Avaliação do conhecimento de enfermeiros sobre segurança do paciente em um hospital universitário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pereira, Érica Cristina da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-04022025-100422/
Resumo: Introdução: A segurança do paciente é um componente essencial da qualidade na assistência à saúde e um desafio constante no setor, com impactos diretos na experiência e nos resultados dos cuidados. Apesar das diretrizes internacionais, como o Guia Curricular de Segurança do Paciente da OMS, destinadas a orientar a formação dos profissionais de saúde, persistem lacunas significativas tanto no conhecimento quanto na prática desses conceitos fundamentais. A variabilidade na compreensão e na aplicação das práticas de segurança compromete a eficácia das intervenções e aumenta o risco de eventos adversos. Nesse contexto, avaliar o conhecimento sobre segurança do paciente é crucial para identificar deficiências, orientar a educação continuada e desenvolver políticas que promovam um ambiente seguro para pacientes e profissionais. Avaliações validadas e estruturadas são essenciais para mapear essas lacunas, permitindo intervenções direcionadas que fortaleçam a cultura de segurança e possibilitem a qualidade da assistência prestada. Objetivo: Avaliar o conhecimento de enfermeiros sobre segurança do paciente em um hospital público universitário. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa. A população do estudo incluiu 416 enfermeiros, resultando em uma população final de 213 participantes a partir de uma taxa de resposta de 51%. A coleta de dados foi realizada por meio de um instrumento validado com 31 questões, distribuídas em 10 tópicos relacionados à segurança do paciente, como controle de infecções, trabalho em equipe e gestão de riscos sistêmicos. As variáveis sociodemográficas dos participantes foram analisadas para explorar associações com o desempenho nas questões de segurança do paciente. A coleta de dados ocorreu presencialmente e online. Para análise, foram empregadas estatísticas descritivas para caracterização da amostra, além de modelos de regressão logística multinomial para avaliar a associação entre variáveis sociodemográficas e o desempenho no questionário. Resultados: Os tópicos relacionados ao trabalho em equipe e à prevenção e controle de infecções apresentaram as maiores taxas de acerto, com 94,08% e 93,05%, respectivamente, indicando um bom nível de adesão a essas práticas. No entanto, o tópico sobre a influência do sistema e da complexidade nos cuidados ao paciente teve apenas 49,14% de acertos, evidenciando uma lacuna significativa no entendimento dos fatores organizacionais que impactam a segurança do paciente. Profissionais formados em instituições privadas apresentaram 37% menos chance de acerto em comparação aos formados em instituições públicas. Participantes com carga horária de 42 horas semanais tiveram 24,10% menos chance de acerto, enquanto aqueles com 44 horas semanais tiveram 28,02% menos chance comparado aos que trabalhavam até 40 horas. Além disso, profissionais que atuavam no turno diurno tiveram 34,71% menos chance de acerto, e os do turno noturno apresentaram uma redução de 51,33% nas chances de acerto. Conclusão Conclui-se que, embora existam áreas de bom desempenho, como o controle de infecções e o trabalho em equipe, persistem lacunas críticas em tópicos relacionados à gestão da complexidade sistêmica nos cuidados ao paciente. As variabilidades identificadas, como a menor performance de profissionais com maior carga horária e aqueles que trabalham em turnos noturnos, sugerem que o excesso de trabalho e a falta de acesso a treinamentos contínuos afetam o conhecimento e a aplicação das práticas de segurança. Estes achados destacam a necessidade de uma abordagem educacional contínua e adaptada, com políticas institucionais que promovam um ambiente seguro para os profissionais e pacientes. Recomenda-se o desenvolvimento de estratégias de treinamento prático que integrem o conhecimento teórico com a prática diária, além de análises qualitativas adicionais para explorar os fatores que dificultam a adesão plena às práticas de segurança.
