Perspectiva da força de trabalho em reabilitação na atenção especializada para 2030 no Sistema Único de Saúde
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-08012026-123516/ |
Resumo: | Introdução: No mundo existem cerca de 2,41 bilhões de pessoas que podem apresentar necessidade de reabilitação e esse número cresceu 63% nos últimos 30 anos. O impacto no desenvolvimento social e econômico é iminente e a reabilitação em nível especializado pode oferecer tempo de melhora mais curto, com retorno à participação social mais rápida. A reabilitação é pouco priorizada pelos sistemas de saúde e aponta-se risco de crescimento desequilibrado da oferta em relação às necessidades da população. No Brasil o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por fornecer esse cuidado a população de forma universal e integral, porém pouco se conhece sobre a atual situação da sua oferta em reabilitação. A Organização Mundial da Saúde recomenda a análise da disponibilidade de força de trabalho em reabilitação e convoca os países para ações voltadas para o tema até 2030. Objetivo: Analisar a evolução temporal e espacial da força de trabalho em reabilitação na Atenção Especializada à Saúde (AES) do SUS, no Brasil e unidades federativas de 2010 a 2023 e estimar sua projeção para 2030. Métodos: Estudo ecológico de série espacial e temporal com projeção das taxas de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais por 10.000 habitantes a nível nacional e por unidades federativas até 2030. Os dados foram coletados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde de 2010 a 2023 e projetados para 2030 pelos Modelos Autorregressivos Integrados de Médias Móveis Sazonais (SARIMA). Os resultados foram analisados temporalmente pela mudança percentual anual média (AAPC) para os períodos de 2010 2023, 2023 2030 e 2010 2030; espacialmente por regressões lineares entre as unidades federativas e sua correlação com o território e com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pelo Índice de Moran. Resultados: Dos profissionais de reabilitação, 19,35% atuavam no sistema público, destes, menos de 40% na atenção especializada em 2023. A densidade de força de trabalho em reabilitação na AES pública é baixa (2,03/ 10.000 habitantes), porém cresceu desde 2010 (AAPC: 4,58%). Há previsão de desaceleração no crescimento para 2030 (AAPC: 3,31%). Há grandes diferenças entre as categorias profissionais e a distribuição entre as unidades federativas é desigual, não estando relacionada ao território ou ao IDH (Índices de Moran entre -0,03 e 0,38). Conclusão: Apesar do crescimento na força de trabalho em reabilitação nos últimos anos, ele está desacelerado até 2030, com distribuição desigual entre as unidades federativas. A oferta é insuficiente para abordar as necessidades crescentes de reabilitação da população dependente do sistema público. É necessária investigação das demandas e criação de políticas públicas para favorecer planejamento assistencial conforme os contextos locais e assim universalizar a reabilitação no Brasil |
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Perspectiva da força de trabalho em reabilitação na atenção especializada para 2030 no Sistema Único de SaúdePerspective of the rehabilitation workforce in Specialized Health Care for 2030 in the Unified Health SystemAtenção secundária à saúdeForça de trabalhoHealth workforcePopulation forecastsProjeção de taxasReabilitaçãoRecursos humanos em saúdeRehabilitationSecondary health careWorkforceIntrodução: No mundo existem cerca de 2,41 bilhões de pessoas que podem apresentar necessidade de reabilitação e esse número cresceu 63% nos últimos 30 anos. O impacto no desenvolvimento social e econômico é iminente e a reabilitação em nível especializado pode oferecer tempo de melhora mais curto, com retorno à participação social mais rápida. A reabilitação é pouco priorizada pelos sistemas de saúde e aponta-se risco de crescimento desequilibrado da oferta em relação às necessidades da população. No Brasil o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por fornecer esse cuidado a população de forma universal e integral, porém pouco se conhece sobre a atual situação da sua oferta em reabilitação. A Organização Mundial da Saúde recomenda a análise da disponibilidade de força de trabalho em reabilitação e convoca os países para ações voltadas para o tema até 2030. Objetivo: Analisar a evolução temporal e espacial da força de trabalho em reabilitação na Atenção Especializada à Saúde (AES) do SUS, no Brasil e unidades federativas de 2010 a 2023 e estimar sua projeção para 2030. Métodos: Estudo ecológico de série espacial e temporal com projeção das taxas de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais por 10.000 habitantes a nível nacional e por unidades federativas até 2030. Os dados foram coletados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde de 2010 a 2023 e projetados para 2030 pelos Modelos Autorregressivos Integrados de Médias Móveis Sazonais (SARIMA). Os resultados foram analisados temporalmente pela mudança percentual anual média (AAPC) para os períodos de 2010 2023, 2023 2030 e 2010 2030; espacialmente por regressões lineares entre as unidades federativas e sua correlação com o território e com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pelo Índice de Moran. Resultados: Dos profissionais de reabilitação, 19,35% atuavam no sistema público, destes, menos de 40% na atenção especializada em 2023. A densidade de força de trabalho em reabilitação na AES pública é baixa (2,03/ 10.000 habitantes), porém cresceu desde 2010 (AAPC: 4,58%). Há previsão de desaceleração no crescimento para 2030 (AAPC: 3,31%). Há grandes diferenças entre as categorias profissionais e a distribuição entre as unidades federativas é desigual, não estando relacionada ao território ou ao IDH (Índices de Moran entre -0,03 e 0,38). Conclusão: Apesar do crescimento na força de trabalho em reabilitação nos últimos anos, ele está desacelerado até 2030, com distribuição desigual entre as unidades federativas. A oferta é insuficiente para abordar as necessidades crescentes de reabilitação da população dependente do sistema público. É necessária investigação das demandas e criação de políticas