Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-24042025-103327/ |
Resumo: | Pesquisar sobre as relações étnico-raciais e a Educação Física é assumir que, infelizmente, o racismo se faz presente de inúmeras formas na instituição escolar e, consequentemente, nas aulas de Educação Física. Desenvolver temas que possibilitem colocar a população preta em destaque de maneira positiva é também construir uma escola e uma Educação Física antirracista. O objetivo geral desta pesquisa é refletir sobre o comportamento dos docentes participantes do grupo focal e das crianças pretas diante das práticas corporais de origem africana nas aulas de Educação Física escolar, aprofundando estudos já desenvolvidos sobre as relações étnico-raciais. A metodologia usada se baseia nos pressupostos da pesquisa qualitativa, utilizando como recurso um grupo focal, com a participação de quatro professoras e professores da Rede Municipal de Santo André. A partir de três encontros online com o Grupo Focal, foi feito um planejamento coletivo, com foco nas práticas corporais de origem africana, de modo que os participantes compartilhassem e refletissem sobre a percepção dos docentes em relação ao comportamento das crianças, diante de práticas antirracistas. O referencial teórico mais utilizado para embasamento e discussão refere-se aos trabalhos de Freire (1980); hooks (2017); Gomes (2012); Almeida (2018); Maranhão (2009); Mattos (2021); Clímaco (2021); Nóbrega (2020) e Venâncio (2022 e 2023). O capítulo 1 apresenta uma revisão bibliográfica indicando meu posicionamento diante de alguns conceitos importantes para essa pesquisa, tais como: racismo estrutural, racismo institucional e raça. O capítulo 2 desenvolve uma análise das possibilidades na construção de uma Educação Antirracista, elencando a importância do papel de diversos setores pertencentes à Educação. O capítulo 3 traz uma reflexão sobre a importância de entendermos as especificidades dos corpos das crianças pretas e o capítulo 4 teve como objetivo dialogar com o referencial teórico a partir da percepção dos professores e professoras que fizeram parte do Grupo Focal, diante do comportamento das crianças pretas em relação às práticas corporais de origem africana. Foi possível perceber as várias possibilidades que temos de alcançar uma Educação Física antirracista, a partir da disponibilidade de docentes em repensar suas práticas pedagógicas, e a necessidade de criar uma outra forma de estruturar as escolas. |
| id |
USP_a8d9d09d351fcaa32e2d2d1ace0001aa |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-24042025-103327 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolarFor a liberating physical education: body practices of african origin transgressing the boundaries of the school institutionEducação física escolar; Relações étnico-raciais; Educação antirracistaPhysical education in schools; Ethnic-racial relations; Anti-racist educationPesquisar sobre as relações étnico-raciais e a Educação Física é assumir que, infelizmente, o racismo se faz presente de inúmeras formas na instituição escolar e, consequentemente, nas aulas de Educação Física. Desenvolver temas que possibilitem colocar a população preta em destaque de maneira positiva é também construir uma escola e uma Educação Física antirracista. O objetivo geral desta pesquisa é refletir sobre o comportamento dos docentes participantes do grupo focal e das crianças pretas diante das práticas corporais de origem africana nas aulas de Educação Física escolar, aprofundando estudos já desenvolvidos sobre as relações étnico-raciais. A metodologia usada se baseia nos pressupostos da pesquisa qualitativa, utilizando como recurso um grupo focal, com a participação de quatro professoras e professores da Rede Municipal de Santo André. A partir de três encontros online com o Grupo Focal, foi feito um planejamento coletivo, com foco nas práticas corporais de origem africana, de modo que os participantes compartilhassem e refletissem sobre a percepção dos docentes em relação ao comportamento das crianças, diante de práticas antirracistas. O referencial teórico mais utilizado para embasamento e discussão refere-se aos trabalhos de Freire (1980); hooks (2017); Gomes (2012); Almeida (2018); Maranhão (2009); Mattos (2021); Clímaco (2021); Nóbrega (2020) e Venâncio (2022 e 2023). O capítulo 1 apresenta uma revisão bibliográfica indicando meu posicionamento diante de alguns conceitos importantes para essa pesquisa, tais como: racismo estrutural, racismo institucional e raça. O capítulo 2 desenvolve uma análise das possibilidades na construção de uma Educação Antirracista, elencando a importância do papel de diversos setores pertencentes à Educação. O capítulo 3 traz uma reflexão sobre a importância de entendermos as especificidades dos corpos das crianças pretas e o capítulo 4 teve como objetivo dialogar com o referencial teórico a partir da percepção dos professores e professoras que fizeram parte do Grupo Focal, diante do comportamento das crianças pretas em relação às práticas corporais de origem africana. Foi possível perceber as várias possibilidades que temos de alcançar uma Educação Física antirracista, a partir da disponibilidade de docentes em repensar suas práticas pedagógicas, e a necessidade de criar uma outra forma de estruturar as escolas.Researching ethnic-racial relations and Physical Education is to acknowledge that, unfortunately, racism is present both within the school institution and, consequently, in Physical Education classes. Developing themes that enable us to highlight the Black population in a positive way is also about building an anti-racist school and Physical Education. The main purpose of this research is to reflect on the behavior of the teachers of the focus group and of Black children regarding body practices of African origin in Physical Education classes at school, deepening studies already developed on ethnic-racial relations. The methodology used is based on the premise of qualitative research, using a