Avaliação das alterações na dimensão transversal da maxila de pacientes com fissura de lábio e palato completa submetidos a cirurgia ortognática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Gutierrez, Arturo Medrano
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25151/tde-24032026-155638/
Resumo: A reabilitação de pacientes com fissuras labiopalatinas é um processo complexo que envolve múltiplas etapas interdisciplinares. A expansão rápida da maxila com aparelhos ortodônticos, seguida pelo enxerto ósseo alveolar secundário, são etapas fundamentais para corrigir a deficiência transversal e preparar o paciente para a cirurgia ortognática, indicada quando persistem discrepâncias maxilo-mandibulares severas. Estudos prévios têm investigado as mudanças transversais da maxila após esses tratamentos, mas a relação entre a presença do enxerto ósseo alveolar e as alterações esqueléticas e dentárias após cirurgia ortognática ainda requer melhor compreensão. O objetivo deste estudo foi avaliar qualitativa e quantitativamente as alterações na dimensão transversal da maxila no pós-operatório imediato e tardio de pacientes com fissura labiopalatina submetidos à cirurgia ortognática, considerando a influência da presença e tipo de enxerto ósseo alveolar, bem como os mecanismos de estabilização dos segmentos maxilares. Foi realizado um estudo retrospectivo com uma amostra de 27 pacientes com fissura labiopalatina, submetidos à cirurgia ortognática entre 2017 e 2023. Foram realizadas medições lineares transversais e sagitais em tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) nos períodos pós-operatório imediato e tardio (1 ano). A confiabilidade intraexaminadora foi avaliada pelo Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI). As imagens e medidas foram processadas e analisadas utilizando o software Dolphin Imaging®. As análises estatísticas incluíram teste de Shapiro-Wilk para normalidade, seguido dos testes T de Student ou Wilcoxon conforme apropriado, com desagregação dos dados em quatro grupos conforme o status do enxerto ósseo alveolar. Os resultados mostraram um aumento médio significativo de 0,95 mm na dimensão transversal da maxila no pós-operatório tardio, especialmente na região posterior. As medidas dentárias apresentaram pequenas variações sem significância estatística, indicando possível fechamento do arco dentário associado ao aumento esquelético. Nos grupos com enxerto ósseo consolidado ou parcialmente separado, houve diferenças significativas nas medidas transversais e sagitais, enquanto os grupos sem enxerto não apresentaram alterações estatísticas relevantes. Conclui-se que a cirurgia ortognática promove remodelação esquelética da maxila com aumento transversal, especialmente em pacientes com enxerto ósseo alveolar. A interação entre alterações esqueléticas e dentárias sugere ajustes adaptativos pós-cirúrgicos, provavelmente influenciados pelo tratamento ortodôntico. O status do enxerto ósseo e os métodos de estabilização são determinantes para a estabilidade e sucesso do tratamento em pacientes com fissura labiopalatina, reforçando a necessidade de abordagem multidisciplinar integrada.
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Estudos prévios têm investigado as mudanças transversais da maxila após esses tratamentos, mas a relação entre a presença do enxerto ósseo alveolar e as alterações esqueléticas e dentárias após cirurgia ortognática ainda requer melhor compreensão. O objetivo deste estudo foi avaliar qualitativa e quantitativamente as alterações na dimensão transversal da maxila no pós-operatório imediato e tardio de pacientes com fissura labiopalatina submetidos à cirurgia ortognática, considerando a influência da presença e tipo de enxerto ósseo alveolar, bem como os mecanismos de estabilização dos segmentos maxilares. Foi realizado um estudo retrospectivo com uma amostra de 27 pacientes com fissura labiopalatina, submetidos à cirurgia ortognática entre 2017 e 2023. Foram realizadas medições lineares transversais e sagitais em tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) nos períodos pós-operatório imediato e tardio (1 ano). A confiabilidade intraexaminadora foi avaliada pelo Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI). As imagens e medidas foram processadas e analisadas utilizando o software Dolphin Imaging®. As análises estatísticas incluíram teste de Shapiro-Wilk para normalidade, seguido dos testes T de Student ou Wilcoxon conforme apropriado, com desagregação dos dados em quatro grupos conforme o status do enxerto ósseo alveolar. Os resultados mostraram um aumento médio significativo de 0,95 mm na dimensão transversal da maxila no pós-operatório tardio, especialmente na região posterior. As medidas dentárias apresentaram pequenas variações sem significância estatística, indicando possível fechamento do arco dentário associado ao aumento esquelético. Nos grupos com enxerto ósseo consolidado ou parcialmente separado, houve diferenças significativas nas medidas transversais e sagitais, enquanto os grupos sem enxerto não apresentaram alterações estatísticas relevantes. Conclui-se que a cirurgia ortognática promove remodelação esquelética da maxila com aumento transversal, especialmente em pacientes com enxerto ósseo alveolar. A interação entre alterações esqueléticas e dentárias sugere ajustes adaptativos pós-cirúrgicos, provavelmente influenciados pelo tratamento ortodôntico. O status do enxerto ósseo e os métodos de estabilização são determinantes para a estabilidade e sucesso do tratamento em pacientes com fissura labiopalatina, reforçando a necessidade de abordagem multidisciplinar integrada.The rehabilitation of patients with cleft lip and palate is a complex, multidisciplinary process. Rapid maxillary expansion with orthodontic appliances followed by secondary alveolar bone grafting are key steps to correct transverse deficiency and prepare patients for orthognathic surgery, which is indicated in cases of severe maxillomandibular discrepancies. Previous studies have investigated transverse maxillary changes after these treatments; however, the relationship between the presence of alveolar bone grafts and skeletal and dental changes following orthognathic surgery remains to be fully elucidated. This study aimed to qualitatively and quantitatively assess transverse maxillary dimensional changes in the immediate and late postoperative periods in patients with cleft lip and palate undergoing orthognathic surgery, considering the influence of alveolar bone graft status and maxillary segment stabilization methods. A retrospective analysis was conducted on 27 patients treated between 2017 and 2023. Linear transverse and sagittal measurements were performed on cone beam computed tomography (CBCT) images at immediate and late postoperative intervals (6 months to 1 year). Intraexaminer reliability was verified using the Intraclass Correlation Coefficient (ICC). Image processing and measurements were performed using Dolphin Imaging® software. Statistical analyses included the Shapiro-Wilk test for normality, followed by paired Students t-tests or Wilcoxon signed-rank tests as appropriate, with data stratified into four groups based on alveolar bone graft status. Results demonstrated a statistically significant mean increase of 0.95 mm in transverse maxillary dimension at the late postoperative stage, particularly in the posterior region. Dental measurements exhibited minor, non-significant variations, suggesting a potential dental arch constriction accompanying the skeletal transverse expansion. Groups with consolidated or partially separated bone grafts showed significant transverse and sagittal dimensional changes, whereas groups without grafts did not display statistically relevant differences. In conclusion, orthognathic surgery facilitates skeletal remodeling of the maxilla with transverse expansion, especially in patients with alveolar bone grafts. The interplay between skeletal and dental changes suggests postoperative adaptive adjustments, likely influenced by orthodontic treatment. The graft status and stabilization methods are critical factors affecting treatment stability and success in cleft lip and palate patients, underscoring the importance of an integrated multidisciplinary approach.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJúnior, Osny FerreiraGutierrez, Arturo Medrano2025-11-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25151/tde-24032026-155638/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T18:05:01Zoai:teses.usp.br:tde-24032026-155638Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T18:05:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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