Avaliação dos conhecimentos básicos de médicos veterinários brasileiros sobre o hipertireoidismo felino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Padin, Bruna Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-17082018-143518/
Resumo: O hipertireoidismo é a endocrinopatia mais prevalente em felinos. Sua incidência vem aumentando nos últimos anos em todo mundo embora ainda seja pouco frequente no Brasil. Estudos evidenciam que gatos com manifestações clínicas da endocrinopatia têm baixa suspeição da doença pelos clínicos comparado a prevalência da mesma. Assim, este trabalho objetivou avaliar as opiniões e experiências de médicos veterinários brasileiros acerca da abordagem e manejo de felinos com hipertireoidismo por meio de um questionário com 22 perguntas sobre o tema. Foram respondidos 1113 questionários, onde 535 (48%) dos veterinários disseram realizar a palpação da tireoide em todos os gatos que atendem. Perda de peso (89,2%), hiperatividade (82,8%) e polifagia (81,6%) foram as manifestações clínicas mais reconhecidos pelos clínicos. E, 747 (61,1%) solicitam o T4 total como exame endocrinológico de triagem para realizar o diagnostico. Houve associação (p<0,001) entre frequência de palpação, nível de conhecimento, ter curso de especialização e tempo de formação com a quantidade de casos atendidos e o tempo para realizar o diagnostico. A radioiodoterapia foi o tratamento escolhido como padrão ouro por 619 (55,6%), seguido do tratamento medicamentoso 385 (34,6%) e cirúrgico 66 (5,9%). Porém, no momento de indicar, 642 (57,7%) escolhem o medicamentoso, 340 (30,5%) a radioiodoterapia e 84 (7,5%) o cirúrgico. A principal limitação para a escolha da radioiodoterapia foi o custo, por 825 (74,1%) dos clínicos. Pôde-se observar que os veterinarios que consideram conhecer bem a doença e aqueles especilizados em felinos são os que agem em maior compatibilidade com a literatura; e, portanto, o conhecimento sobre a doença pode ser um importante fator limitante na prevalência da doença no Brasil.
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