focus group with the participation of four teachers from the Municipal Network of Santo André. Through three online meetings with the Focus Group, a collective planning was carried out, focusing on body practices of African origin, sharing and reflecting on the teacherss; perception of the childres behavior regarding anti-racist practices. The theoretical framework most used for grounding and discussion refers to the works of Freire (1980), hooks (2017), Gomes (2012), Almeida (2018), Maranhão (2009), Mattos (2021), Clímaco (2021), Nóbrega (2020), and Venâncio (2022, 2023). Chapter 1 presents a literature review addressing key concepts for this research, such as: structural racism, institutional racism, and race. Chapter 2 develops an analysis of the possibilities for constructing an Anti-racist Education, listing the importance of various sectors within Education. Chapter 3 proposes a reflection on the importance of understanding the specificities of Black childrens bodies, and chapter 4 aims to engage with the theoretical framework based on the perception of the teachers who participated in the Focus Group, regarding the behavior of Black children in relation to the body practices of African origin. It was possible to notice the various possibilities for achieving anti-racist Physical Education, resulting from the teachers; willingness to rethink their pedagogical practices, and the need to create a new way of structuring schools.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPZimmermann, Ana CristinaSilva, Valéria Couto da2025-02-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-24042025-103327/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-16T13:30:02Zoai:teses.usp.br:tde-24042025-103327Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-16T13:30:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar For a liberating physical education: body practices of african origin transgressing the boundaries of the school institution |
| title |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar |
| spellingShingle |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar Silva, Valéria Couto da Educação física escolar; Relações étnico-raciais; Educação antirracista Physical education in schools; Ethnic-racial relations; Anti-racist education |
| title_short |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar |
| title_full |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar |
| title_fullStr |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar |
| title_full_unstemmed |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar |
| title_sort |
Por uma educação física libertadora: práticas corporais de origem africana transgredindo as fronteiras da instituição escolar |
| author |
Silva, Valéria Couto da |
| author_facet |
Silva, Valéria Couto da |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Zimmermann, Ana Cristina |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Silva, Valéria Couto da |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Educação física escolar; Relações étnico-raciais; Educação antirracista Physical education in schools; Ethnic-racial relations; Anti-racist education |
| topic |
Educação física escolar; Relações étnico-raciais; Educação antirracista Physical education in schools; Ethnic-racial relations; Anti-racist education |
| description |
Pesquisar sobre as relações étnico-raciais e a Educação Física é assumir que, infelizmente, o racismo se faz presente de inúmeras formas na instituição escolar e, consequentemente, nas aulas de Educação Física. Desenvolver temas que possibilitem colocar a população preta em destaque de maneira positiva é também construir uma escola e uma Educação Física antirracista. O objetivo geral desta pesquisa é refletir sobre o comportamento dos docentes participantes do grupo focal e das crianças pretas diante das práticas corporais de origem africana nas aulas de Educação Física escolar, aprofundando estudos já desenvolvidos sobre as relações étnico-raciais. A metodologia usada se baseia nos pressupostos da pesquisa qualitativa, utilizando como recurso um grupo focal, com a participação de quatro professoras e professores da Rede Municipal de Santo André. A partir de três encontros online com o Grupo Focal, foi feito um planejamento coletivo, com foco nas práticas corporais de origem africana, de modo que os participantes compartilhassem e refletissem sobre a percepção dos docentes em relação ao comportamento das crianças, diante de práticas antirracistas. O referencial teórico mais utilizado para embasamento e discussão refere-se aos trabalhos de Freire (1980); hooks (2017); Gomes (2012); Almeida (2018); Maranhão (2009); Mattos (2021); Clímaco (2021); Nóbrega (2020) e Venâncio (2022 e 2023). O capítulo 1 apresenta uma revisão bibliográfica indicando meu posicionamento diante de alguns conceitos importantes para essa pesquisa, tais como: racismo estrutural, racismo institucional e raça. O capítulo 2 desenvolve uma análise das possibilidades na construção de uma Educação Antirracista, elencando a importância do papel de diversos setores pertencentes à Educação. O capítulo 3 traz uma reflexão sobre a importância de entendermos as especificidades dos corpos das crianças pretas e o capítulo 4 teve como objetivo dialogar com o referencial teórico a partir da percepção dos professores e professoras que fizeram parte do Grupo Focal, diante do comportamento das crianças pretas em relação às práticas corporais de origem africana. Foi possível perceber as várias possibilidades que temos de alcançar uma Educação Física antirracista, a partir da disponibilidade de docentes em repensar suas práticas pedagógicas, e a necessidade de criar uma outra forma de estruturar as escolas. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-02-24 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-24042025-103327/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-24042025-103327/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492304072015872 |