Entre o sonho e o bálsamo: Lima Barreto, leitor de Júlio Verne
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-25082025-180627/ |
Resumo: | A presente tese propõe uma investigação sobre as primeiras leituras do escritor Lima Barreto, trazendo para o centro da discussão a importância de se compreender o seu processo de aprendizado e suas memórias de leitor, a fim de reconhecer os traços deixados em sua produção ficcional. A hipótese de trabalho é que a leitura da obra de Júlio Verne, realizada na infância, foi essencial para sua constituição como leitor e escritor. Este estudo defende que os livros do ficcionista francês configuram uma cena fundadora da obra literária de Lima Barreto e contribuíram para a construção de uma ficcionalização de si mesmo. A partir do estudo biográfico, da produção escrita e do inventário da sua biblioteca particular, a Limana, selecionamos como corpus de análise variados textos do escritor, dentre eles: a crônica \"A biblioteca\"; os contos \"O moleque\" e \"Um músico extraordinário\"; o Diário do hospício e o romance O cemitério dos vivos (1956), por apresentarem rastros de suas leituras, nos quais reencontramos as marcas da fabulação vivenciadas por Lima Barreto na sua relação com os livros e bibliotecas. Seguindo o modelo teórico da Sociologia da Leitura e da Literatura, verificamos que algumas leituras efetivadas na infância reaparecem de forma latente em sua obra; que João Henriques de Lima Barreto, pai do escritor, teve importância indubitável como mediador de leitura e na sua formação como leitor e escritor; e que Lima Barreto sempre teve uma forte relação com as bibliotecas, seja como frequentador da Biblioteca Nacional, seja na formação da sua biblioteca particular, seja na socialização de uma biblioteca móvel (baseada na troca de livros com sua rede de amigos, escritores e editores) ou na biblioteca do hospício, quando esteve internado, e sobre a qual dedicou todo um capítulo em seu Diário do Hospício. Para Lima Barreto, Júlio Verne representou, desde o início, uma abertura para os sonhos e, no fim da sua trajetória literária, um bálsamo |
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Entre o sonho e o bálsamo: Lima Barreto, leitor de Júlio VerneBetween the dream and the balm: Lima Barreto reader of Júlio VerneJúlio VerneJúlio VerneLeituraLima BarretoLima BarretoReadingSociologia da leituraSociologia da literaturaSociology of literatureSociology of readingA presente tese propõe uma investigação sobre as primeiras leituras do escritor Lima Barreto, trazendo para o centro da discussão a importância de se compreender o seu processo de aprendizado e suas memórias de leitor, a fim de reconhecer os traços deixados em sua produção ficcional. A hipótese de trabalho é que a leitura da obra de Júlio Verne, realizada na infância, foi essencial para sua constituição como leitor e escritor. Este estudo defende que os livros do ficcionista francês configuram uma cena fundadora da obra literária de Lima Barreto e contribuíram para a construção de uma ficcionalização de si mesmo. A partir do estudo biográfico, da produção escrita e do inventário da sua biblioteca particular, a Limana, selecionamos como corpus de análise variados textos do escritor, dentre eles: a crônica \"A biblioteca\"; os contos \"O moleque\" e \"Um músico extraordinário\"; o Diário do hospício e o romance O cemitério dos vivos (1956), por apresentarem rastros de suas leituras, nos quais reencontramos as marcas da fabulação vivenciadas por Lima Barreto na sua relação com os livros e bibliotecas. Seguindo o modelo teórico da Sociologia da Leitura e da Literatura, verificamos que algumas leituras efetivadas na infância reaparecem de forma latente em sua obra; que João Henriques de Lima Barreto, pai do escritor, teve importância indubitável como mediador de leitura e na sua formação como leitor e escritor; e que Lima Barreto sempre teve uma forte relação com as bibliotecas, seja como frequentador da Biblioteca Nacional, seja na formação da sua biblioteca particular, seja na socialização de uma biblioteca móvel (baseada na troca de livros com sua rede de amigos, escritores e editores) ou na biblioteca do hospício, quando esteve internado, e sobre a qual dedicou todo um capítulo em seu Diário do Hospício. Para Lima Barreto, Júlio Verne representou, desde o início, uma abertura para os sonhos e, no fim da sua trajetória