Estudo experimental de modelo para cálculo da velocidade de cristalização induzida em soluções aquosas supersaturadas de sacarose.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1984
Autor(a) principal: Buchler, Pedro Mauricio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-11022026-083230/
Resumo: Foi desenvolvido um modelo para o cálculo da velocidade de crescimento mássica induzida em soluções aquosas supersaturadas de sacarose. As velocidades calculadas de acordo com esse modelo mostraram boas concordância com os valores experimentais medidos a 25°C e 60°C em soluções com supersaturação entre 1,05X e 1,20X; a medida não foi possível acima de supersaturação de 1,20X porque havia nucleação espontânea (homogênea); a diferença porcentual entre os valores calculados e experimentais variou entre 1,8 e 4,8%. O modelo foi então estudado para valores de supersaturação entre 1,20X e 1,40X, a 60°C, usando como inibidor da nucleação espontânea 1% (dextrana/sacarose) de dextrana de massa molecular viscosimétrica de dois milhões. Houve de novo uma boa concordância, exceto para o caso da supersaturação de 1,20X; as diferenças porcentuais foram de 1,6% até 3,2% e 23,1% para a supersaturação de 1,20X. A dextrana adicionada provoca aumentos significativos na viscosidade do sistema, o qual adquire características tixotrópícas, porém sem gelificar. A velocidade calculada foi sempre maior que a velocidade experimental; a razão para essa diferença foi investigada experimentalmente, a 60°C e com supersaturação de 1,20X, adicionando teores crescentes de dextrana, na faixa entre 0,2% e 10% (dextrana/sacarose); foi observado que essa diferença varia de zero, passa por um valor máximo e volta a zero. A viscosidade tixotrópica do sistema exclui a possibilidade da causa ser um aumento da viscosidade aparente do sistema, aumento esse que justificaria o menor valor da velocidade experimental. A explicação foi baseada no modelo de Kruyt para a estabilidade de coloides liófilos que é o da solvatação e da oclusão do meio dispersante pelas macromoléculas do meio disperso ; esse fatoesse fato levaria a uma supersaturação afetiva menor para o cálculo pelo modelo da cristalização induzida, do que resultaria um maior valor para a velocidade de crescimento mássica experimental. Não foi observada evidência de adsorção, física ou química, dessa dextrana nas faces dos cristais imersos, mas parece existir uma oclusão entre 3,8 mg e 13,1 mg de dextrana por 100 gramas de sacarose cristalizada.
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Houve de novo uma boa concordância, exceto para o caso da supersaturação de 1,20X; as diferenças porcentuais foram de 1,6% até 3,2% e 23,1% para a supersaturação de 1,20X. A dextrana adicionada provoca aumentos significativos na viscosidade do sistema, o qual adquire características tixotrópícas, porém sem gelificar. A velocidade calculada foi sempre maior que a velocidade experimental; a razão para essa diferença foi investigada experimentalmente, a 60°C e com supersaturação de 1,20X, adicionando teores crescentes de dextrana, na faixa entre 0,2% e 10% (dextrana/sacarose); foi observado que essa diferença varia de zero, passa por um valor máximo e volta a zero. A viscosidade tixotrópica do sistema exclui a possibilidade da causa ser um aumento da viscosidade aparente do sistema, aumento esse que justificaria o menor valor da velocidade experimental. A explicação foi baseada no modelo de Kruyt para a estabilidade de coloides liófilos que é o da solvatação e da oclusão do meio dispersante pelas macromoléculas do meio disperso ; esse fatoesse fato levaria a uma supersaturação afetiva menor para o cálculo pelo modelo da cristalização induzida, do que resultaria um maior valor para a velocidade de crescimento mássica experimental. Não foi observada evidência de adsorção, física ou química, dessa dextrana nas faces dos cristais imersos, mas parece existir uma oclusão entre 3,8 mg e 13,1 mg de dextrana por 100 gramas de sacarose cristalizada.A model is presented that allows the evaluation of the growth rate of sucrose crystals in aqueous supersaturated solutions. The growth rates given by the model show good agreement with the experimental values measured at 25°C and 60°C in the supersaturation range from 1,05X to 1,20X. Measurements above the supersaturation of 1,20X were not possible because of spontaneous (homogeneous) nucleation of the solution; the percent difference between experimental values and those given by the model were in the range from 1,8% to 4,8%. The model was then applied for supersaturations between 1,20X and 1,40X, at 60°C, and to overcome spontaneous nucleation 1% (w/w) of a 2 million molecular weight dextran was used as inhibitor. Again there was good agreement except for 1,20X supersaturation. The percent error was between 1,6 and 3,2% and 23,1% for 1,20%. Dextran increases the solution viscosity which becomes thixotropic but does not gelify. Calculated grown rates were always greater then those experimentally measured; the reason for that was investigated at 60°C and supersaturation of 1,20X with amounts of added dextran ranging from 0,2% to 10% (w/w). The percent error starts at zero reaches a maximum and then goes back to zero. The thirotropic viscosity excludes the possibility that the explanation could be the change in the apparent viscosity of the solution. The explanation was found in Kruyts theory for the stability of liofyllic colloids. The hydration and occlusion of water molecules inside the macromolecule of dextran would cause a smaller effective supersaturation to be used in the model therefore leading tp greater values of the growth rate. No evidence of physical or chemical adsorption of dextran on the crystal surface was noticed, but occlusion going from 3,8mg to 13,1mg of dextran per 100g of sucrose crystal was found.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSantos, Persio de SouzaBuchler, Pedro Mauricio1984-08-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-11022026-083230/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-11T11:36:02Zoai:teses.usp.br:tde-11022026-083230Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-11T11:36:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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