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spelling Avaliação do conhecimento de enfermeiros sobre segurança do paciente em um hospital universitárioEvaluation of nurses\' knowledge on patient safety in a university hospitalEducação em enfermagemEnfermagemHealthcare qualityNursingNursing educationPatient safetyQualidade da assistência à saúdeSegurança do pacienteIntrodução: A segurança do paciente é um componente essencial da qualidade na assistência à saúde e um desafio constante no setor, com impactos diretos na experiência e nos resultados dos cuidados. Apesar das diretrizes internacionais, como o Guia Curricular de Segurança do Paciente da OMS, destinadas a orientar a formação dos profissionais de saúde, persistem lacunas significativas tanto no conhecimento quanto na prática desses conceitos fundamentais. A variabilidade na compreensão e na aplicação das práticas de segurança compromete a eficácia das intervenções e aumenta o risco de eventos adversos. Nesse contexto, avaliar o conhecimento sobre segurança do paciente é crucial para identificar deficiências, orientar a educação continuada e desenvolver políticas que promovam um ambiente seguro para pacientes e profissionais. Avaliações validadas e estruturadas são essenciais para mapear essas lacunas, permitindo intervenções direcionadas que fortaleçam a cultura de segurança e possibilitem a qualidade da assistência prestada. Objetivo: Avaliar o conhecimento de enfermeiros sobre segurança do paciente em um hospital público universitário. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa. A população do estudo incluiu 416 enfermeiros, resultando em uma população final de 213 participantes a partir de uma taxa de resposta de 51%. A coleta de dados foi realizada por meio de um instrumento validado com 31 questões, distribuídas em 10 tópicos relacionados à segurança do paciente, como controle de infecções, trabalho em equipe e gestão de riscos sistêmicos. As variáveis sociodemográficas dos participantes foram analisadas para explorar associações com o desempenho nas questões de segurança do paciente. A coleta de dados ocorreu presencialmente e online. Para análise, foram empregadas estatísticas descritivas para caracterização da amostra, além de modelos de regressão logística multinomial para avaliar a associação entre variáveis sociodemográficas e o desempenho no questionário. Resultados: Os tópicos relacionados ao trabalho em equipe e à prevenção e controle de infecções apresentaram as maiores taxas de acerto, com 94,08% e 93,05%, respectivamente, indicando um bom nível de adesão a essas práticas. No entanto, o tópico sobre a influência do sistema e da complexidade nos cuidados ao paciente teve apenas 49,14% de acertos, evidenciando uma lacuna significativa no entendimento dos fatores organizacionais que impactam a segurança do paciente. Profissionais formados em instituições privadas apresentaram 37% menos chance de acerto em comparação aos formados em instituições públicas. Participantes com carga horária de 42 horas semanais tiveram 24,10% menos chance de acerto, enquanto aqueles com 44 horas semanais tiveram 28,02% menos chance comparado aos que trabalhavam até 40 horas. Além disso, profissionais que atuavam no turno diurno tiveram 34,71% menos chance de acerto, e os do turno noturno apresentaram uma redução de 51,33% nas chances de acerto. Conclusão Conclui-se que, embora existam áreas de bom desempenho, como o controle de infecções e o trabalho em equipe, persistem lacunas críticas em tópicos relacionados à gestão da complexidade sistêmica nos cuidados ao paciente. As variabilidades identificadas, como a menor performance de profissionais com maior carga horária e aqueles que trabalham em turnos noturnos, sugerem que o excesso de trabalho e a falta de acesso a treinamentos contínuos afetam o conhecimento e a aplicação das práticas de segurança. Estes achados destacam a necessidade de uma abordagem educacional contínua e adaptada, com políticas institucionais que promovam um ambiente seguro para os profissionais e pacientes. Recomenda-se o desenvolvimento de estratégias de treinamento prático que integrem o conhecimento teórico com a prática diária, além de análises qualitativas adicionais para explorar os fatores que dificultam a adesão plena às práticas de segurança.Introduction: Patient safety is an essential component of healthcare quality and a constant challenge in the sector, directly impacting the experience and outcomes of care. Despite international guidelines, such as the WHO Patient Safety Curriculum Guide, which aim to guide the training of healthcare professionals, significant gaps persist in both knowledge and practice of these fundamental concepts. Variability in the understanding and application of safety practices compromises the effectiveness of interventions and increases the risk of adverse events. In this context, evaluating knowledge of patient safety is crucial for identifying deficiencies, guiding continuing education, and developing policies that promote a safe environment for patients and professionals. Validated and structured assessments are essential to map these gaps, allowing targeted interventions that strengthen the safety culture and enable the quality of care provided. Objective: To evaluate nurses\' knowledge of patient safety in a public university hospital. Method: This is a cross-sectional, descriptive and exploratory study, with a quantitative approach. The study population included 416 nurses, resulting in a final population of 213 participants from a response rate of 51%. Data collection was carried out through a validated instrument with 31 questions distributed across 10 topics related to patient safety, such as infection control, teamwork, and systemic risk management. Participants\' sociodemographic variables were analyzed to explore associations with performance in patient safety questions. Data collection took place both in person and online. For data analysis, descriptive statistics were used to characterize the sample, along with multinomial logistic regression models to evaluate the association between sociodemographic variables and questionnaire performance. Results: Topics related to teamwork and infection prevention and control showed the highest accuracy rates, with 94.08% and 93.05%, respectively, indicating a good level of adherence to these practices. However, the topic on the influence of the system and complexity in patient care had only 49.14% correct responses, highlighting a significant gap in understanding the organizational factors that impact patient safety. Professionals trained in private institutions had a 37% lower chance of accuracy compared to those trained in public institutions. Participants with a weekly workload of 42 hours had 24.10% less chance of accuracy, while those with 44 hours had 28.02% less chance compared to those working up to 40 hours. Additionally, professionals working in day shifts had 34.71% less chance of accuracy, and those in night shifts showed a 51.33% reduction in chances of accuracy. Conclusion: It is concluded that, although there are areas of good performance, such as infection control and teamwork, critical gaps persist in topics related to the management of systemic complexity in patient care. The identified variabilities, such as the lower performance of professionals with higher workloads and those working night shifts, suggest that excessive work and lack of access to continuous training affect the knowledge and application of safety practices. These findings highlight the need for a continuous and adapted educational approach, with institutional policies that promote a safe environment for both professionals and patients. It is recommended to develop practical training strategies that integrate theoretical knowledge with daily practice, as well as additional qualitative analyses to explore factors that hinder full adherence to safety practices.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGabriel, Carmen SilviaPereira, Érica Cristina da Silva2024-11-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-04022025-100422/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-27T19:16:02Zoai:teses.usp.br:tde-04022025-100422Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-27T19:16:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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