Estudos anatômicos e funcionais sobre o autoparasitismo em Cassytha filiformis (Lauraceae) e Struthanthus flexicaulis (Loranthaceae)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-05122025-194233/ |
Resumo: | O autoparasitismo em plantas parasitas é a ocorrência de conexões de haustórios de uma planta parasita em seu próprio corpo. É um fenômeno observado pela comunidade científica há mais de um século, porém não há estudos morfo-funcionais que demonstrem a sua funcionalidade e significado biológico. Este artigo visou testar a funcionalidade da condução xilemática dos haustórios em autoparasitismo em dois grupos de plantas diversos, mas com esse caráter convergente. O estudo foi realizado com duas espécies previamente citadas como autoparasitas: Struthanthus flexicaulis (Loranthaceae) ocorrente em árvores urbanas na Cidade de São Paulo e Cassytha filiformis (Lauraceae), corrente na natureza, na Serra do Cipó, MG. Foram realizados experimentos de infiltração de corantes por evapotranspiração e sob pressão positiva em ramos-parasitas em ramos hospedeiros, com posterior preparação de lâminas histológicas. Ambas as espécies tiveram resultados positivos para a passagem dos corantes entre conexões autoparasitárias. S. flexicaulis apresentou uma infiltração mais rápida em comparação, da ordem de horas, enquanto C. filiformis apresenta fluxo mais lento, de um a 4 dias. O autoparasitismo mostrou-se funcional em ambas as espécies. Pode-se hipotetizar a ocorrência desse fenômeno para funções como redistribuição de água e nutrientes; redundância de conexões haustoriais com vantagem em situações desfavoráveis e de ruptura; incremento da sustentação mecânica, uma vez que se trata de duas espécies que prosperam sob a copa de outras plantas e comunicação, uma vez que são espécies densamente ramificadas, podendo assim haver uma sinalização mais eficiente ao longo de suas vastas e intrincadas estruturas. |
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Estudos anatômicos e funcionais sobre o autoparasitismo em Cassytha filiformis (Lauraceae) e Struthanthus flexicaulis (Loranthaceae)Anatomical and functional studies on autoparasitism: Cassytha filiformis (Lauraceae) and Struthanthus flexicaulis (Loranthaceae)Anatomia vegetalAutoparasitismAutoparasitismoCassytha filiformisCassytha filiformisErva-de passarinhoFuncionalidade hidráulicaHydric conductanceLoranthaceaeLoranthaceaeMistletoe,Parasitic plantsPlant anatomyPlantas parasitasSantalalesSantalalesStruthanthus flexicaulisStruthanthus flexicaulisO autoparasitismo em plantas parasitas é a ocorrência de conexões de haustórios de uma planta parasita em seu próprio corpo. É um fenômeno observado pela comunidade científica há mais de um século, porém não há estudos morfo-funcionais que demonstrem a sua funcionalidade e significado biológico. Este artigo visou testar a funcionalidade da condução xilemática dos haustórios em autoparasitismo em dois grupos de plantas diversos, mas com esse caráter convergente. O estudo foi realizado com duas espécies previamente citadas como autoparasitas: Struthanthus flexicaulis (Loranthaceae) ocorrente em árvores urbanas na Cidade de São Paulo e Cassytha filiformis (Lauraceae), corrente na natureza, na Serra do Cipó, MG. Foram realizados experimentos de infiltração de corantes por evapotranspiração e sob pressão positiva em ramos-parasitas em ramos hospedeiros, com posterior preparação de lâminas histológicas. Ambas as espécies tiveram resultados positivos para a passagem dos corantes entre conexões autoparasitárias. S. flexicaulis apresentou uma infiltração mais rápida em comparação, da ordem de horas, enquanto C. filiformis apresenta fluxo mais lento, de um a 4 dias. O autoparasitismo mostrou-se funcional em ambas as espécies. Pode-se hipotetizar a ocorrência desse fenômeno para funções como redistribuição de água e nutrientes; redundância de conexões haustoriais com vantagem em situações desfavoráveis e de ruptura; incremento da sustentação mecânica, uma vez que se trata de duas espécies que prosperam sob a copa de outras plantas e comunicação, uma vez que são espécies densamente ramificadas, podendo assim haver uma sinalização mais eficiente ao longo de suas vastas e intrincadas estruturas.Background and Aims Autoparasitism in parasitic plants is the formation and attachment of haustoria on parts of the same organism. It is a convergent feature of some plant clades and a phenomenon reported in scientific literature long ago, although it was never studied in depth with a clear demonstration of its functionality or biological meaning. This work aimed to test the functionality of haustoria in autoparasitism in two convergent clades. Methods The study was conducted with two parasitic species previously reported bearing autoparasitism: Struthanthus flexicaulis (Loranthaceae) and Cassytha filiformis (Lauraceae). Several experiments were performed with stain infiltration in xylem, both by evapotranspiration and slow perfusion with positive pressure on parasitic stems, parasitizing host stems of the same plant, sometimes the same branch. After that, microscopic slides were prepared with standard methods in plant and wood anatomy for the study of microscopic slides in light microscopy. Key Results Both species showed positive results for flux between parasitic and host parts of the stems. S. flexicaulis showed a high conductance and fast flux (6-24h), because it bears a better-developed secondary xylem, while C. filiformis showed significant slow flux (1-4 days), related to its thin diameter (around 1 mm) and the predominance of primary xylem. Conclusions Autoparasitism was functional in the two tested species. We can hypothesize that: i) this feature could be related to water and sap redistribution in the wide and raveled stems of parasitic plant; ii) advantage of redundant haustoria when ruptures occur; iii) mechanical increment to support thin stems between host branches or canopies; enhance the communication and signaling of a very complex and not polarized body such are trees.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCeccantini, Gregório Cardoso TápiasBetete, Bianca Betina2025-09-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-05122025-194233/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-06T09:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-05122025-194233Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-06T09:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O autoparasitismo em plantas parasitas é a ocorrência de conexões de haustórios de uma planta parasita em seu próprio corpo. É um fenômeno observado pela comunidade científica há mais de um século, porém não há estudos morfo-funcionais que demonstrem a sua funcionalidade e significado biológico. Este artigo visou testar a funcionalidade da condução xilemática dos haustórios em autoparasitismo em dois grupos de plantas diversos, mas com esse caráter convergente. O estudo foi realizado com duas espécies previamente citadas como autoparasitas: Struthanthus flexicaulis (Loranthaceae) ocorrente em árvores urbanas na Cidade de São Paulo e Cassytha filiformis (Lauraceae), corrente na natureza, na Serra do Cipó, MG. Foram realizados experimentos de infiltração de corantes por evapotranspiração e sob pressão positiva em ramos-parasitas em ramos hospedeiros, com posterior preparação de lâminas histológicas. Ambas as espécies tiveram resultados positivos para a passagem dos corantes entre conexões autoparasitárias. S. flexicaulis apresentou uma infiltração mais rápida em comparação, da ordem de horas, enquanto C. filiformis apresenta fluxo mais lento, de um a 4 dias. O autoparasitismo mostrou-se funcional em ambas as espécies. Pode-se hipotetizar a ocorrência desse fenômeno para funções como redistribuição de água e nutrientes; redundância de conexões haustoriais com vantagem em situações desfavoráveis e de ruptura; incremento da sustentação mecânica, uma vez que se trata de duas espécies que prosperam sob a copa de outras plantas e comunicação, uma vez que são espécies densamente ramificadas, podendo assim haver uma sinalização mais eficiente ao longo de suas vastas e intrincadas estruturas. |
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