Patrimônio cultural e investimento simbólico: um estudo acerca da condição patrimonial do Grupo Escolar de São João da Bocaina
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/102/102132/tde-08042025-155220/ |
Resumo: | As primeiras obras públicas de arquitetura escolar paulista foram construídas entre 1890 e 1930 pelo Departamento de Obras Públicas do Estado de São Paulo e projetadas por arquitetos-engenheiros, a maioria imigrante europeu. Bocaina é um município do interior paulista, com mais de 10 mil habitantes, vizinho de Jaú município do qual foi desmembrado no início do século XX. Nesta dissertação, investigam-se as representações do Grupo Escolar de São João da Bocaina, edifício construído em 1913, projetado por José van Humbeeck, de origem belga que atuou no serviço público entre 1901 e 1915. O edifício mantém a função escolar, porém sua administração municipal, substituiu a estadual no final da década de 1990. No cotidiano escolar, encontram-se três conjuntos de usuários: 1) estudantes, 2) docentes e 3) apoio escolar. A pesquisa desenvolvida no mestrado teve como foco o terceiro conjunto, subdividido em: I. organização escolar e II. serviços escolares, por meio de uma série de entrevistas semiestruturadas identificaram-se imagens, palavras, símbolos e outras representações da obra arquitetônica, partindo-se de um enquadramento teórico derivado de Henri Lefebvre, Ausência e Presença (1981). Nessa escola de anos iniciais do Ensino Fundamental, há dez salas de aula, oito que existem desde a construção e outras duas, construídas no galpão externo para atender as turmas de 1º ano do Ensino Fundamental, cuja oferta passou a ser obrigatória em 2010. O edifício ocupa mais de um terço do lote onde está implantado, vizinho à câmara municipal, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e um edifício desativado onde existe uma antena de telecomunicação. Os agentes do quadro de apoio dessa escola produzem redes de significados que aproximam diferentes grupos sociais por meio de um conjunto de referências culturais que integram essa obra, patrimônio cultural reconhecido pelo Estado de São Paulo. |
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Patrimônio cultural e investimento simbólico: um estudo acerca da condição patrimonial do Grupo Escolar de São João da BocainaCultural heritage and symbolic investment: a study on the heritage status of the Grupo Escolar de São João da BocainaBocaina (SP)Bocaina (SP)cultural heritagecultural referencesescolas (arquitetura)patrimônio culturalreferências culturaisschools (architecture)As primeiras obras públicas de arquitetura escolar paulista foram construídas entre 1890 e 1930 pelo Departamento de Obras Públicas do Estado de São Paulo e projetadas por arquitetos-engenheiros, a maioria imigrante europeu. Bocaina é um município do interior paulista, com mais de 10 mil habitantes, vizinho de Jaú município do qual foi desmembrado no início do século XX. Nesta dissertação, investigam-se as representações do Grupo Escolar de São João da Bocaina, edifício construído em 1913, projetado por José van Humbeeck, de origem belga que atuou no serviço público entre 1901 e 1915. O edifício mantém a função escolar, porém sua administração municipal, substituiu a estadual no final da década de 1990. No cotidiano escolar, encontram-se três conjuntos de usuários: 1) estudantes, 2) docentes e 3) apoio escolar. A pesquisa desenvolvida no mestrado teve como foco o terceiro conjunto, subdividido em: I. organização escolar e II. serviços escolares, por meio de uma série de entrevistas semiestruturadas identificaram-se imagens, palavras, símbolos e outras representações da obra arquitetônica, partindo-se de um enquadramento teórico derivado de Henri Lefebvre, Ausência e Presença (1981). Nessa escola de anos iniciais do Ensino Fundamental, há dez salas de aula, oito que existem desde a construção e outras duas, construídas no galpão externo para atender as turmas de 1º ano do Ensino Fundamental, cuja oferta passou a ser obrigatória em 2010. O edifício ocupa mais de um terço do lote onde está implantado, vizinho à câmara municipal, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e um edifício desativado onde existe uma antena de telecomunicação. Os agentes do quadro de apoio dessa escola produzem redes de significados que aproximam diferentes grupos sociais por meio de um conjunto de referências culturais que integram essa obra, patrimônio cultural reconhecido pelo Estado de São Paulo.The first public works of school architecture in São Paulo were built between 1890 and 1930 by the Public Works Department of the State of São Paulo and designed by architect-engineers, most of whom were European immigrants. Bocaina is a municipality in the interior of São Paulo, with more than 10,000 inhabitants, neighboring Jaú a municipality from which it was separated in the early 20th century. This dissertation investigates the representations of the Grupo Escolar de São João da Bocaina, a building constructed in 1913 and designed by José van Humbeeck, a Belgian who worked in public service between 1901 and 1915. The building still functions as a school; however, its municipal administration replaced the state administration in the late 1990s. In the schools daily routine, three groups of users can be identified: 1) students, 2) teachers, and 3) school support staff. The master\'s research focused on the third group, subdivided into: I. school organization and II. school services. Through a series of semi-structured interviews, images, words, symbols, and other representations of the architectural work were identified, starting from a theoretical framework derived from Henri Lefebvre, Absence and Presence (1981). In this Elementary School, there are ten classrooms: eight from the original construction and two others built in an external shed to accommodate 1st-grade classes, which became mandatory in 2010. The building occupies more than a third of the lot where it is located, neighboring the municipal chamber, the Association of Parents and Friends of the Exceptional (APAE), and a deactivated building with a telecommunications antenna. The support staff at this school create networks of meaning that bring together different social groups through a set of cultural references that are part of this work, recognized as Cultural Heritage by the State of São Paulo.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCastral, Paulo CesarGonçalves Neto, João2025-01-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/102/102132/tde-08042025-155220/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-16T20:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-08042025-155220Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-16T20:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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