Valorização da cadeia produtiva do babaçu (Orbignya phalerata) através da extração do óleo residual e das proteínas da torta de prensagem das amêndoas
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/112/112131/tde-14112025-100627/ |
Resumo: | O babaçu (Orbignya phalerata), uma palmeira oleaginosa, desempenha um papel crucial em várias comunidades indígenas e quilombolas, fornecendo uma variedade de produtos e subprodutos provenientes de suas folhas, epicarpo, endocarpo, mesocarpo e amêndoa, de onde se obtém o óleo de babaçu por meio da prensagem mecânica. Esta dissertação foi desenvolvida com o intuito de valorizar a cadeia de produção do babaçu, focalizando na extração dos lipídeos residuais e das proteínas contidas na torta de prensagem das amêndoas do babaçu (TPAB). Para a extração dos lipídeos residuais foi utilizado solvente renovável (etanol) em comparação com o solvente de origem fóssil hexano. Subsequente a extração dos lipídeos com etanol, as proteínas foram extraídas por extração convencional em meio alcalino (CE) e por meio da extração assistida por ultrassom (UAE). A extração de lipídeos utilizando-se etanol como solvente possibilitou resultados promissores visando uma possível substituição do hexano para a recuperação dos lipídeos residuais da TPAB. O rendimento de extração do óleo residual da TPAB, a 75 °C, foi 85,8 ± 0,5 %, sendo a composição do óleo em termos de ácidos graxos livres e triacilgliceróis e as propriedades físicas densidade e viscosidade similares às do óleo residual extraído com hexano. O material sólido residual da extração com etanol possibilitou a recuperação das proteínas, tendo o mesmo rendimento para CE em 120 minutos e UAE em 30 minutos, indicando que a utilização ultrassom acelera o processo. As proteínas de babaçu (PB) extraídas pelos dois métodos apresentaram teores proteicos estatisticamente iguais (52 ± 3 e 63 ± 3 % para UAE e CE, respectivamente, p > 0,05). Os materiais proteicos foram avaliados quanto as propriedades funcionais, sendo que a PB UAE apresentou melhores resultados de estabilidade de espuma e de emulsão (50% e 81%, respectivamente, em 10 minutos) em relação a PB CE. Além da obtenção do óleo residual e das proteínas de babaçu, o processo proposto possibilitou a obtenção de um terceiro produto, o material sólido resultante da extração das proteínas (rafinado). Os rafinados oriundos da CE e UAE apresentaram valores estatisticamente iguais de absorção de água (6,6 ± 0,1 e 7,2 ± 0,5 g água/ g de rafinado, respectivamente) e de óleo (3,2 ±0,3 e 4,0 ± 0,3g óleo/ g de rafinado), indicando a possibilidade de utilização deste como fontes de fibras em sistemas alimentícios. Tais resultados contribuem com a ampliação do estudo da tecnologia ultrassônica aplicada a matrizes vegetais, utilização de solventes renováveis para extração de lipídeos e valorização da cadeia produtiva do coco babaçu. |
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Valorização da cadeia produtiva do babaçu (Orbignya phalerata) através da extração do óleo residual e das proteínas da torta de prensagem das amêndoasValorization of the babassu (Orbignya phalerata) production chain by extracting residual oil and proteins from the nut press cakeBabaçuBabassuBy-productsExtraçãoExtractionLipídeosLipidsProteínasProteinsSubprodutosO babaçu (Orbignya phalerata), uma palmeira oleaginosa, desempenha um papel crucial em várias comunidades indígenas e quilombolas, fornecendo uma variedade de produtos e subprodutos provenientes de suas folhas, epicarpo, endocarpo, mesocarpo e amêndoa, de onde se obtém o óleo de babaçu por meio da prensagem mecânica. Esta dissertação foi desenvolvida com o intuito de valorizar a cadeia de produção do babaçu, focalizando na extração dos lipídeos residuais e das proteínas contidas na torta de prensagem das amêndoas do babaçu (TPAB). Para a extração dos lipídeos residuais foi utilizado solvente renovável (etanol) em comparação com o solvente de origem fóssil hexano. Subsequente a extração dos lipídeos com etanol, as proteínas foram extraídas por extração convencional em meio alcalino (CE) e por meio da extração assistida por ultrassom (UAE). A extração de lipídeos utilizando-se etanol como solvente possibilitou resultados promissores visando uma possível substituição do hexano para a recuperação dos lipídeos residuais da TPAB. O rendimento de extração do óleo residual da TPAB, a 75 °C, foi 85,8 ± 0,5 %, sendo a composição do óleo em termos de ácidos graxos livres e triacilgliceróis e as propriedades físicas densidade e viscosidade similares às do óleo residual extraído com hexano. O material sólido residual da extração com etanol possibilitou a recuperação das proteínas, tendo o mesmo rendimento para CE em 120 minutos e UAE em 30 minutos, indicando que a utilização ultrassom acelera o processo. As proteínas de babaçu (PB) extraídas pelos dois métodos apresentaram teores proteicos estatisticamente iguais (52 ± 3 e 63 ± 3 % para UAE e CE, respectivamente, p > 0,05). Os materiais proteicos foram avaliados quanto as propriedades funcionais, sendo que a PB UAE apresentou melhores resultados de estabilidade de espuma e de emulsão (50% e 81%, respectivamente, em 10 minutos) em relação a PB CE. Além da obtenção do óleo residual e das proteínas de babaçu, o processo proposto possibilitou a obtenção de um terceiro produto, o material sólido resultante da extração das proteínas (rafinado). Os rafinados oriundos da CE e UAE apresentaram valores estatisticamente iguais de absorção de água (6,6 ± 0,1 e 7,2 ± 0,5 g água/ g de rafinado, respectivamente) e de óleo (3,2 ±0,3 e 4,0 ± 0,3g óleo/ g de rafinado), indicando a possibilidade de utilização deste como fontes de fibras em sistemas alimentícios. Tais resultados contribuem