Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito
| Ano de defesa: | 2023 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-18032024-092232/ |
Resumo: | Esta tese analisa a vedação da comunicação entre os jurados, que se convencionou chamar neste trabalho de incomunicabilidade intraconselho. A hipótese levantada no início dos estudos e que se confirmou ao longo da pesquisa é de que a comunicação entre os membros do Conselho de Sentença seria mais vantajosa ao procedimento do Júri. O primeiro objetivo é compreender quando e como esse impedimento de interação entre os membros do Conselho de Sentença foi adotado no Brasil, partindo do estudo das constituições, da legislação, da doutrina e da jurisprudência da respectiva época, desde a data em que o Júri foi instituído no país, em 1822, até os dias atuais. Em seguida, pretende-se levantar, analisar e questionar os argumentos que sustentam a incomunicabilidade entre os jurados, especialmente comparando as supostas diferenças de julgamento entre estes e o juiz togado. A principal justificativa identificada para a manutenção da incomunicabilidade intraconselho é o receio da influência de um jurado sobre o outro. Esta, porém, não se sustenta diante de sua fragilidade e de como a comunicação entre os jurados pode qualificar o processo decisório. O terceiro item do presente trabalho demonstra como a interação entre os membros do Conselho de Sentença é medida mais espontânea e desejável, promovendo uma decisão mais refletida, fruto da troca de percepções, ratificando e refutando hipóteses, qualificando os argumentos. Essa inter-relação, inclusive, pode reduzir o viés de confirmação e aplicar melhor a garantia de absolvição do acusado em caso de dúvida. Além disso, a deliberação entre os jurados representa um avanço na direção de um procedimento mais democrático. Por fim, busca-se sistematizar como essa comunicação intraconselho pode ser adotada pelo ordenamento, a partir das já existentes discussões legislativas a respeito do tema, respeitado o sigilo das votações constitucionalmente assegurado. A tese foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, que não se limitou ao campo jurídico, envolvendo trabalhos de outras áreas do conhecimento como antropologia, psicologia, neurociência e economia comportamental, com enfoque para a pesquisa de estudos empíricos que pudessem contribuir para pensar a temática. |
| id |
USP_a07a4e79cd4a8e52aa313832af4f44dc |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-18032024-092232 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o vereditoCommunication between jurors serves as a means to qualify the verdictComunicaçãoComunicationDeliberaçãoDeliberationIncomunicabilidade intraconselhoIntra-jury incommunicabilityJuradosJurorsTrial by JuryTribunal do JúriEsta tese analisa a vedação da comunicação entre os jurados, que se convencionou chamar neste trabalho de incomunicabilidade intraconselho. A hipótese levantada no início dos estudos e que se confirmou ao longo da pesquisa é de que a comunicação entre os membros do Conselho de Sentença seria mais vantajosa ao procedimento do Júri. O primeiro objetivo é compreender quando e como esse impedimento de interação entre os membros do Conselho de Sentença foi adotado no Brasil, partindo do estudo das constituições, da legislação, da doutrina e da jurisprudência da respectiva época, desde a data em que o Júri foi instituído no país, em 1822, até os dias atuais. Em seguida, pretende-se levantar, analisar e questionar os argumentos que sustentam a incomunicabilidade entre os jurados, especialmente comparando as supostas diferenças de julgamento entre estes e o juiz togado. A principal justificativa identificada para a manutenção da incomunicabilidade intraconselho é o receio da influência de um jurado sobre o outro. Esta, porém, não se sustenta diante de sua fragilidade e de como a comunicação entre os jurados pode qualificar o processo decisório. O terceiro item do presente trabalho demonstra como a interação entre os membros do Conselho de Sentença é medida mais espontânea e desejável, promovendo uma decisão mais refletida, fruto da troca de percepções, ratificando e refutando hipóteses, qualificando os argumentos. Essa inter-relação, inclusive, pode reduzir o viés de confirmação e aplicar melhor a garantia de absolvição do acusado em caso de dúvida. Além disso, a deliberação entre os jurados representa um avanço na direção de um procedimento mais democrático. Por fim, busca-se sistematizar como essa comunicação intraconselho pode ser adotada pelo ordenamento, a partir das já existentes discussões legislativas a respeito do tema, respeitado o sigilo das votações constitucionalmente assegurado. A tese foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, que não se limitou ao campo jurídico, envolvendo trabalhos de outras áreas do conhecimento como antropologia, psicologia, neurociência e economia comportamental, com enfoque para a pesquisa de estudos empíricos que pudessem contribuir para pensar a temática.This doctoral thesis analyzes the prohibition of communication between jurors, which is conventionally called \"intra-jury incommunicability. The hypothesis raised at the beginning of the study, and which was confirmed through the research, is that Communication between the members of the jury would be more advantageousto the jury\'s procedure. The first objective is to understand when and how this impediment to interaction between the members of the jury was adopted in Brazil, based on the study of the constitutions, legislation, doctrine and jurisprudence of the respective time, since the date on which the Jury was established country, in 1822, until the present day. Then, it is intended to raise, analyze and question the arguments that support the incommunicability between the jurors, especially comparing the