitura, fio condutor, guia. O mito de Medusa é mobilizado para evidenciar a desestabilização da ideia de uma centralidade do eu, uma vez que as subjetividades transeuntes se alternam entre sujeito e objeto e rearranjam os pronomes (eu-tu-ela). Já a imagem do labirinto é apresentada, a partir da figura mítica de Ariadne, como um espaço de travessia no qual as possibilidades de leitura dos textos, aproximados tematicamente, são confrontadas. Ao final, observa-se como as duas poetas podem ser lidas como constituintes de um mesmo tecido poético aquele capaz de subverter os sentidos, revelar e expandir o silêncio e suas imagens, emaranhar linhas de contornos instáveis e misteriosos, (re)nomear fundurasThis research based on a reading of the poetic works of Alejandra Pizarnik (1936-1972), an Argentinian poet and writer, and Cláudia R. Sampaio (1981-), a Portuguese poet and artist moves between disaster and vertigo, seeking to understand how madness is present in both works. Pizarnik mobilises the night as the absence and centre of her lyrical discourse, a multiple space where the poem is forged, dissipates and flows; Sampaio plunges into the dark that arises from the delirium caused by everything unnamed and by prescription drugs. Two poets brought together through the perception of bodies that present themselves outside the contour that the reflection in the mirror shows; two women who emerge from the verses, struggling to escape through the letter that doesn\'t save, but adds to the language that overflows, outlining broken and contradictory poems. Madness in dialogue with literature, guided by the thinking of Michel Foucault, is the landscape through which these women\'s writings navigate and follow their own flows. Madness also opens cracks, extends and breaks threads, weaves and unweaves fabrics, crosses margins and illuminates the analyses, especially with the contributions of Lucia Castello Branco. In addition, the concept of Disaster, coined by Maurice Blanchot, is close to the hypothesis of Vertigo-Writing, placed here as a reading experience, a guiding thread, a guide. The myth of Medusa is mobilised to highlight the destabilisation of the idea of a centrality of the self, since the transient subjectivities alternate between subject and object and rearrange the pronouns (I-you-she). The image of the labyrinth, on the other hand, is presented, based on the mythical figure of Ariadne, as a space of crossing in which the possibilities of reading the texts, which are thematically similar, are confronted. In the end, we see how the two poets can be read as part of the same poetic fabric one that is capable of subverting meanings, revealing and expanding silence and its images, entangling lines of unstable and mysterious contours, (re)naming foundationsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMartin, Vima Lia de RossiSilva, Tatiana Pequeno daBatista, Adriane Figueira2025-03-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-06062025-160448/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-06T19:09:02Zoai:teses.usp.br:tde-06062025-160448Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-06T19:09:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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