Entidades fechadas de previdência complementar como acionistas de companhias abertas brasileiras
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2132/tde-22082023-122257/ |
Resumo: | Nas últimas décadas do século XX, o mundo assistiu ao crescimento da importância dos investidores institucionais como fontes de financiamento da economia e, sobretudo, das companhias abertas. Embora este fenômeno pareça consolidado e o Direito já tenha, de certo modo, lhe reconhecido, restam ainda diversas discussões jurídicas a respeito, que merecem maiores reflexões e aprofundamentos. No Brasil como em todo o mundo os fundos de pensão, aqui chamados de Entidades Fechadas de Previdência Complementar EFPC são um dos principais investidores institucionais, bastante presentes no quadro acionário das companhias abertas. Contudo, ainda são poucos os estudos jurídicos que cuidam do tema. Nesse sentido, o presente trabalho estuda a aderência da dicotomia acionista controlador/não controlador prevista na Lei no 6404/1976 à realidade dos investimentos mantidos pelas EFPC como acionistas das companhias abertas brasileiras. Para isso foi desenvolvida pesquisa empírica, analisando a dinâmica de poder interna de parte das companhias estudadas. A partir das características identificadas, o trabalho pôde apontar lacunas nos conceitos legais que impedem a total adesão da norma à realidade. Foi possível identificar que, a despeito de poderem ser implementados alguns ajustes a fim de que a Lei abrigue algumas manifestações de poder que formalmente não seriam abrangidas, há casos nos quais a atuação das EFPC não parece se encaixar em nenhum dos dois polos de poder do atual desenho de governança corporativa constante na Lei no 6404/1976, o que gera questionamentos sobre a necessidade de adaptação da interpretação da norma, ou sobre a criação de novas categorias de poder. |
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Entidades fechadas de previdência complementar como acionistas de companhias abertas brasileirasBrazilian pension funds as shareholdersAcionista controladorAcionista minoritárioController shareholderCorporate controlEntidades fechadas de previdência complementarFundos de pensãoNon-controller shareholderPension fundsPoder de controleNas últimas décadas do século XX, o mundo assistiu ao crescimento da importância dos investidores institucionais como fontes de financiamento da economia e, sobretudo, das companhias abertas. Embora este fenômeno pareça consolidado e o Direito já tenha, de certo modo, lhe reconhecido, restam ainda diversas discussões jurídicas a respeito, que merecem maiores reflexões e aprofundamentos. No Brasil como em todo o mundo os fundos de pensão, aqui chamados de Entidades Fechadas de Previdência Complementar EFPC são um dos principais investidores institucionais, bastante presentes no quadro acionário das companhias abertas. Contudo, ainda são poucos os estudos jurídicos que cuidam do tema. Nesse sentido, o presente trabalho estuda a aderência da dicotomia acionista controlador/não controlador prevista na Lei no 6404/1976 à realidade dos investimentos mantidos pelas EFPC como acionistas das companhias abertas brasileiras. Para isso foi desenvolvida pesquisa empírica, analisando a dinâmica de poder interna de parte das companhias estudadas. A partir das características identificadas, o trabalho pôde apontar lacunas nos conceitos legais que impedem a total adesão da norma à realidade. Foi possível identificar que, a despeito de poderem ser implementados alguns ajustes a fim de que a Lei abrigue algumas manifestações de poder que formalmente não seriam abrangidas, há casos nos quais a atuação das EFPC não parece se encaixar em nenhum dos dois polos de poder do atual desenho de governança corporativa constante na Lei no 6404/1976, o que gera questionamentos sobre a necessidade de adaptação da interpretação da norma, ou sobre a criação de novas categorias de poder.In the last decades of the 20th century, the world saw the growth of the importance of institutional investors as sources of financing for the economy and, above all, of publicly held companies. Although this phenomenon seems consolidated and the law has already, in a way, recognized it, there are still several relevant legal discussions about it that deserve further reflection and deepening. In Brazil as all over the world pension funds, here called Closed Complementary Pension Entities (EFPC), are one of the main institutional investors, very present in the equity framework of publicly held companies. However, there are still few legal research on the topic. In this sense, the present work looks at the adherence of the controlling/non-controlling shareholder dichotomy provided for in Law No. 6404/1976 to the reality of investments held by EFPC as shareholders of Brazilian publicly held companies. To support this thesis, empirical research was conducted, consisting in analyzing the internal power dynamics of part of the companies studied. Based on the data collected, the work was able to point out gaps in the legal concepts that prevent the full applicability of the norm. It was possible to identify that, despite the fact that some adjustments can be implemented in order for the law to house some manifestations of power that otherwise would not be formally covered, there would still be cases in which the performance of the EFPC would not fit into any of the two poles of power of the current corporate governance design contained in Law No. 6404/1976, which raises questions about the need to adapt the interpretation of the norm, or about the creation of new categories of power.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPela, Juliana KruegerCarvalho, Renata Nascimento de2023-04-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2132/tde-22082023-122257/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-07T14:33:35Zoai:teses.usp.br:tde-22082023-122257Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-07T14:33:35Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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