Caracterização demográfica, clínica, histopatológica, imunopatológica, molecular, laboratorial e evolutiva em indivíduos apresentando leucemia/ linfoma de células T do adulto com lesões cutâneas específicas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-26052025-103336/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1, Human T Lymphotropic Virus-1) é um retrovírus endêmico em alguns países do mundo, incluindo regiões do Brasil. A infecção pelo HTLV-1 é responsável pelo desenvolvimento da leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL Adult T-cell Leukemia/Lymphoma), doença caracterizada pela proliferação neoplásica de linfócitos T CD4+ que acomete cerca de 1-5% dos portadores do vírus, em média 20 anos após a persistência viral. O acometimento dermatológico é frequente e ocorre em 40-70% dos casos, podendo apresentar alterações cutâneas específicas ou inespecíficas. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional de coorte retrospectivo a partir de banco de dados e prontuários médicos de pacientes diagnosticados com ATLL no ambulatório de linfomas cutâneos da Divisão de Clínica Dermatológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, entre 1989 e 2023. RESULTADOS: Foram analisados 44 pacientes, 24 do sexo feminino (54,5%) e 20 do sexo masculino (45,5%). A mediana de idade ao diagnóstico foi de 59,4 anos. A classificação dos pacientes ao diagnóstico quanto aos subtipos foi: 30 pacientes (68,2%) com a forma crônica (70% desfavorável, 30% favorável), sete (15,9%) com a forma smoldering, cinco (11,4%) com a forma aguda, um (2,3%) com a forma linfomatosa e um (2,3%) com a forma tumoral cutânea primária. Em relação às lesões cutâneas, 17 (38,6%) apresentavam placas; 15 (34,1%) lesões nodulotumorais; 10 (22,7%) pápulas; nove (20,5%) eritrodermia; sete (15,9%) patches; dois (4,5%) ictiose difusa; um (2,3%) lesões purpúricas. Epidermotropismo ou exocitose de linfócitos foi observado em 25 pacientes (62,5%) e microabscessos de Pautrier em três (7,5%) pacientes. Quatro pacientes (10,0%) apresentaram acometimento subcutâneo, dois (5%) foliculotropismo, dois (5,0%) angiocentrismo e um (2,5%) acometimento perineural. Dez pacientes (25,0%) apresentavam padrão liquenoide. Trinta e quatro pacientes (77,3%) apresentaram desidrogenase láctica (DHL) aumentada; 20 (45,5%) linfocitose; sete (15,9%) flower cells no sangue periférico; seis (14,6%) hipercalcemia; cinco (11,4%) hipoalbuminemia. A beta-2-microglobulina estava aumentada em todos os 24 casos em que foi investigada. A imunofenotipagem do sangue periférico demonstrou um aumento na população CD4+ com uma relação CD4/CD8 mediana de 8,5; 11 pacientes (42,31%) tiveram perda de CD2630%; oito (22,2%) perda de CD740%. Foi observada população monoclonal de linfócitos T no sangue de 23 pacientes (76,7%) e na pele de 19 pacientes (76,0%). Vinte e quatro pacientes (54,5%) faleceram. A mediana da sobrevida global foi de 32,3 meses. As formas aguda, crônica favorável e crônica desfavorável tiveram piores prognósticos, com medianas de sobrevida de 14,7 meses, 29,6 meses e 40,2 meses, respectivamente (p=0,0011). CONCLUSÃO: Descrevemos uma grande coorte brasileira de pacientes com ATLL e lesões cutâneas específicas. A ATLL é uma doença rara e agressiva. A descrição dos dados clínicos, patológicos, laboratoriais e evolutivos, bem como os fatores associados à pior sobrevida, é essencial para prestar um melhor atendimento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O vírus é endêmico em algumas regiões do mundo, mas com o aumento dos fenômenos migratórios, casos de ATLL têm sido descritos em áreas não endêmicas, destacando a necessidade de um alerta a todos os dermatologistas |
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Caracterização demográfica, clínica, histopatológica, imunopatológica, molecular, laboratorial e evolutiva em indivíduos apresentando leucemia/ linfoma de células T do adulto com lesões cutâneas específicasDemographic, clinical, histopathological, immunopathological, molecular, laboratory and evolutionary characterization in individuals presenting adult T-cell leukemia/lymphoma with specific skin lesionsAdult T-cell leukemia-lymphomaCutaneous T-cell lymphomaHTLV-1HTLV-1HTLV-1 InfectionsInfecções por HTLV-1Leucemia-linfoma de células T do adultoLinfoma cutâneo de células TINTRODUÇÃO: O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1, Human T Lymphotropic Virus-1) é um retrovírus endêmico em alguns países do mundo, incluindo regiões do Brasil. A infecção pelo HTLV-1 é responsável pelo desenvolvimento da leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL Adult T-cell Leukemia/Lymphoma), doença caracterizada pela proliferação neoplásica de linfócitos T CD4+ que acomete cerca de 1-5% dos portadores do vírus, em média 20 anos após a persistência viral. O acometimento dermatológico é frequente e ocorre em 40-70% dos casos, podendo apresentar alterações cutâneas específicas ou inespecíficas. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional de coorte retrospectivo a partir de banco de dados e prontuários médicos de pacientes diagnosticados com ATLL no ambulatório de linfomas cutâneos da Divisão de Clínica Dermatológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, entre 1989 e 2023. RESULTADOS: Foram analisados 44 pacientes, 24 do sexo feminino (54,5%) e 20 do sexo masculino (45,5%). A mediana de idade ao diagnóstico foi de 59,4 anos. A classificação dos pacientes ao diagnóstico quanto aos subtipos foi: 30 pacientes (68,2%) com a forma crônica (70% desfavorável, 30% favorável), sete (15,9%) com a forma smoldering, cinco (11,4%) com a forma aguda, um (2,3%) com a forma linfomatosa e um (2,3%) com a forma tumoral cutânea primária. Em relação às lesões cutâneas, 17 (38,6%) apresentavam placas; 15 (34,1%) lesões nodulotumorais; 10 (22,7%) pápulas; nove (20,5%) eritrodermia; sete (15,9%) patches; dois (4,5%) ictiose difusa; um (2,3%) lesões purpúricas. Epidermotropismo ou exocitose de linfócitos foi observado em 25 pacientes (62,5%) e microabscessos de Pautrier em três (7,5%) pacientes. Quatro pacientes (10,0%) apresentaram acometimento subcutâneo, dois (5%) foliculotropismo, dois (5,0%) angiocentrismo e um (2,5%) acometimento perineural. Dez pacientes (25,0%) apresentavam padrão liquenoide. Trinta e quatro pacientes (77,3%) apresentaram desidrogenase láctica (DHL) aumentada; 20 (45,5%) linfocitose; sete (15,9%) flower cells no sangue periférico; seis (14,6%) hipercalcemia; cinco (11,4%) hipoalbuminemia. A beta-2-microglobulina estava aumentada em todos os 24 casos em que foi investigada. A imunofenotipagem do sangue periférico demonstrou um aumento na população CD4+ com uma relação CD4/CD8 mediana de 8,5; 11 pacientes (42,31%) tiveram perda de CD2630%; oito (22,2%) perda de CD740%. Foi observada população monoclonal de linfócitos T no sangue de 23 pacientes (76,7%) e na pele de 19 pacientes (76,0%). Vinte e quatro pacientes (54,5%) faleceram. A mediana da sobrevida global foi de 32,3 meses. As formas aguda, crônica favorável e crônica desfavorável tiveram piores prognósticos, com medianas de sobrevida de 14,7 meses, 29,6 meses e 40,2 meses, respectivamente (p=0,0011). CONCLUSÃO: Descrevemos uma grande coorte brasileira de pacientes com ATLL e lesões cutâneas específicas. A ATLL é uma doença rara e agressiva. A descrição dos dados clínicos, patológicos, laboratoriais e evolutivos, bem como os fatores associados à pior sobrevida, é essencial para prestar um melhor atendimento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O vírus é endêmico em algumas regiões do mundo, mas com o aumento dos fenômenos migratórios, casos de ATLL têm sido descritos em áreas não endêmicas, destacando a necessidade de um alerta a todos os dermatologistasINTRODUCTION: Human T-lymphotropic virus type 1 (HTLV-1) is an endemic retrovirus in some countries of the world, including regions of Brazil. HTLV-1 infection is the etiological agent of adult T-cell leukemia-lymphoma (ATLL), a rare and aggressive cancer characterized by neoplastic proliferation of CD4+ T lymphocytes. ATLL affects about 1-5% of virus carriers, on average 20 years after viral persistence. Dermatological involvement is frequent and occurs in 40-70% of cases, and may present with specific or non-specific skin changes. The diagnosis is based on clinicopathologic correlation, immunophenotypic alterations, and positive HTLV-1 serology, and there are few therapeutic options for the disease so far. METHODS: This is an observational retrospective cohort study based on database and medical records of patients diagnosed with ATLL between 1989 and 2023 followed in the Cutaneous Lymphomas Outpatient Clinic from the Division of Clinical Dermatology, Clinics Hospital, University of São Paulo Medical School and in the Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Demographic, clinical, histopathological, immunopathological, molecular, and laboratory data were collected referring to the moment of diagnosis. Treatments during follow-up and the evolution of the condition over time were analyzed. Survival curves using the Kaplan-Meier