Avaliação dos desfechos neurológicos e mortalidade em doentes com trauma cranioencefálico grave submetidos ao protocolo de transfusão maciça

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Godinho, Maurício
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-10112023-155217/
Resumo: Após a fase inicial do atendimento aos traumatizados graves, o trauma cranioencefálico (TCE) é a principal causa de morte e sequelas permanentes. O sangramento maciço, por sua vez, representa 50% das mortes por trauma nas primeiras 24 horas. A estratégia de reanimação hemostática por meio do protocolo de transfusão maciça (PTM) aumenta a sobrevida dos doentes com sangramento maciço, mas pouco foi estudado em relação ao impacto no desfecho dos doentes com TCE grave que receberam transfusão liberal. O objetivo deste estudo foi avaliar o desfecho neurológico e a mortalidade dos indivíduos com TCE grave que foram incluídos no PTM, quando comparados aos que não foram. Fizeram parte do estudo amostra populacional de indivíduos tratados na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da FMRP-USP (UEHCFMRP-USP) entre 1º de agosto de 2013 e 31 de julho de 2018, em decorrência de eventos traumáticos contusos, com idade igual ou superior a 15 anos. As vítimas de trauma contuso foram identificadas no banco de dados da Divisão de Cirurgia de Urgência e Trauma. Dentre os traumatismos contusos (TC) foram identificados os doentes com TCE grave definidos pela Escala de Coma de Glasgow, bem como aqueles que receberam o PTM. Com base no levantamento foram analisadas as variáveis do estudo em doentes com TC e TCE que não receberam o PTM e doentes com TC e TCE que receberam o PTM, avaliando desfecho neurológico no momento da alta hospitalar por meio da escala de Rankin modificada (ERM), além da mortalidade. Neste estudo foi encontrado amplo predomínio do sexo masculino, envolvendo eventos com motocicletas, onde as lesões de crânio estiveram associadas ao pior desfecho neurológico e ao óbito. O desfecho neurológico com sequelas graves e óbito foi 80% maior nos indivíduos que não receberam sangue e seus componentes por meio do PTM em comparação com o grupo que recebeu o PTM. A transfusão na fase inicial, por meio do PTM, de sangue e seus componentes parece proteger os doentes com TCE grave, entretanto novos estudos são necessários considerando maior casuística.
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A estratégia de reanimação hemostática por meio do protocolo de transfusão maciça (PTM) aumenta a sobrevida dos doentes com sangramento maciço, mas pouco foi estudado em relação ao impacto no desfecho dos doentes com TCE grave que receberam transfusão liberal. O objetivo deste estudo foi avaliar o desfecho neurológico e a mortalidade dos indivíduos com TCE grave que foram incluídos no PTM, quando comparados aos que não foram. Fizeram parte do estudo amostra populacional de indivíduos tratados na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da FMRP-USP (UEHCFMRP-USP) entre 1º de agosto de 2013 e 31 de julho de 2018, em decorrência de eventos traumáticos contusos, com idade igual ou superior a 15 anos. As vítimas de trauma contuso foram identificadas no banco de dados da Divisão de Cirurgia de Urgência e Trauma. Dentre os traumatismos contusos (TC) foram identificados os doentes com TCE grave definidos pela Escala de Coma de Glasgow, bem como aqueles que receberam o PTM. Com base no levantamento foram analisadas as variáveis do estudo em doentes com TC e TCE que não receberam o PTM e doentes com TC e TCE que receberam o PTM, avaliando desfecho neurológico no momento da alta hospitalar por meio da escala de Rankin modificada (ERM), além da mortalidade. Neste estudo foi encontrado amplo predomínio do sexo masculino, envolvendo eventos com motocicletas, onde as lesões de crânio estiveram associadas ao pior desfecho neurológico e ao óbito. O desfecho neurológico com sequelas graves e óbito foi 80% maior nos indivíduos que não receberam sangue e seus componentes por meio do PTM em comparação com o grupo que recebeu o PTM. A transfusão na fase inicial, por meio do PTM, de sangue e seus componentes parece proteger os doentes com TCE grave, entretanto novos estudos são necessários considerando maior casuística.After the initial phase of care for severely injured patients, traumatic brain injury (TBI) is the main cause of death and permanent sequelae. Massive bleeding, in turn, represents 50% of trauma deaths in the first 24 hours. The hemostatic resuscitation strategy through the massive transfusion protocol (MST) increases the survival of patients with massive bleeding, but little has been studied regarding the impact on the outcome of patients with severe TBI who received liberal transfusion. The aim of this study was to evaluate the neurological outcomes and mortality of individuals with severe TBI who were included in the MTP compared to those who were not. The study included a population sample of individuals treated at the Emergency Unit of the Hospital das Clínicas da FMRP-USP (UEHCFMRP-USP) between August 1, 2013, and July 31, 2018, due to blunt traumatic events, aged the same or over 15 years. Victims of blunt trauma (BT) were identified in the database of the Division of Urgent Surgery and Trauma. Among BT, patients with severe TBI defined by the Glasgow Coma Scale were identified, as well as those who received MPT. Based on the survey, the study variables were analyzed in patients with BT and TBI who did not receive MTP and patients with BT and TBI who received MTP, assessing neurological outcome at hospital discharge using the modified Rankin scale (MRS), in addition to mortality. In this study, a large predominance of males was found, involving motorcycles events, where head injuries were associated with worse neurological outcomes and death. The neurological outcome with severe sequelae and death was 80% higher in individuals who did not receive blood and its components through the MTP compared to the group that received the MTP. Transfusion in the initial phase, through PTM, of blood and its components seems to protect patients with severe TBI, however further studies are needed considering a larger sample.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJoviliano, Edwaldo EdnerGodinho, Maurício2023-08-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-10112023-155217/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2023-12-05T17:24:04Zoai:teses.usp.br:tde-10112023-155217Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-12-05T17:24:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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