com a ampliação do estudo da tecnologia ultrassônica aplicada a matrizes vegetais, utilização de solventes renováveis para extração de lipídeos e valorização da cadeia produtiva do coco babaçu.Babassu (Orbignya phalerata), an oleaginous palm, plays a crucial role in several Indigenous and Quilombo communities. Its leaves, epicarp, endocarp, mesocarp, and nuts provide various products and by-products, from which the mechanical pressing of nuts obtains babassu oil. This dissertation was developed to enhance the babassu production chain, focusing on removing residual oil and proteins contained in the babassu nut press cake (BNPC). A renewable solvent (ethanol) was used to remove residual oil, compared with the fossil solvent hexane, traditionally used to remove vegetable oils. After extracting the oil with ethanol, the proteins were extracted by using the conventional method in an alkaline medium (conventional extraction, CE) and ultrasound-assisted extraction (UAE). Lipid removal using ethanol as solvent provided promising results involving a possible replacement of hexane to recover residual lipids from BNPC. The extraction yield of the residual oil from BNPC, at 75 °C, was 85.8 ± 0.5%, with the composition of the oil in terms of free fatty acids and triacylglycerols and physical properties such as density and viscosity similar to those of the residual oil extracted with hexane. The residual solid material from ethanolic extraction allowed the recovery of proteins, with the same yield for CE in 120 minutes and UAE in 30 minutes, indicating that ultrasound accelerates the process. The babassu proteins (BP) extracted by both methods presented statistically equal protein contents (52 ± 3 and 63 ± 3% for UAE and CE, respectively, p > 0.05). The protein materials were evaluated for their functional properties, and BP UAE presented better results for foam and emulsion stability (50% and 81%, respectively, in 10 minutes) compared to BP CE. In addition to obtaining residual oil and babassu proteins, the proposed process made it possible to obtain a third product, the solid material resulting from the extraction of proteins. The raffinates from the CE and UAE presented statistically equal values of water absorption (6.6 ± 0.1 and 7.2 ± 0.5 g water/g of raffinate, respectively) and oil (3.2 ± 0.3 and 4.0 ± 0.3 g oil/g of raffinate), indicating the possibility of using them as fiber sources in food systems. These results contribute to expanding the study of ultrasonic technology applied to plant matrices, using renewable solvents for lipid extraction and valorizing the babassu coconut production chain.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues, Christianne Elisabete da CostaFioriti, Clara Santa Rosa2025-09-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/112/112131/tde-14112025-100627/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-27T18:25:10Zoai:teses.usp.br:tde-14112025-100627Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-27T18:25:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O babaçu (Orbignya phalerata), uma palmeira oleaginosa, desempenha um papel crucial em várias comunidades indígenas e quilombolas, fornecendo uma variedade de produtos e subprodutos provenientes de suas folhas, epicarpo, endocarpo, mesocarpo e amêndoa, de onde se obtém o óleo de babaçu por meio da prensagem mecânica. Esta dissertação foi desenvolvida com o intuito de valorizar a cadeia de produção do babaçu, focalizando na extração dos lipídeos residuais e das proteínas contidas na torta de prensagem das amêndoas do babaçu (TPAB). Para a extração dos lipídeos residuais foi utilizado solvente renovável (etanol) em comparação com o solvente de origem fóssil hexano. Subsequente a extração dos lipídeos com etanol, as proteínas foram extraídas por extração convencional em meio alcalino (CE) e por meio da extração assistida por ultrassom (UAE). A extração de lipídeos utilizando-se etanol como solvente possibilitou resultados promissores visando uma possível substituição do hexano para a recuperação dos lipídeos residuais da TPAB. O rendimento de extração do óleo residual da TPAB, a 75 °C, foi 85,8 ± 0,5 %, sendo a composição do óleo em termos de ácidos graxos livres e triacilgliceróis e as propriedades físicas densidade e viscosidade similares às do óleo residual extraído com hexano. O material sólido residual da extração com etanol possibilitou a recuperação das proteínas, tendo o mesmo rendimento para CE em 120 minutos e UAE em 30 minutos, indicando que a utilização ultrassom acelera o processo. As proteínas de babaçu (PB) extraídas pelos dois métodos apresentaram teores proteicos estatisticamente iguais (52 ± 3 e 63 ± 3 % para UAE e CE, respectivamente, p > 0,05). Os materiais proteicos foram avaliados quanto as propriedades funcionais, sendo que a PB UAE apresentou melhores resultados de estabilidade de espuma e de emulsão (50% e 81%, respectivamente, em 10 minutos) em relação a PB CE. Além da obtenção do óleo residual e das proteínas de babaçu, o processo proposto possibilitou a obtenção de um terceiro produto, o material sólido resultante da extração das proteínas (rafinado). Os rafinados oriundos da CE e UAE apresentaram valores estatisticamente iguais de absorção de água (6,6 ± 0,1 e 7,2 ± 0,5 g água/ g de rafinado, respectivamente) e de óleo (3,2 ±0,3 e 4,0 ± 0,3g óleo/ g de rafinado), indicando a possibilidade de utilização deste como fontes de fibras em sistemas alimentícios. Tais resultados contribuem com a ampliação do estudo da tecnologia ultrassônica aplicada a matrizes vegetais, utilização de solventes renováveis para extração de lipídeos e valorização da cadeia produtiva do coco babaçu. |
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