Análise espacial da cobertura vacinal de crianças menores de 1 ano por município na Paraíba nos anos 2016 a 2020: determinantes sociais da saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cunha, Nairmara Soares Pimentel
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-01042025-160446/
Resumo: A queda das coberturas vacinais no mundo vem se tornando uma preocupação para a saúde pública, já que a imunização é responsável pela segurança sanitária global. No Brasil, os índices de cobertura vacinal vêm sofrendo declínio desde 2016, estando associados a múltiplos fatores, sendo eles econômicos, sociais, ambientais e de saúde. Compreender os determinantes modificáveis do esquema vacinal em menores de 1 ano é fundamental para alcançar a equidade das coberturas vacinais. Desta forma, este estudo visa avaliar dois indicadores de saúde do Programa Nacional de Imunização, sendo eles a Cobertura Vacinal e a Homogeneidade da Cobertura Vacinal na Paraíba, através de técnicas de análise espacial e ainda, correlacionar a Homogeneidade da Cobertura Vacinal com os determinantes sociais de saúde. Trata-se de um estudo com delineamento ecológico do tipo misto, no qual os dados utilizados são secundários e de domínio público dos anos 2016 a 2020. A Cobertura Vacinal foi classificada em quatro categorias: muito baixa (de 0 a 50%), baixa (de 50% a meta), adequada (da meta a 120%) e elevada (maior que 120%). A Homogeneidade da Cobertura Vacinal foi a variável dependente e os determinantes sociais de saúde foram as variáveis independentes. Para atingir o objetivo do estudo, utilizou-se análise descritiva, Teste de Kolmogorov-Smirnov, Teste de Levene, Teste de Kruskal-Wallis, comparações múltiplas de Dunn, análise espacial, Índice I de Moran, Índice Local de Associação Espacial, regressão logística e regressão espacial. Na análise estratificada da Cobertura Vacinal, observou-se uma heterogeneidade espacial para todos os antígenos e em todos os anos, resultando na formação de bolsões de susceptíveis. Assim, evidenciou-se em todos os anos autocorrelação espacial positiva (p<0,05) do tipo Baixo/Baixo para todos os antígenos. A Homogeneidade da Cobertura Vacinal mostrou-se heterogênea em todo o estado, onde identificou-se áreas de maior vulnerabilidade, ou seja, com risco de retorno das doenças imunopreveníveis. A cobertura de pré-natal (OR 0,572; IC 95% 0,409-0,799; p<0,001) associou-se positivamente com Homogeneidade da Cobertura Vacinal adequada, enquanto a proporção de indivíduos com rede de água e esgoto inadequada (OR 1,345; IC 1,007-1,796; p=0,045) e a proporção de mulheres como chefes de família (OR 1,512; IC 1,082-2,113; p=0,015) associaram-se negativamente a Homogeneidade da Cobertura Vacinal adequada. Nosso estudo revelou áreas de baixa cobertura vacinal, que constituem regiões com alta necessidade de intervenção e ainda, identificou os fatores que interferem individualmente e em conjunto com a Homogeneidade da Cobertura Vacinal, de modo a fornecer dados de suma importância para construção de um plano de intervenção e elaboração de ações mais direcionadas e eficientes, assegurando a resolutividade. A cobertura de pré-natal foi constatada como um preditor significativo da vacinação completa, ressaltando a importância de alcançar as metas preconizadas na atenção primária
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Desta forma, este estudo visa avaliar dois indicadores de saúde do Programa Nacional de Imunização, sendo eles a Cobertura Vacinal e a Homogeneidade da Cobertura Vacinal na Paraíba, através de técnicas de análise espacial e ainda, correlacionar a Homogeneidade da Cobertura Vacinal com os determinantes sociais de saúde. Trata-se de um estudo com delineamento ecológico do tipo misto, no qual os dados utilizados são secundários e de domínio público dos anos 2016 a 2020. A Cobertura Vacinal foi classificada em quatro categorias: muito baixa (de 0 a 50%), baixa (de 50% a meta), adequada (da meta a 120%) e elevada (maior que 120%). A Homogeneidade da Cobertura Vacinal foi a variável dependente e os determinantes sociais de saúde foram as variáveis independentes. Para atingir o objetivo do estudo, utilizou-se análise descritiva, Teste de Kolmogorov-Smirnov, Teste de Levene, Teste de Kruskal-Wallis, comparações múltiplas de Dunn, análise espacial, Índice I de Moran, Índice Local de Associação Espacial, regressão logística e regressão espacial. Na análise estratificada da Cobertura Vacinal, observou-se uma heterogeneidade espacial para todos os antígenos e em todos os anos, resultando na formação de bolsões de susceptíveis. Assim, evidenciou-se