Limites objetivos da coisa julgada no código de processo civil de 2015
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-26022024-121858/ |
Resumo: | O Código de Processo Civil de 2015 modificou o regramento sobre os limites objetivos da coisa julgada, admitindo a incidência de sua autoridade às questões prejudiciais, desde que atendidos os requisitos previstos nos parágrafos 1o e 2o do artigo 503 do Código Processual. Propõe-se, então, um exame crítico sobre a nova mudança introduzida em nosso ordenamento jurídico, em especial sobre os reflexos acarretados pela alteração mencionada na identificação do objeto do processo. A dissertação é dividida em cinco capítulos, cada qual abordando tema específico e apresentando conceitos importantes para a melhor compreensão do tema. O primeiro capítulo apresenta o conceito e a natureza jurídica de coisa julgada, sua evolução através dos anos, bem como o conflito entre algumas das teorias que visam a explicar o instituto. Trata-se de capítulo essencial para entender a importância e a complexidade do conceito de coisa julgada, que vem instigando os mais variados debates no decorrer dos séculos. Traçado esse panorama, o segundo capítulo disserta sobre o conceito de questões prejudiciais, diferenciando-as dos pontos prejudiciais, e trata da evolução da questão nos Códigos Processuais de 1939, 1973 e 2015. O capítulo três realiza uma breve análise da questão no Direito Comparado, com especial atenção para a issue preclusion ou collateral estoppel, comparando o instituto com o seu equivalente brasileiro, mostrando as (des)vantagens de cada ordenamento jurídico e os requisitos exigidos por cada país. Realizado o estudo de outros ordenamentos jurídicos, é feita a análise detalhada dos requisitos para extensão da coisa julgada às questões prejudiciais no quarto capítulo desta dissertação. Por fim, o quinto e último capítulo se dedica ao estudo do conceito e à identificação do objeto do processo, ressaltando a influência acarretada pela modificação introduzida pelo artigo 503 do Código de Processo Civil de 2015 ao tema, concluindo-se que não mais subsiste o antigo modelo estático de objeto do processo, limitado apenas ao pedido. Outros elementos devem ser levados em consideração na identificação do objeto do processo no atual modelo de formação de coisa julgada proposto pelo Código Processual de 2015. Nessa perspectiva, o trabalho ressalta que, diante das novas configurações e da releitura de conceitos clássicos, o modelo cooperativo de processo deve prevalecer, devendo ainda ser dada cada vez mais importância ao contraditório e à ampla defesa. |
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Limites objetivos da coisa julgada no código de processo civil de 2015Objective limits of res judicata on the code of civil procedure 2015Coisa julgadaContraditórioIncidental issuesLimites objetivosObject of the processObjective limitsObjeto de processoPrincípio da cooperaçãoPrinciple of audi alteram partemPrinciple of cooperationQuestão prejudicialRes judicataO Código de Processo Civil de 2015 modificou o regramento sobre os limites objetivos da coisa julgada, admitindo a incidência de sua autoridade às questões prejudiciais, desde que atendidos os requisitos previstos nos parágrafos 1o e 2o do artigo 503 do Código Processual. Propõe-se, então, um exame crítico sobre a nova mudança introduzida em nosso ordenamento jurídico, em especial sobre os reflexos acarretados pela alteração mencionada na identificação do objeto do processo. A dissertação é dividida em cinco capítulos, cada qual abordando tema específico e apresentando conceitos importantes para a melhor compreensão do tema. O primeiro capítulo apresenta o conceito e a natureza jurídica de coisa julgada, sua evolução através dos anos, bem como o conflito entre algumas das teorias que visam a explicar o instituto. Trata-se de capítulo essencial para entender a importância e a complexidade do conceito de coisa julgada, que vem instigando os mais variados debates no decorrer dos séculos. Traçado esse panorama, o segundo capítulo disserta sobre o conceito de questões prejudiciais, diferenciando-as dos pontos prejudiciais, e trata da evolução da questão nos Códigos Processuais de 1939, 1973 e 2015. O capítulo três realiza uma breve análise da questão no Direito Comparado, com especial atenção para a issue preclusion ou collateral estoppel, comparando o instituto com o seu equivalente brasileiro, mostrando as (des)vantagens de cada ordenamento jurídico e os requisitos exigidos por cada país. Realizado o estudo de outros ordenamentos jurídicos, é feita a análise detalhada dos requisitos para extensão da coisa julgada às questões prejudiciais no quarto capítulo desta dissertação. Por fim, o quinto e último capítulo se dedica ao estudo do conceito e à identificação do objeto do processo, ressaltando a influência acarretada pela modificação introduzida pelo artigo 503 do Código de Processo Civil de 2015 ao tema, concluindo-se que não mais subsiste o antigo modelo estático de objeto do processo, limitado apenas ao pedido. Outros elementos devem ser levados em consideração na identificação do objeto do processo no atual modelo de formação de coisa julgada proposto pelo Código Processual de 2015. Nessa perspectiva, o trabalho ressalta que, diante das novas configurações e da releitura de conceitos clássicos, o modelo cooperativo de processo deve prevalecer, devendo ainda ser dada cada vez mais importância ao contraditório e à ampla defesa.The 2015 Code of Civil Procedure has changed the rules on the objective limits of res judicata, admitting the incidence of its authority to incidental issues, once the prerequisites of paragraphs 1 and 2 of article 503 of the Procedural Code are fulfilled. We propose, then, a critical examination of the new change introduced in our legal system, especially the effects that the aforementioned change has had on the identification of the object of the process . The study is divided into five chapters, each addressing a specific theme and presenting important concepts for a better understanding of the topic. The first chapter presents the concept and the legal nature of res judicata, its evolution through the years, as well as the conflict between some of the theories that aim to explain the institute. This chapter is essential to understand the importance and complexity of the concept of res judicata, which has instigated the most varied debates over the centuries. Having outlined this overview, chapter two presents the concept of incidental issues, differentiating them from preliminary issues, and addresses the evolution of how the theme was addressed in the Codes of Civil Procedure of 1939, 1973 and 2015. Chapter three conducts a brief analysis of the theme in comparative law, with special attention to issue preclusion or collateral estoppel, comparing the institute with its Brazilian equivalent, presenting the (dis)advantages of each legal system and the requirements demanded by each country. Having studied other legal systems, a detailed analysis of the requirements for extending res judicata to incidental issues is made in chapter four of the dissertation. Finally, the fifth and last chapter is dedicated to the study of the concept and identification of the object of the process, highlighting the influence that the modification introduced by article 503 of the 2015 Code of Civil Procedure brought to the theme, concluding that the former static model of the object of the process limited only to the request can no longer be defended. Other elements should be taken into consideration when identifying the object of the process in the current model of formation of res judicata proposed by the 2015 Procedural Code. From this perspective, the study admits that, in view of the new configurations and the re-reading of classic concepts, the cooperation amongst the participants in the proceedings should prevail, and that more importance should be given to the principle of audi alteram partem.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues, Walter PivaNolasco, Paula Rodrigues2023-07-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-26022024-121858/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-22T21:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-26022024-121858Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-22T21:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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