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Mas aqui é tranquilo, quando não tem operação: narrativa de profissionais da educação afetados pela violência policial do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Moraes, Cristiano da Silva Brasil de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-12112025-115453/
Resumo: A pesquisa realizada na tese recai sob a temática acerca dos impactos da violência de Estado sobre a educação, por meio dos aparatos das operações policiais. O estudo de caso realizado foi em uma escola localizada em um território de favela na cidade do Rio de Janeiro. Essa tese tem como metodologia a pesquisa narrativa por meio de conversas realizadas com profissionais da educação: professores/as de sala de aula, da gestão e com profissionais que atuam no refeitório da escola. Esses e essas profissionais narram suas vivências em uma escola marcada pela presença do Estado em sua forma de controle e violência, e sua ausência na forma de negligência. Traçando paralelo com os conceitos de vulnerabilidade, enlutamento, biopolítica e necropolítica de Judith Butler, Michel Foucault e Achille Mbembe, com apoio dos estudos sobre a violência de Estado no Brasil especificamente no Rio de Janeiro junto às contribuições do trabalho de pesquisadoras como Marielle Franco, Flávia Medeiros e Juliana Farias. Sob a analítica teórica dos autores mencionados, os discursos e as narrativas foram analisados no sentido de compreender de que forma a Escola se submete ou não, ao modelo de gerenciamento proposto pele Estado que resulta em uma espécie de vida pela morte, por meio da violência e/ou negligência. Estão em nosso foco as práticas pedagógicas, as afetividades, a forma pela qual se enxergam como profissionais docentes, sua relação com o Estado e também como produzem reações à violência dele. No caso da escola pesquisada, elaborou-se um Projeto Político Pedagógico, um documento no qual a Operação Policial faz parte como uma estratégia de negar a naturalização da violência.
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