Desenvolvimento de um modelo para predição da função renal imediata e função retardada do enxerto após transplante renal com doador falecido utilizando diferentes algoritmos de machine learning
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-02052022-100110/ |
Resumo: | Introdução: O transplante renal é considerado o melhor tratamento para a doença renal crônica em estadio 5 e a maior parte deles é realizada com rins de doadores falecidos. Após o transplante esses rins evoluem de diferentes formas: desde excelente função renal imediata (FRI) até função retardada do enxerto (FRE), com necessidade de diálise. Pacientes que não evoluem com FRI apresentam piores desfechos relacionados à sobrevida do enxerto, incidência de rejeição aguda, permanência hospitalar e custos. Existem vários modelos descritos na literatura para predição da função retardada do enxerto (FRE) por estatística convencional e machine learning (ML), porém não há nenhuma referência a modelos preditivos para FRI. Este estudo se propõe a avaliar diferentes tipos de algoritmos por ML para predição da FRI e FRE. Métodos: foram analisados retrospectivamente dados de pacientes submetidos a transplante renal com doador falecido no Serviço de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), entre 01 de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019. Definiram-se três grupos de acordo com a recuperação da função renal: Função Renal Imediata (FRI) - redução da creatinina sérica 10% em dois dias consecutivos; Função Lenta do Enxerto (FLE)- redução da creatinina sérica < 10% em dois dias consecutivos, mas sem necessidade de diálise na primeira semana; e Função Retardada do Enxerto (FRE): necessidade de diálise na primeira semana após o transplante renal. O conjunto de treino correspondeu a 70% dos pacientes e teste 30%. Seis algoritmos foram utilizados: Extreme Gradient Boosting (XGBoost), Light Gradient Boosting Machine (LightGBM), Gradient Boosting Classifier(GBC), CatBoost Classifier, AdaBoost Classifier e Random Forest Classifier. A análise de desempenho no conjunto de teste foi realizada utilizando a AUC-ROC, sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN) e F1 score. Resultados: Foram analisados 859 pacientes, sendo 186 (21,65%) FRI, 248 (28,87%) FLE e 425 (49,48%) FRE. Para a predição da FRI o algoritmo que obteve o melhor desempenho foi o XGBoost, com AUC-ROC- 0,76 (IC 95%: 0,69 - 0,82), sensibilidade de 0,75, especificidade de 0,64, VPP de 0,37 e VPN de 0,90. As variáveis preditoras para o evento FRI em ordem decrescente de relevância foram creatinina final, idade e pressão arterial média do doador, KDRI e diurese do doador. O resultado preditivo obtido para a FRE não foi satisfatório. Conclusões: utilizando técnicas de ML, foram comparados seis algoritmos e obteve-se um bom modelo preditivo para FRI, porém as variáveis estudadas não foram capazes de predizer de forma satisfatória o evento FRE. O algoritmo de melhor desempenho para a predição da FRI foi o XGBoost e as variáveis preditoras de maior importância são relacionadas ao doador. O modelo preditivo apresentado neste estudo pode auxiliar na quantificação de risco para ensaios clínicos, identificando os pacientes com melhor prognóstico para a recuperação da função renal após o transplante |
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Desenvolvimento de um modelo para predição da função renal imediata e função retardada do enxerto após transplante renal com doador falecido utilizando diferentes algoritmos de machine learningDevelopment of a model to predict immediate kidney function and delayed graft function after kidney transplantation with deceased donor using different machine learning algorithmsAprendizado de máquinaArtificial intelligenceDelayed graft functionFatores de riscoFunção renal imediataFunção retardada do enxertoImmediate graft function, Risk factorsInteligência artificialKidney transplantationMachine learningModelo preditivoPredictive modelTransplante renalIntrodução: O transplante renal é considerado o melhor tratamento para a doença renal crônica em estadio 5 e a maior parte deles é realizada com rins de doadores falecidos. Após o transplante esses rins evoluem de diferentes formas: desde excelente função renal imediata (FRI) até função retardada do enxerto (FRE), com necessidade de diálise. Pacientes que não evoluem com FRI apresentam piores desfechos relacionados à sobrevida do enxerto, incidência de