Probabilidade de sofrimento fetal em gestações de alto risco por meio da avaliação da relação cerebroplacentária antes da indução de trabalho de parto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mendes, Renata Franco Pimentel
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-30072025-115815/
Resumo: Objetivo: Avaliar se há associação entre a relação cerebroplacentária anormal e sofrimento fetal antes do preparo de colo e/ou da indução de trabalho de parto em gestações de alto risco e, secundariamente, desenvolver modelo de predição de probabilidade de sofrimento fetal baseado nas variáveis associadas ao desfecho. Métodos: Este estudo foi uma coorte prospectiva realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo entre março de 2017 e abril de 2019 em que foram incluídas pacientes com gestação de alto risco para realização da relação cerebroplacentária antes do preparo de colo e/ou indução de parto. O manejo do preparo de colo, indução e parto foi realizado de acordo com o protocolo institucional do serviço. Após o parto, foram coletados dados dos desfechos obstétricos e perinatais. Resultados: No total, foram incluídas 251 pacientes no estudo, das quais 73 apresentaram sofrimento fetal durante o preparo de colo e/ou indução de parto. As variáveis associadas ao desfecho nesta população foram: idade gestacional (39,4 semanas versus 38,4 semanas; p = 0,004), Índice de pulsatilidade da artéria cerebral média (1,26 versus 1,41, p = 0,003) e relação cerebroplacentária (1,60 versus 1,68, p = 0,016). As variáveis incluídas no modelo de regressão logística para predição de sofrimento fetal antes do preparo de colo e/ou indução de parto em gestação de alto risco foram: relação cerebroplacentária alterada, nuliparidade, obesidade, idade gestacional e idade materna (Área sob a curva = 0,68 IC 95% 0,61-0,75). O modelo demonstrou bom poder de discriminação conforme teste de Hosmer-Lemeshow, com coeficiente de 0,871. Conclusão: A relação cerebroplacentária demonstrou ter associação com sofrimento fetal durante o preparo de colo e/ou indução de parto na população de gestantes de alto risco. O modelo de predição encontrado para sofrimento fetal nesta população pode ser utilizado como uma ferramenta importante para diminuir incidência de desfechos adversos nas pacientes com alta probabilidade de sofrimento fetal e, nas pacientes com baixa probabilidade, diminuir as intervenções desnecessárias
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Métodos: Este estudo foi uma coorte prospectiva realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo entre março de 2017 e abril de 2019 em que foram incluídas pacientes com gestação de alto risco para realização da relação cerebroplacentária antes do preparo de colo e/ou indução de parto. O manejo do preparo de colo, indução e parto foi realizado de acordo com o protocolo institucional do serviço. Após o parto, foram coletados dados dos desfechos obstétricos e perinatais. Resultados: No total, foram incluídas 251 pacientes no estudo, das quais 73 apresentaram sofrimento fetal durante o preparo de colo e/ou indução de parto. As variáveis associadas ao desfecho nesta população foram: idade gestacional (39,4 semanas versus 38,4 semanas; p = 0,004), Índice de pulsatilidade da artéria cerebral média (1,26 versus 1,41, p = 0,003) e relação cerebroplacentária (1,60 versus 1,68, p = 0,016). As variáveis incluídas no modelo de regressão logística para predição de sofrimento fetal antes do preparo de colo e/ou indução de parto em gestação de alto risco foram: relação cerebroplacentária alterada, nuliparidade, obesidade, idade gestacional e idade materna (Área sob a curva = 0,68 IC 95% 0,61-0,75). O modelo demonstrou bom poder de discriminação conforme teste de Hosmer-Lemeshow, com coeficiente de 0,871. Conclusão: A relação cerebroplacentária demonstrou ter associação com sofrimento fetal durante o preparo de colo e/ou indução de parto na população de gestantes de alto risco. O modelo de predição encontrado para sofrimento fetal nesta população pode ser utilizado como uma ferramenta importante para diminuir incidência de desfechos adversos nas pacientes com alta probabilidade de sofrimento fetal e, nas pacientes com baixa probabilidade, diminuir as intervenções desnecessáriasObjective: To assess the association between abnormal cerebroplacental ratio before cervical ripening and / or inducing labor and fetal distress in high-risk pregnancies. A secondary objective is to develop a predictive model for the probability of fetal distress based on the variables associated with the outcome. Methods: This study is a prospective cohort conducted at the Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo from March 2017 till April 2019. Doppler ultrasound was performed in all patients with highrisk pregnancies before the cervical ripening and/or labor induction. The management of cervical ripening, induction and delivery was carried out according to institutional protocols. After delivery, obstetric and perinatal outcomes data were collected. Results: In total, 251 patients were included in the study, 73 had fetal distress during cervical ripening and/or labor induction. The variables associated with fetal distress in this population were: gestational age (39.4 weeks versus 38.4 weeks; p = 0.004), pulsatility index in the middle cerebral artery (1.26 versus 1.41, p = 0.003) and cerebroplacental ratio (1.60 versus 1.68, p = 0.016). The variables included in the logistic regression model for predicting fetal distress prior to cervical ripening and/or labor induction in highrisk pregnancies were abnormal CPR, nulliparity, obesity, gestational age and maternal age (Area under the curve = 0.68 95% CI 0.61-0.75). The model demonstrated good discriminative power according to the Hosmer-Lemeshow test, with a coefficient of 0.871. Conclusion: Abnormal CPR was found to be associated with fetal distress during cervical ripening and/or labor induction in high-risk pregnancy. The prediction model for fetal distress in this population can be used as an important tool to reduce adverse outcomes in those at high risk of fetal distress and, in patients with a low probability, to minimize unnecessary interventionsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFrancisco, Rossana Pulcineli VieiraMendes, Renata Franco Pimentel2024-12-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-30072025-115815/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-30T19:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-30072025-115815Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-30T19:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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