Expressão imunoistoquímica do antígeno leucocitário humano-E em lesões tumorais tireóideas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Zanetti, Bruna Riedo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-02042018-114330/
Resumo: Células tumorais variantes utilizam-se de diferentes estratégias para evadirem-se do sistema imunológico, tais como a modificação da expressão das moléculas de HLA de classe I. A HLA-E é uma molécula não clássica do sistema HLA considerada ligante de receptores de células Natural Killers (NK) A interação do HLA-E com receptores inibitórios CD94/NKG2A inativa a potente função lítica das células NK favorecendo as células tumorais. Nos últimos anos, com a disponibilidade de novas ferramentas diagnosticas, a incidência de neoplasias da tireoide cresceu gradativamente em diversos países. As neoplasias de tireoide são os tumores endócrinos mais frequentes na casuística mundial com prevalência em mulheres, porém no sexo masculino predominam as formas mais agressivas. Por apresentarem alta heterogeneidade fenotípica, abordar a interação do sistema imunológico diante das neoplasias tireóideas é uma importante ferramenta para explorar o processo de imunovigilância e imunoedição e, consequentemente, o processo de progressão dos tumores da tireoide. Neste estudo, utilizando a técnica de imunoistoquímica foi verificada a expressão da HLA-E em 122 biópsias de neoplasias tireóideas e 21 biopsias de bócio representando as doenças não neoplásicas Ainda a expressão da HLA-E foi correlacionada com a porcentagem de células NK do microambiente tumoral. Assim, resultados significantes foram observados entre lesões neoplásicas e não neoplásicas, porém não foram encontradas diferenças significantes entre neoplasias benigna (adenoma folicular) e maligna (carcinoma diferenciado). A HLA-E também não mostrou correlação com as células NK do infiltrado linfocitário. Portanto nossos dados sugarem que o aumento da HLA-E pode estar associado com a instalação de neoplasias tireóideas, seja de caráter benigno ou maligno
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