Prevalência de disfunções autonômicas e estratégias educacionais de prevenção de recorrência de síncope em crianças do ensino fundamental de escolas públicas da região metropolitana de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Mair, Vanessa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-14102025-114651/
Resumo: Disfunções autonômicas são distúrbios do sistema nervoso autônomo e podem desencadear episódios de síncope. A síncope é a perda transitória da consciência secundária à hipoperfusão cerebral e se caracteriza por ter início súbito, curta duração e recuperação espontânea. Síncope e pródromos, sintomas que antecedem a síncope, são manifestações comuns na infância e adolescência. Objetivos: Obter dados de prevalência de disfunções autonômicas em crianças e avaliar a efetividade de estratégias educacionais na prevenção de síncopes e pródromos e melhorar a qualidade de vida. Métodos: Estudo quaseexperimental aprovado pelo Comitê de Ética local, e conduzido entre 2019 e 2023. Foram incluídas crianças e responsáveis, de escolas de ensino fundamental da região metropolitana de São Paulo, Brazil, com idade entre 8 e 12 anos de ambos os sexos com anuência de seus pais ou responsáveis. As crianças foram avaliadas através da história pregressa detalhada, eletrocardiografia para a exclusão de doenças cardíacas e em seguida foram submetidas a avaliações sequenciadas da frequência cardíaca e pressão arterial durante o teste ortostático por dez minutos. As crianças e os pais, ou responsável legal, responderam ao questionário de qualidade de vida (PedsQLTM) e foi realizada orientação educacional sobre as disfunções autonômicas e manejo de pródromos e síncope (fatores de risco, hábitos de vida, sintomas e contramanobras), e foram acompanhadas durante 36 meses. O questionário de qualidade de vida para os pais foi reaplicado ao final do 36º mês. Resultados: Foram avaliadas 123 crianças (~10 anos, 46% meninos), a prevalência de pródromos e síncopes foi 85% e 14%, respectivamente, no início. A incidência de doenças autonômicas foi de 25%. As crianças foram alocadas em grupo não-disautonômico (n=92), grupo com resposta disautonômica característica de hipotensão ortostática (n=5), grupo com resposta disautonômica característica de síncope reflexa neuromediada (n=11) e grupo com resposta disautonômica característica de síndrome postural ortostática taquicardizante (n=15). As frequências cardíacas em ortostatismo no 3º, 5º e 10º minutos e a pressão arterial sistólica no 3º minuto apresentaram diferenças médias estatisticamente significativas entre os diagnósticos. Após 36 meses, houve redução da prevalência de pródromos (35%, p<0.001), as contramanobras foram utilizadas por 28 crianças (36%, p<0.001) e houve apenas um evento de síncope (1%, p=0.001). A qualidade de vida das crianças relatada pelos pais ou responsáveis legais melhorou significativamente. (p<0.001). Conclusão: Nosso estudo mostrou 14% de síncope e 85% de prevalência de pródromos em crianças. Como primeira linha de tratamento, uma hora de abordagem educacional foi efetiva para orientar as crianças sobre como lidar com pródromos, prevenir episódios de síncope, e melhorar a qualidade de vida de crianças durante 36 meses.
