Análise jurídica da formação da moeda brasileira: 1850-1862

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cangussu, Matheus Henrique Bonin
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-08012025-162940/
Resumo: Esta dissertação investiga a formação da moeda brasileira por meio dos preceitos metodológicos do campo da História Jurídica da Moeda, ou seja, realiza uma pesquisa qualitativa exploratória que aplica a técnica jurídica para analisar as normas e práticas institucionais que constituíram o fenômeno monetário nacional, com especial destaque ao Banco do Brasil e os demais bancos de emissão. A pesquisa foca nas transformações legais que propiciaram a consolidação da moeda nacional no período entre 1850 e 1862 e, por meio da análise de fontes primárias e secundárias, objetiva revelar o contexto, motivações e influências sob os quais a moeda brasileira se formou, complementando as obras existentes pertencentes ao campo da História Econômica e História Social. Como forma de contextualizar o processo de desenvolvimento do fenômeno monetário brasileiro, este trabalho descreve o cenário institucional e legal entre os anos 1808 e 1850, considerado inadequado pelos atores políticos do período. As críticas e propostas de aprimoramento a este cenário originaram duas escolas monetárias distintas, chamados pela historiografia moderna e Papelista e Metalista, cujos debates, ações e reações moldaram as alterações ao sistema de moeda e crédito do Império na década de 1850, alternando a implementação de políticas monetárias expansionistas e contracionistas. O trabalho ressalta de que forma as práticas monetárias inglesas inspiraram os estadistas nacionais e a influência do Conselho de Estado sobre a produção normativa sobre moeda e crédito. Adicionalmente, a pesquisa também destaca como as normas jurídicas condicionavam o processo de formação da moeda nacional e a forma pela qual as diferentes escolas monetárias se aproveitaram do baixo grau de juridicidade do ordenamento jurídico monetário para implementar suas políticas, ao mesmo tempo que desconstruíam as medidas da escola rival, resultando em períodos de pluralidade emissora seguidos pela hegemonia de emissão pelo Banco do Brasil. A conclusão demonstra a importância do uso da técnica jurídica para avaliar o processo de formação da moeda nacional, visto que aborda aspectos ignorados pelas obras sobre o período, oferecendo uma perspectiva complementar sobre a formação da moeda brasileira e contribuindo para futuras pesquisas no campo.
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A pesquisa foca nas transformações legais que propiciaram a consolidação da moeda nacional no período entre 1850 e 1862 e, por meio da análise de fontes primárias e secundárias, objetiva revelar o contexto, motivações e influências sob os quais a moeda brasileira se formou, complementando as obras existentes pertencentes ao campo da História Econômica e História Social. Como forma de contextualizar o processo de desenvolvimento do fenômeno monetário brasileiro, este trabalho descreve o cenário institucional e legal entre os anos 1808 e 1850, considerado inadequado pelos atores políticos do período. As críticas e propostas de aprimoramento a este cenário originaram duas escolas monetárias distintas, chamados pela historiografia moderna e Papelista e Metalista, cujos debates, ações e reações moldaram as alterações ao sistema de moeda e crédito do Império na década de 1850, alternando a implementação de políticas monetárias expansionistas e contracionistas. O trabalho ressalta de que forma as práticas monetárias inglesas inspiraram os estadistas nacionais e a influência do Conselho de Estado sobre a produção normativa sobre moeda e crédito. Adicionalmente, a pesquisa também destaca como as normas jurídicas condicionavam o processo de formação da moeda nacional e a forma pela qual as diferentes escolas monetárias se aproveitaram do baixo grau de juridicidade do ordenamento jurídico monetário para implementar suas políticas, ao mesmo tempo que desconstruíam as medidas da escola rival, resultando em períodos de pluralidade emissora seguidos pela hegemonia de emissão pelo Banco do Brasil. A conclusão demonstra a importância do uso da técnica jurídica para avaliar o processo de formação da moeda nacional, visto que aborda aspectos ignorados pelas obras sobre o período, oferecendo uma perspectiva complementar sobre a formação da moeda brasileira e contribuindo para futuras pesquisas no campo.This thesis investigates the formation of the Brazilian currency through the methodological precepts of the field of Legal History of Money. It conducts exploratory qualitative research that applies legal techniques to analyze the norms and institutional practices that constituted the national monetary phenomenon, with special emphasis on the Banco do Brasil and other issuing banks. The research focuses on the legal transformations that enabled the consolidation of the national currency between 1850 and 1862. By analyzing primary and secondary sources, it aims to reveal the context, motivations, and influences under which Brazilian currency developed, complementing existing works in the fields of Economic History and Social History. To contextualize the constitution process of the Brazilian monetary phenomenon, this work describes the institutional and legal scenario between the years 1808 and 1850, which was deemed inadequate by the political actors of the period. Criticisms and proposals for improvement of this scenario gave rise to two distinct monetary schools, referred to by modern historiography as the Papelista and Metalista. Their debates, actions, and reactions shaped the changes to the Impérios currency and credit system in the 1850s, alternating between the implementation of expansionist and restrictive monetary policies. This work highlights how English monetary practices inspired national statesmen and the influence of the Council of State on the normative process concerning currency and credit. Additionally, the research emphasizes how legal norms conditioned the way the national currency was formed and the means by which different monetary schools exploited the low degree of legality of the monetary system to implement their policies, while simultaneously deconstructing the measures of the rival school. This resulted in alternate periods of plural issuing followed by the hegemony of issuance by the Banco do Brasil. The conclusion demonstrates the importance of using legal techniques to evaluate the foundation process of the national currency, as it addresses aspects ignored by current and past research on the period, offering a complementary perspective on the formation of Brazilian currency and contributing to future research in the field.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDuran, Camila VillardCangussu, Matheus Henrique Bonin2024-10-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-08012025-162940/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-11T10:01:04Zoai:teses.usp.br:tde-08012025-162940Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-11T10:01:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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