em todos os anos autocorrelação espacial positiva (p<0,05) do tipo Baixo/Baixo para todos os antígenos. A Homogeneidade da Cobertura Vacinal mostrou-se heterogênea em todo o estado, onde identificou-se áreas de maior vulnerabilidade, ou seja, com risco de retorno das doenças imunopreveníveis. A cobertura de pré-natal (OR 0,572; IC 95% 0,409-0,799; p<0,001) associou-se positivamente com Homogeneidade da Cobertura Vacinal adequada, enquanto a proporção de indivíduos com rede de água e esgoto inadequada (OR 1,345; IC 1,007-1,796; p=0,045) e a proporção de mulheres como chefes de família (OR 1,512; IC 1,082-2,113; p=0,015) associaram-se negativamente a Homogeneidade da Cobertura Vacinal adequada. Nosso estudo revelou áreas de baixa cobertura vacinal, que constituem regiões com alta necessidade de intervenção e ainda, identificou os fatores que interferem individualmente e em conjunto com a Homogeneidade da Cobertura Vacinal, de modo a fornecer dados de suma importância para construção de um plano de intervenção e elaboração de ações mais direcionadas e eficientes, assegurando a resolutividade. A cobertura de pré-natal foi constatada como um preditor significativo da vacinação completa, ressaltando a importância de alcançar as metas preconizadas na atenção primáriaThe decline in vaccination coverage worldwide has become a public health concern, as immunization is responsible for global health security. In Brazil, vaccination coverage rates have been declining since 2016, associated with multiple factors, including economic, social, environmental, and health-related factors. Understanding the modifiable determinants of the vaccination schedule in children under one year of age is essential to achieving equity in vaccination coverage. Therefore, this study aims to evaluate two health indicators of the National Immunization Program, namely Vaccination Coverage and Homogeneity of Vaccination Coverage in Paraíba, using spatial analysis techniques and correlating the Homogeneity of Vaccination Coverage with social determinants of health. This is a mixed ecological study that used public domain secondary data from 2016 to 2020. Vaccination Coverage was classified into four categories: very low (0 to 50%), low (50% to target), adequate (target to 120%), and high (greater than 120%). Homogeneity of Vaccination Coverage was the dependent variable, and social determinants of health were the independent variables. To achieve the studys objective, descriptive analysis, Kolmogorov-Smirnov Test, Levenes Test, Kruskal-Wallis Test, Dunns multiple comparisons, spatial analysis, Morans I Index, Local Spatial Association Index, logistic regression, and spatial regression were used. In the stratified analysis of Vaccination Coverage, spatial heterogeneity was observed for all antigens and in all years, resulting in the formation of pockets of susceptibility. Thus, positive spatial autocorrelation (p<0.05) of the Low/Low type was evidenced for all antigens in all years. The Homogeneity of Vaccination Coverage was heterogeneous throughout the state, identifying areas of greater vulnerability, i.e., at risk of the return of vaccine-preventable diseases. Prenatal coverage (OR 0.572; 95% CI 0.409-0.799; p<0.001) was positively associated with adequate Homogeneity of Vaccination Coverage, while the proportion of individuals with inadequate water and sewage networks (OR 1.345; 95% CI 1.007-1.796; p=0.045) and the proportion of women as heads of households (OR 1.512; 95% CI 1.082-2.113; p=0.015) were negatively associated with adequate Homogeneity of Vaccination Coverage. Our study revealed areas of low vaccination coverage, which constitute regions with a high need for intervention, and identified factors that individually and collectively interfere with the Homogeneity of Vaccination Coverage, providing crucial data for the construction of an intervention plan and the development of more targeted and efficient actions, ensuring resolvability. Prenatal coverage was found to be a significant predictor of complete vaccination, highlighting the importance of achieving the goals recommended in primary careBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFarhat, Sylvia Costa LimaCunha, Nairmara Soares Pimentel2024-10-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-01042025-160446/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-11T19:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-01042025-160446Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-11T19:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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