literária, um bálsamoThe present thesis proposes an investigation into the early readings of the writer Lima Barreto, bringing to the forefront the importance of understanding his learning process and his reading memories to recognize the traces left in his fictional production. The working hypothesis is that reading the works of Júlio Verne during childhood was essential for his formation as a reader and writer. This study argues that the French novelist\'s books constitute a foundational scene in Lima Barreto\'s literary work and contributed to constructing a fictionalization of himself. Based on a biographical study, his written production, and an inventory of his private library, Limana, we have selected various texts from the writer as our corpus of analysis, including the chronicle \"A biblioteca\"; the short stories \"O moleque\" and \"Um músico extraordinário\"; Diário do hospício; and the novel O cemitério dos vivos (1956), as they contain traces of his readings, where we rediscover the marks of the fabulation experienced by Lima Barreto in his relationship with books and libraries.Following the theoretical model of the Sociology of Reading and Literature, we observe that some readings from his childhood resurface latently in his work; that João Henriques de Lima Barreto, the writer\'s father, had undeniable importance as a reading mediator and in his formation as a reader and writer; and that Lima Barreto always maintained a strong relationship with libraries--whether as a frequent visitor to the National Library, in building his private library, in socializing through a mobile library (based on book exchanges with his network of friends, writers, and editors), or in the asylum library, during his internment, to which he dedicated an entire chapter in his Diário do Hospício. For Lima Barreto, Júlio Verne represented, from the beginning, an opening to dreams and, at the end of his literary journey, a balmBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMassi, AugustoKnoll, Ana Carolina de Azevedo Mello2025-04-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-25082025-180627/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-26T09:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-25082025-180627Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-26T09:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente tese propõe uma investigação sobre as primeiras leituras do escritor Lima Barreto, trazendo para o centro da discussão a importância de se compreender o seu processo de aprendizado e suas memórias de leitor, a fim de reconhecer os traços deixados em sua produção ficcional. A hipótese de trabalho é que a leitura da obra de Júlio Verne, realizada na infância, foi essencial para sua constituição como leitor e escritor. Este estudo defende que os livros do ficcionista francês configuram uma cena fundadora da obra literária de Lima Barreto e contribuíram para a construção de uma ficcionalização de si mesmo. A partir do estudo biográfico, da produção escrita e do inventário da sua biblioteca particular, a Limana, selecionamos como corpus de análise variados textos do escritor, dentre eles: a crônica \"A biblioteca\"; os contos \"O moleque\" e \"Um músico extraordinário\"; o Diário do hospício e o romance O cemitério dos vivos (1956), por apresentarem rastros de suas leituras, nos quais reencontramos as marcas da fabulação vivenciadas por Lima Barreto na sua relação com os livros e bibliotecas. Seguindo o modelo teórico da Sociologia da Leitura e da Literatura, verificamos que algumas leituras efetivadas na infância reaparecem de forma latente em sua obra; que João Henriques de Lima Barreto, pai do escritor, teve importância indubitável como mediador de leitura e na sua formação como leitor e escritor; e que Lima Barreto sempre teve uma forte relação com as bibliotecas, seja como frequentador da Biblioteca Nacional, seja na formação da sua biblioteca particular, seja na socialização de uma biblioteca móvel (baseada na troca de livros com sua rede de amigos, escritores e editores) ou na biblioteca do hospício, quando esteve internado, e sobre a qual dedicou todo um capítulo em seu Diário do Hospício. Para Lima Barreto, Júlio Verne representou, desde o início, uma abertura para os sonhos e, no fim da sua trajetória literária, um bálsamo |
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