rejeição aguda, permanência hospitalar e custos. Existem vários modelos descritos na literatura para predição da função retardada do enxerto (FRE) por estatística convencional e machine learning (ML), porém não há nenhuma referência a modelos preditivos para FRI. Este estudo se propõe a avaliar diferentes tipos de algoritmos por ML para predição da FRI e FRE. Métodos: foram analisados retrospectivamente dados de pacientes submetidos a transplante renal com doador falecido no Serviço de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), entre 01 de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019. Definiram-se três grupos de acordo com a recuperação da função renal: Função Renal Imediata (FRI) - redução da creatinina sérica 10% em dois dias consecutivos; Função Lenta do Enxerto (FLE)- redução da creatinina sérica < 10% em dois dias consecutivos, mas sem necessidade de diálise na primeira semana; e Função Retardada do Enxerto (FRE): necessidade de diálise na primeira semana após o transplante renal. O conjunto de treino correspondeu a 70% dos pacientes e teste 30%. Seis algoritmos foram utilizados: Extreme Gradient Boosting (XGBoost), Light Gradient Boosting Machine (LightGBM), Gradient Boosting Classifier(GBC), CatBoost Classifier, AdaBoost Classifier e Random Forest Classifier. A análise de desempenho no conjunto de teste foi realizada utilizando a AUC-ROC, sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN) e F1 score. Resultados: Foram analisados 859 pacientes, sendo 186 (21,65%) FRI, 248 (28,87%) FLE e 425 (49,48%) FRE. Para a predição da FRI o algoritmo que obteve o melhor desempenho foi o XGBoost, com AUC-ROC- 0,76 (IC 95%: 0,69 - 0,82), sensibilidade de 0,75, especificidade de 0,64, VPP de 0,37 e VPN de 0,90. As variáveis preditoras para o evento FRI em ordem decrescente de relevância foram creatinina final, idade e pressão arterial média do doador, KDRI e diurese do doador. O resultado preditivo obtido para a FRE não foi satisfatório. Conclusões: utilizando técnicas de ML, foram comparados seis algoritmos e obteve-se um bom modelo preditivo para FRI, porém as variáveis estudadas não foram capazes de predizer de forma satisfatória o evento FRE. O algoritmo de melhor desempenho para a predição da FRI foi o XGBoost e as variáveis preditoras de maior importância são relacionadas ao doador. O modelo preditivo apresentado neste estudo pode auxiliar na quantificação de risco para ensaios clínicos, identificando os pacientes com melhor prognóstico para a recuperação da função renal após o transplanteIntroduction: Kidney transplantation is considered the best treatment for stage 5 chronic kidney disease and most of them are performed with kidneys from deceased donors. After transplants these kidneys evolve in different ways: from excellent immediate graft function (IGF) to delayed graft function (DGF) requiring dialysis. Patients who do not develop IGF have worse outcomes related to graft survival, incidence of acute rejection, hospital stay and costs. There are several models to predict DGF described in the literature developed by conventional statistics and machine learning (ML), but there is no reference to predictive models for IGF. This study aims to evaluate different types of ML algorithms for IGF and DFG prediction. Methods: Data from patients submitted kidney transplantation with deceased donors in the Renal Transplant Service of the Hospital das Clínicas of the University of São Paulo (HCFMUSP) between January 1, 2010 and December 31, 2019 were analyzed retrospectively. Three groups were defined according to the recovery of renal function: Immediate Graft Function (IGF) - reduction in serum creatinine 10% on two consecutive days; Slow Graft Function (SGF) - reduction in serum creatinine < 10% on two consecutive days, but no need for dialysis in the first week and Delayed Graft Function (DGF): need for dialysis in the first week after kidney transplantation. The training set corresponded to 70% of patients and test 30%. Six algorithms were used: Extreme Gradient Boosting (XGBoost), Light Gradient Boosting Machine (LightGBM), Gradient Boosting Classifier (GBC), CatBoost Classifier, AdaBoost Classifier e Random Forest Classifier. Performance analysis on the test dataset was performed using AUC-ROC, sensitivity, specificity, positive predictive value (PPV), negative predictive value (VPN) and F1 score (F1). Results: 859 patients were analyzed, of which 186 (21.65%) in the IGF group, 248 (28.87%) SGF group and 425 (49.48%) DGF group. For the prediction of IGF, the algorithm that obtained the best performance was (XGBoost), with AUC-ROC of 0.76 (95% CI: 0.69 - 0.82), sensitivity of 0.75, specificity of 0.64, VPP of 0.37 and VPN of 0.90. The predictor variables for the IGF event in decreasing order of relevance were donor final creatinine, donor age, donor mean arterial pressure, KDRI and donor urine output. The predictive result obtained for DGF was not satisfactory. Conclusions: Using ML techniques, we compared six algorithms and obtained a good predictive model for IGF, but the analyzed variables were not able to satisfactorily predict the DGF event. The best performing algorithm for IGF prediction was XGBoost and the most important predictor variables are related to the donor. Our predictive model can help quantify risk for clinical trials, identifying patients with the best prognosis for recovery of graft function after transplantationBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDavid Neto, EliasQuinino, Raquel Martins e2022-01-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-02052022-100110/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-05-02T14:25:47Zoai:teses.usp.br:tde-02052022-100110Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-05-02T14:25:47Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: O transplante renal é considerado o melhor tratamento para a doença renal crônica em estadio 5 e a maior parte deles é realizada com rins de doadores falecidos. Após o transplante esses rins evoluem de diferentes formas: desde excelente função renal imediata (FRI) até função retardada do enxerto (FRE), com necessidade de diálise. Pacientes que não evoluem com FRI apresentam piores desfechos relacionados à sobrevida do enxerto, incidência de rejeição aguda, permanência hospitalar e custos. Existem vários modelos descritos na literatura para predição da função retardada do enxerto (FRE) por estatística convencional e machine learning (ML), porém não há nenhuma referência a modelos preditivos para FRI. Este estudo se propõe a avaliar diferentes tipos de algoritmos por ML para predição da FRI e FRE. Métodos: foram analisados retrospectivamente dados de pacientes submetidos a transplante renal com doador falecido no Serviço de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), entre 01 de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019. Definiram-se três grupos de acordo com a recuperação da função renal: Função Renal Imediata (FRI) - redução da creatinina sérica 10% em dois dias consecutivos; Função Lenta do Enxerto (FLE)- redução da creatinina sérica < 10% em dois dias consecutivos, mas sem necessidade de diálise na primeira semana; e Função Retardada do Enxerto (FRE): necessidade de diálise na primeira semana após o transplante renal. O conjunto de treino correspondeu a 70% dos pacientes e teste 30%. Seis algoritmos foram utilizados: Extreme Gradient Boosting (XGBoost), Light Gradient Boosting Machine (LightGBM), Gradient Boosting Classifier(GBC), CatBoost Classifier, AdaBoost Classifier e Random Forest Classifier. A análise de desempenho no conjunto de teste foi realizada utilizando a AUC-ROC, sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN) e F1 score. Resultados: Foram analisados 859 pacientes, sendo 186 (21,65%) FRI, 248 (28,87%) FLE e 425 (49,48%) FRE. Para a predição da FRI o algoritmo que obteve o melhor desempenho foi o XGBoost, com AUC-ROC- 0,76 (IC 95%: 0,69 - 0,82), sensibilidade de 0,75, especificidade de 0,64, VPP de 0,37 e VPN de 0,90. As variáveis preditoras para o evento FRI em ordem decrescente de relevância foram creatinina final, idade e pressão arterial média do doador, KDRI e diurese do doador. O resultado preditivo obtido para a FRE não foi satisfatório. Conclusões: utilizando técnicas de ML, foram comparados seis algoritmos e obteve-se um bom modelo preditivo para FRI, porém as variáveis estudadas não foram capazes de predizer de forma satisfatória o evento FRE. O algoritmo de melhor desempenho para a predição da FRI foi o XGBoost e as variáveis preditoras de maior importância são relacionadas ao doador. O modelo preditivo apresentado neste estudo pode auxiliar na quantificação de risco para ensaios clínicos, identificando os pacientes com melhor prognóstico para a recuperação da função renal após o transplante |
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