Convergências entre os comuns e o ecofeminismo em Silvia Federici centradas na reprodução social: resistência e reexistência frente aos novos cercamentos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-05032026-125305/ |
Resumo: | Esta pesquisa de doutorado aborda as convergências entre o ecofeminismo e os comuns na obra de Silvia Federici, com ênfase na reprodução social como elo central para compreender a articulação entre opressão de gênero, exploração da natureza e lógica capitalista. A investigação se propõe a responder em que medida essas aproximações podem ser estabelecidas. A metodologia adotada é de caráter teórico-analítico, fundamentada na leitura crítica das obras de Federici, especialmente Reencantando o mundo: feminismo e a política dos comuns e Calibã e a bruxa, articuladas com os referenciais ecofeministas de Vandana Shiva, Maria Mies, Alicia Puleo, Ariel Salleh, além de autores contemporâneos que abordam os comuns, como Elinor Ostrom, David Bollier e Silke Helfrich, Pierre Dardot e Christian Laval, Peter Linebaugh, Massimo De Angelis e Antonio Negri e Michael Hardt. A pesquisa priorizou a análise conceitual e histórica, enfatizando as continuidades entre os cercamentos de terras na transição ao capitalismo e os novos cercamentos do neoliberalismo. A hipótese central é que a reprodução social e os comuns da natureza, quando compreendidos sob uma perspectiva ecofeminista, funcionam como práticas que resistem à mercantilização da vida e promovem a cooperação, o cuidado e a solidariedade, oferecendo fundamentos para uma política dos comuns que não depende do Estado e aponta para um novo modo de produção mais inclusivo e sustentável. Os resultados indicam que os comuns e a reprodução social não apenas sustentam a vida, mas podem constituir um horizonte político transformador, desafiando a lógica do capital e revelando formas de subjetividade anticapitalistas. Conclui-se que a intersecção entre ecofeminismo e comuns não apenas reforça a crítica ao neoliberalismo, mas também sinaliza possibilidades de reexistência e de reorganização social em consonância com uma ética da vida, da cooperação e da justiça ambiental |
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Convergências entre os comuns e o ecofeminismo em Silvia Federici centradas na reprodução social: resistência e reexistência frente aos novos cercamentosConvergences between the commons and ecofeminism in Silvia Federici centered on social reproduction: resistance and re-existence in the face of new enclosuresCercamentosCommonsComunsEcofeminismEcofeminismoEnclosuresReproductive LaborSilvia FedericiSilvia FedericiTrabalho reprodutivoEsta pesquisa de doutorado aborda as convergências entre o ecofeminismo e os comuns na obra de Silvia Federici, com ênfase na reprodução social como elo central para compreender a articulação entre opressão de gênero, exploração da natureza e lógica capitalista. A investigação se propõe a responder em que medida essas aproximações podem ser estabelecidas. A metodologia adotada é de caráter teórico-analítico, fundamentada na leitura crítica das obras de Federici, especialmente Reencantando o mundo: feminismo e a política dos comuns e Calibã e a bruxa, articuladas com os referenciais ecofeministas de Vandana Shiva, Maria Mies, Alicia Puleo, Ariel Salleh, além de autores contemporâneos que abordam os comuns, como Elinor Ostrom, David Bollier e Silke Helfrich, Pierre Dardot e Christian Laval, Peter Linebaugh, Massimo De Angelis e Antonio Negri e Michael Hardt. A pesquisa priorizou a análise conceitual e histórica, enfatizando as continuidades entre os cercamentos de terras na transição ao capitalismo e os novos cercamentos do neoliberalismo. A hipótese central é que a reprodução social e os comuns da natureza, quando compreendidos sob uma perspectiva ecofeminista, funcionam como práticas que resistem à mercantilização da vida e promovem a cooperação, o cuidado e a solidariedade, oferecendo fundamentos para uma política dos comuns que não depende do Estado e aponta para um novo modo de produção mais inclusivo e sustentável. Os resultados indicam que os comuns e a reprodução social não apenas sustentam a vida, mas podem constituir um horizonte político transformador, desafiando a lógica do capital e revelando formas de subjetividade anticapitalistas. Conclui-se que a intersecção entre ecofeminismo e comuns não apenas reforça a crítica ao neoliberalismo, mas também sinaliza possibilidades de reexistência e de reorganização social em consonância com uma ética da vida, da cooperação e da justiça ambientalThis doctoral research addresses the convergences between ecofeminism and the commons in the work of Silvia Federici, with an emphasis on social reproduction as a central link for understanding the articulation between gender oppression, the exploitation of nature, and capitalist logic. The investigation aims to determine the extent to which these connections can be established. The methodology adopted is theoretical-analytical, based on a critical reading of Federicis works, especially Re-Enchanting the World: Feminism and the Politics of the Commons and Caliban and the Witch, articulated with the ecofeminist frameworks of Vandana Shiva, Maria Mies, A s: licia Puleo, and Ariel Salleh, as well as contemporary authors who discuss the commons, such as Elinor Ostrom, David Bollier, and Silke Helfrich, Pierre Dardot and Christian Laval, Peter Linebaugh, Massimo De Angelis, and Antonio Negri and Michael Hardt. The research prioritized conceptual and historical analysis, emphasizing the continuities between land enclosures during the transition to capitalism and the new enclosures under neoliberalism. The central hypothesis is that social reproduction and the commons of nature, when understood from an ecofeminist perspective, function as practices that resist the commodification of life and promote cooperation, care, and solidarity, providing the foundations for a politics of the commons that does not depend on the State and points toward a more inclusive and sustainable mode of production. The results indicate that the commons and social reproduction not only sustain life but can also constitute a transformative political horizon, challenging the logic of capital and revealing forms of anti-capitalist subjectivity. It is concluded that the intersection between ecofeminism and the commons not only strengthens the critique of neoliberalism but also signals possibilities for reexistence and social reorganization in alignment with an ethic of life, cooperation, and environmental justiceBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarros, Alberto Ribeiro Gonçalves dePicosque, Tatiana Aparecida2025-11-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-05032026-125305/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-05T16:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-05032026-125305Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-05T16:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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