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Objetivos: Obter dados de prevalência de disfunções autonômicas em crianças e avaliar a efetividade de estratégias educacionais na prevenção de síncopes e pródromos e melhorar a qualidade de vida. Métodos: Estudo quaseexperimental aprovado pelo Comitê de Ética local, e conduzido entre 2019 e 2023. Foram incluídas crianças e responsáveis, de escolas de ensino fundamental da região metropolitana de São Paulo, Brazil, com idade entre 8 e 12 anos de ambos os sexos com anuência de seus pais ou responsáveis. As crianças foram avaliadas através da história pregressa detalhada, eletrocardiografia para a exclusão de doenças cardíacas e em seguida foram submetidas a avaliações sequenciadas da frequência cardíaca e pressão arterial durante o teste ortostático por dez minutos. As crianças e os pais, ou responsável legal, responderam ao questionário de qualidade de vida (PedsQLTM) e foi realizada orientação educacional sobre as disfunções autonômicas e manejo de pródromos e síncope (fatores de risco, hábitos de vida, sintomas e contramanobras), e foram acompanhadas durante 36 meses. O questionário de qualidade de vida para os pais foi reaplicado ao final do 36º mês. Resultados: Foram avaliadas 123 crianças (~10 anos, 46% meninos), a prevalência de pródromos e síncopes foi 85% e 14%, respectivamente, no início. A incidência de doenças autonômicas foi de 25%. As crianças foram alocadas em grupo não-disautonômico (n=92), grupo com resposta disautonômica característica de hipotensão ortostática (n=5), grupo com resposta disautonômica característica de síncope reflexa neuromediada (n=11) e grupo com resposta disautonômica característica de síndrome postural ortostática taquicardizante (n=15). As frequências cardíacas em ortostatismo no 3º, 5º e 10º minutos e a pressão arterial sistólica no 3º minuto apresentaram diferenças médias estatisticamente significativas entre os diagnósticos. Após 36 meses, houve redução da prevalência de pródromos (35%, p<0.001), as contramanobras foram utilizadas por 28 crianças (36%, p<0.001) e houve apenas um evento de síncope (1%, p=0.001). A qualidade de vida das crianças relatada pelos pais ou responsáveis legais melhorou significativamente. (p<0.001). Conclusão: Nosso estudo mostrou 14% de síncope e 85% de prevalência de pródromos em crianças. Como primeira linha de tratamento, uma hora de abordagem educacional foi efetiva para orientar as crianças sobre como lidar com pródromos, prevenir episódios de síncope, e melhorar a qualidade de vida de crianças durante 36 meses.The autonomic dysfunction are disorders of the autonomic nervous system and can lead to syncope events. Syncope occurs due to low blood pressure and cerebral hypoperfusion with a rapid onset, event of short duration, and spontaneous complete recovery. Syncope and prodromes, symptoms preceding syncope, are common manifestations in childhood and adolescence. Objects: We aimed to estimate the prevalence of autonomic dysfunction in schoolchildren, and the effectiveness of a single one-hour educational approach to prevent prodromes and syncope episodes, and to improve quality of life. Methods: This quasi-experimental study was approved by the local Ethical Committee, and conducted from 2019 to 2023. We recruited schoolchildren aged between 8 and 12 years, both sexes, in elementary schools, at metropolitan area of São Paulo, Brazil, that were included after legal responsible agreement with the written informed consent. We obtained clinical information, physical examination, electrocardiogram, and body physiological changes in heart rate and blood pressure due to orthostatic challenge and we applied a quality of life questionnaires. All schoolchildren received one-hour educational approach on autonomic dysfunctions and management of prodromes and syncope episodes (risk factors, lifestyle measures, symptoms, counterpressure maneuvers), and were followed over 36 months. The quality of life questionnaire was reapplied ate end of the follow up. Results: Among 123 schoolchildren (~10 years, 46% male), the prevalence of prodromes and syncope were 85% and 14%, respectively, at baseline. The disautonomic dysfunctions incidence was 25%. The schoolchildren were allocated in non-dysautonomic (n=92), orthostatic hypotension (n=5), neuromediated reflex syncope (n=11) and postural orthostatic tachycardia syndrome (n=15) groups. The heart rate at orthostatism at the 3º, 5º e 10º minutes and the sistolic blood pressure at the 3º minute showed different means significativelly different between the diagnosis. Over 36 months, 30 schoolchildren had prodromes (35%, p<0.001), 28 performed counter-pressure maneuvers (36%, p<0.001), and 1 had a syncope episode (1%, p=0.001). Children´s quality of life perceived by parents markedly improved (p<0.001). Conclusion: Our study showed 14% of syncope and 85% prevalence of prodromes in children. For first line management, a single one-hour educational approach was effective to help children to deal with prodromes, to prevent syncope events, and to improve quality of life in schoolchildren over 36 months.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNakagawa, Naomi KondoMair, Vanessa2025-02-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-14102025-114651/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-14T15:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-14102025-114651Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-14T15:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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