supposed differences in judgment between the jurors and the judge. The main justification identified for the maintenance of intra-jury incommunicability is the fear of the influence of one juror over the others. This, however, cannot be sustained in the face of its fragility and because of how communication between jurors can qualify the decision-making process. The third item of the present thesis demonstrates how the interaction between the members of the jury is a more spontaneous and desirable measure, promoting a more reflective decision, fruit of the exchange of perceptions, ratifying and refuting hypotheses, qualifying the arguments. This interrelationship may even reduce confirmation bias and better apply the guarantee of acquittal to the accused in case of doubt. In addition, the deliberation among jurors represents a step towards a more democratic procedure. Finally, the proposalseeks to systematize how this intra- jury communication can be adopted by the legal system, based on the existing legislative discussions on the subject and with respect to the secrecy of votes constitutionally guaranteed. The thesis was developed through a bibliographical review, which was not limited to the juridical domain and involved studies from other areas of knowledge such as anthropology, psychology, neuroscience and behavioral economics, with a focus on researching empirical studies that contributed to thinking about the theme.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPChoukr, Fauzi HassanMoraes, Maurício Zanoide deBittencourt, Fabiana Silva2023-10-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-18032024-092232/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-07T22:26:06Zoai:teses.usp.br:tde-18032024-092232Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-07T22:26:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito Communication between jurors serves as a means to qualify the verdict |
| title |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito |
| spellingShingle |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito Bittencourt, Fabiana Silva Comunicação Comunication Deliberação Deliberation Incomunicabilidade intraconselho Intra-jury incommunicability Jurados Jurors Trial by Jury Tribunal do Júri |
| title_short |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito |
| title_full |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito |
| title_fullStr |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito |
| title_full_unstemmed |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito |
| title_sort |
Comunicação entre os jurados como forma de qualificar o veredito |
| author |
Bittencourt, Fabiana Silva |
| author_facet |
Bittencourt, Fabiana Silva |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Choukr, Fauzi Hassan Moraes, Maurício Zanoide de |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Bittencourt, Fabiana Silva |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Comunicação Comunication Deliberação Deliberation Incomunicabilidade intraconselho Intra-jury incommunicability Jurados Jurors Trial by Jury Tribunal do Júri |
| topic |
Comunicação Comunication Deliberação Deliberation Incomunicabilidade intraconselho Intra-jury incommunicability Jurados Jurors Trial by Jury Tribunal do Júri |
| description |
Esta tese analisa a vedação da comunicação entre os jurados, que se convencionou chamar neste trabalho de incomunicabilidade intraconselho. A hipótese levantada no início dos estudos e que se confirmou ao longo da pesquisa é de que a comunicação entre os membros do Conselho de Sentença seria mais vantajosa ao procedimento do Júri. O primeiro objetivo é compreender quando e como esse impedimento de interação entre os membros do Conselho de Sentença foi adotado no Brasil, partindo do estudo das constituições, da legislação, da doutrina e da jurisprudência da respectiva época, desde a data em que o Júri foi instituído no país, em 1822, até os dias atuais. Em seguida, pretende-se levantar, analisar e questionar os argumentos que sustentam a incomunicabilidade entre os jurados, especialmente comparando as supostas diferenças de julgamento entre estes e o juiz togado. A principal justificativa identificada para a manutenção da incomunicabilidade intraconselho é o receio da influência de um jurado sobre o outro. Esta, porém, não se sustenta diante de sua fragilidade e de como a comunicação entre os jurados pode qualificar o processo decisório. O terceiro item do presente trabalho demonstra como a interação entre os membros do Conselho de Sentença é medida mais espontânea e desejável, promovendo uma decisão mais refletida, fruto da troca de percepções, ratificando e refutando hipóteses, qualificando os argumentos. Essa inter-relação, inclusive, pode reduzir o viés de confirmação e aplicar melhor a garantia de absolvição do acusado em caso de dúvida. Além disso, a deliberação entre os jurados representa um avanço na direção de um procedimento mais democrático. Por fim, busca-se sistematizar como essa comunicação intraconselho pode ser adotada pelo ordenamento, a partir das já existentes discussões legislativas a respeito do tema, respeitado o sigilo das votações constitucionalmente assegurado. A tese foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, que não se limitou ao campo jurídico, envolvendo trabalhos de outras áreas do conhecimento como antropologia, psicologia, neurociência e economia comportamental, com enfoque para a pesquisa de estudos empíricos que pudessem contribuir para pensar a temática. |
| publishDate |
2023 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2023-10-09 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-18032024-092232/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-18032024-092232/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1831214832131506176 |