públicas para favorecer planejamento assistencial conforme os contextos locais e assim universalizar a reabilitação no BrasilIntroduction: There are approximately 2.41 billion people who may need rehabilitation throughout their lives, and this number has grown by 63% in the last 30 years. The impact on social and economic development is imminent and specialized rehabilitation can offer a shorter recovery time, with a faster return to social participation. Rehabilitation is not prioritized by health systems, and there is a risk of unbalanced growth between supply and population\'s needs. In Brazil, the Unified Health System (SUS) is responsible for providing this care to the population in a universal and comprehensive manner. However, little is known about the current situation of the rehabilitation supply. The World Health Organization recommends analyzing the availability of the rehabilitation workforce and calls countries to act on this topic until 2030. Objective: To analyze the temporal and spatial evolution of the rehabilitation workforce in Specialized Health Care (SHC) of the SUS, in Brazil and federative units from 2010 to 2023 and estimate its projection for 2030. Methods: Ecological study with a spatial and temporal analysis, projecting the rates of physiotherapists, speech therapists, psychologists and occupational therapists per 10,000 inhabitants for Brazil and each federative unit until 2030. Data were collected from the National Registry of Health Establishments from 2010 to 2023, and the forecast was conducted using the Autoregressive Integrated Models of Seasonal Moving Averages (SARIMA). The results were analyzed temporally by the Average Annual Percentage Change (AAPC) for the periods 20102023, 20232030, and 20102030; spatially by linear regressions among federative units and their correlation with the territory and the Human Development Index (HDI) by the Morans Index. Results: Of the rehabilitation professionals, 19.35% worked in the public system, of which less than 40% in the SHC in 2023. The rehabilitation workforce density in the public SHC is low (2.03/10,000 inhabitants) however it has grown since 2010 (AAPC: 4.58%). A deceleration in growth is predicted for 2030 (AAPC: 3.31%). There are major differences among professional categories and the distribution among Brazilian federative units is uneven and not related to the territory or the HDI (Moran indexes between -0.03 and 0.38). Conclusion: Despite the growth in the rehabilitation workforce in recent years, it is expected to decelerate by 2030, with an uneven distribution among the federative units. The supply is insufficient to address the growing rehabilitation needs of the population depending on the public system. It is necessary to investigate the rehabilitation needs and create public policies to enhance care planning according to local contexts and thus universalize rehabilitation in Brazil.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSchmitt, Ana Carolina BassoGomes, Juliana Leme2025-04-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-08012026-123516/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-08T14:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-08012026-123516Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-08T14:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: No mundo existem cerca de 2,41 bilhões de pessoas que podem apresentar necessidade de reabilitação e esse número cresceu 63% nos últimos 30 anos. O impacto no desenvolvimento social e econômico é iminente e a reabilitação em nível especializado pode oferecer tempo de melhora mais curto, com retorno à participação social mais rápida. A reabilitação é pouco priorizada pelos sistemas de saúde e aponta-se risco de crescimento desequilibrado da oferta em relação às necessidades da população. No Brasil o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por fornecer esse cuidado a população de forma universal e integral, porém pouco se conhece sobre a atual situação da sua oferta em reabilitação. A Organização Mundial da Saúde recomenda a análise da disponibilidade de força de trabalho em reabilitação e convoca os países para ações voltadas para o tema até 2030. Objetivo: Analisar a evolução temporal e espacial da força de trabalho em reabilitação na Atenção Especializada à Saúde (AES) do SUS, no Brasil e unidades federativas de 2010 a 2023 e estimar sua projeção para 2030. Métodos: Estudo ecológico de série espacial e temporal com projeção das taxas de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais por 10.000 habitantes a nível nacional e por unidades federativas até 2030. Os dados foram coletados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde de 2010 a 2023 e projetados para 2030 pelos Modelos Autorregressivos Integrados de Médias Móveis Sazonais (SARIMA). Os resultados foram analisados temporalmente pela mudança percentual anual média (AAPC) para os períodos de 2010 2023, 2023 2030 e 2010 2030; espacialmente por regressões lineares entre as unidades federativas e sua correlação com o território e com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pelo Índice de Moran. Resultados: Dos profissionais de reabilitação, 19,35% atuavam no sistema público, destes, menos de 40% na atenção especializada em 2023. A densidade de força de trabalho em reabilitação na AES pública é baixa (2,03/ 10.000 habitantes), porém cresceu desde 2010 (AAPC: 4,58%). Há previsão de desaceleração no crescimento para 2030 (AAPC: 3,31%). Há grandes diferenças entre as categorias profissionais e a distribuição entre as unidades federativas é desigual, não estando relacionada ao território ou ao IDH (Índices de Moran entre -0,03 e 0,38). Conclusão: Apesar do crescimento na força de trabalho em reabilitação nos últimos anos, ele está desacelerado até 2030, com distribuição desigual entre as unidades federativas. A oferta é insuficiente para abordar as necessidades crescentes de reabilitação da população dependente do sistema público. É necessária investigação das demandas e criação de políticas públicas para favorecer planejamento assistencial conforme os contextos locais e assim universalizar a reabilitação no Brasil |
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