Cinema e orientação espacial: cartografia, navegação e imersão
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Escola de Comunicações e Artes |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-16042026-103609/ |
Resumo: | Esta tese investiga a relação entre orientação espacial e cinema a partir de três eixos analíticos - cartografia, navegação e imersão -, propondo que o cinema, enquanto arte do movimento dotada de afinidades arquitetônicas, é simultaneamente um meio que se orienta e que nos orienta no espaço. O estudo parte do princípio de que a experiência cinematográfica mobiliza tanto técnicas de navegação e cartografia quanto nosso repertório perceptivo e corporal. Argumenta-se que a orientação no cinema constitui uma tarefa coletiva, realizada no espaço fílmico por navegadores - personagens, câmeras, procedimentos de montagem - e pelo espectador. Os percursos criados pelos deslocamentos da câmera, pelas articulações da montagem ou pelas trajetórias dos personagens configuram um processo contínuo de localização, cuja finalidade é a construção da orientação espacial. No primeiro capítulo, o foco recai sobre o mapa como instrumento de localização e modelo de orientação. Aproximado do cinema, o mapa revela suas limitações enquanto representação gráfica estática, mas também seus pontos de convergência com o movimento fílmico: ações de mapeamento e atualizações contínuas de posição que encontram paralelo em operações de montagem, recursos estéticos que reiteram localizações nos filmes e nos modos de percepção do espectador. O segundo capítulo examina a navegação a partir das metáforas do espectador-passageiro e do espectador-viajante, estabelecendo um diálogo entre as técnicas de navegação e as convenções da continuidade cinematográfica responsáveis por garantir coerência espacial. O terceiro capítulo aborda a desorientação e sua relação com a imersão, argumentando que esta provoca uma experiência de desencaixe espacial ao colocar o espectador diante de dimensões sublimes - abstratas e físicas - do espaço fílmico. Tais dimensões são frequentemente produzidas por procedimentos fantasmagóricos, baseados no ocultamento dos dispositivos cinematográficos e, em última instância, da própria tela. Por fim, a tese propõe uma reflexão sobre o cinema como modo de orientação, articulando contribuições da teoria cinematográfica, da arquitetura e da antropologia. A partir desse cruzamento interdisciplinar, busca-se evidenciar a multiplicidade de formas pelas quais o cinema produz e problematiza a experiência de situar-se no espaço. |
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Os percursos criados pelos deslocamentos da câmera, pelas articulações da montagem ou pelas trajetórias dos personagens configuram um processo contínuo de localização, cuja finalidade é a construção da orientação espacial. No primeiro capítulo, o foco recai sobre o mapa como instrumento de localização e modelo de orientação. Aproximado do cinema, o mapa revela suas limitações enquanto representação gráfica estática, mas também seus pontos de convergência com o movimento fílmico: ações de mapeamento e atualizações contínuas de posição que encontram paralelo em operações de montagem, recursos estéticos que reiteram localizações nos filmes e nos modos de percepção do espectador. O segundo capítulo examina a navegação a partir das metáforas do espectador-passageiro e do espectador-viajante, estabelecendo um diálogo entre as técnicas de navegação e as convenções da continuidade cinematográfica responsáveis por garantir coerência espacial. O terceiro capítulo aborda a desorientação e sua relação com a imersão, argumentando que esta provoca uma experiência de desencaixe espacial ao colocar o espectador diante de dimensões sublimes - abstratas e físicas - do espaço fílmico. Tais dimensões são frequentemente produzidas por procedimentos fantasmagóricos, baseados no ocultamento dos dispositivos cinematográficos e, em última instância, da própria tela. Por fim, a tese propõe uma reflexão sobre o cinema como modo de orientação, articulando contribuições da teoria cinematográfica, da arquitetura e da antropologia. A partir desse cruzamento interdisciplinar, busca-se evidenciar a multiplicidade de formas pelas quais o cinema produz e problematiza a experiência de situar-se no espaço.This thesis investigates the relationship between spatial orientation and cinema along three analytical axes - cartography, navigation, and immersion - proposing that cinema, as an art of movement endowed with architectural affinities, is simultaneously a medium that is oriented and that orients us in space. The study starts from the premise that the cinematic experience mobilizes both navigation and cartography techniques and our perceptual and bodily repertoire. It is argued that orientation in cinema constitutes a collective task, performed in the filmic space by navigators - characters, cameras, editing procedures - and by the spectator. The paths created by the cameras displacements, the articulations of the editing, or the characters trajectories configure a continuous location process, whose purpose is the construction of spatial orientation. In the first chapter, the focus is on the map as an instrument of location and a model of orientation. When approached in relation to cinema, the map reveals its limitations as a static graphic representation, but also its points of convergence with filmic movement: mapping actions and continuous position updates that parallel editing operations, aesthetic resources that reinforce location within films and in the spectators modes of perception. The second chapter examines navigation based on the metaphors of the passenger spectator and the traveler spectator, establishing a dialogue between navigation techniques and the conventions of cinematic continuity responsible for ensuring spatial coherence. The third chapter addresses disorientation and its relationship with immersion, arguing that the latter provokes an experience of spatial dislocation by placing the spectator before sublime dimensions - abstract and physical - of the filmic space. Such dimensions are often produced by phantasmagorical procedures, based on the concealment of the cinematic devices and, ultimately, of the screen itself. Finally, the thesis proposes a reflection on cinema as a mode of orientation, articulating contributions from film theory, architecture, and anthropology. Based on this interdisciplinary intersection, the aim is to highlight the multiplicity of ways in which cinema produces and problematizes the experience of being situated in space.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola de Comunicações e ArtesMello, Cecilia Antakly deNakahara, Alexandre2025-12-102026-04-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-16042026-103609/doi:10.11606/T.27.2025.tde-16042026-103609Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-24T13:11:02Zoai:teses.usp.br:tde-16042026-103609Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-24T13:11:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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