method were analyzed with the log-rank test, and factors associated with poorer survival were compared with univariate and multivariate analyses by the Cox proportional hazards model. RESULTS: Forty-four patients were analyzed, 24 females (54,5%), and 20 males (45,5%). The median age at diagnosis was 59,4 years. Classification at diagnosis was: 30 (68,2%) chronic (70% unfavorable, 30% favorable), seven (15,9%) smoldering, five (11,4%) acute, one (2,3%) lymphomatous and one (2,3%) primary cutaneous tumoral. Regarding skin lesions, 17 (38,6%) had plaques; 15 (34,1%) nodules/tumors; 10 (22,7%) papules; 9 (20,5%) erythroderma; seven (15,9%) patches; two (4,5%) diffuse ichthyosis; one (2,3%) purpuric lesions. Epidermotropism or lymphocyte exocytosis was observed in 25 patients (62,5%) and Pautrier microabscesses in three (7,5%) patients. Four patients (10,0%) had subcutaneous involvement, two (5%) folliculotropism, two (5,0%) angiocentrism, and one (2,5%) perineural involvement. Ten patients (25,0%) presented a lichenoid pattern. Thirty-four patients (77,3%) had increased lactate dehydrogenase (LDH); 20 (45,5%) lymphocytosis; seven (15,9%) flower cells in peripheral blood; six (14,6%) hypercalcemia; five (11,4%) hypoalbuminemia. Beta-2 microglobulin was increased in all 24 cases in which it was investigated. Peripheral blood immunophenotyping demonstrated an increase in the CD4+ population with a median CD4/CD8 ratio of 8.5; 11 patients (42,31%) had CD26 loss30%; eight (22,2%) CD7 loss40%. A monoclonal population of T lymphocytes was observed in the blood of 23 patients (76,7%) and in the skin of 19 patients (76,0%). Twenty four patients (54,5%) died. Median overall survival was 32.3 months. Acute, favorable, and unfavorable chronic forms had worse prognoses, with median survival rates of 14,7 months, 29,6 months, and 40,2 months, respectively (p=0.0011). CONCLUSION: We described a large Brazilian cohort of ATLL patients with cutaneous involvement. ATLL is a rare and aggressive disease. Description of clinical, pathologic, laboratory, and follow-up data, together with factors associated with poorer survival is essential to provide better care and to improve the quality of life of these patients. The virus is endemic in some parts of the world, but with the increase in migration, ATLL cases have been described in non-endemic areas, highlighting the need for an alert to all dermatologistsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMiyashiro, Denis RicardoValente, Mariana De Freitas2024-11-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-26052025-103336/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-27T19:42:02Zoai:teses.usp.br:tde-26052025-103336Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-27T19:42:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Caracterização demográfica, clínica, histopatológica, imunopatológica, molecular, laboratorial e evolutiva em indivíduos apresentando leucemia/ linfoma de células T do adulto com lesões cutâneas específicas Valente, Mariana De Freitas Adult T-cell leukemia-lymphoma Cutaneous T-cell lymphoma HTLV-1 HTLV-1 HTLV-1 Infections Infecções por HTLV-1 Leucemia-linfoma de células T do adulto Linfoma cutâneo de células T |
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INTRODUÇÃO: O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1, Human T Lymphotropic Virus-1) é um retrovírus endêmico em alguns países do mundo, incluindo regiões do Brasil. A infecção pelo HTLV-1 é responsável pelo desenvolvimento da leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL Adult T-cell Leukemia/Lymphoma), doença caracterizada pela proliferação neoplásica de linfócitos T CD4+ que acomete cerca de 1-5% dos portadores do vírus, em média 20 anos após a persistência viral. O acometimento dermatológico é frequente e ocorre em 40-70% dos casos, podendo apresentar alterações cutâneas específicas ou inespecíficas. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional de coorte retrospectivo a partir de banco de dados e prontuários médicos de pacientes diagnosticados com ATLL no ambulatório de linfomas cutâneos da Divisão de Clínica Dermatológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, entre 1989 e 2023. RESULTADOS: Foram analisados 44 pacientes, 24 do sexo feminino (54,5%) e 20 do sexo masculino (45,5%). A mediana de idade ao diagnóstico foi de 59,4 anos. A classificação dos pacientes ao diagnóstico quanto aos subtipos foi: 30 pacientes (68,2%) com a forma crônica (70% desfavorável, 30% favorável), sete (15,9%) com a forma smoldering, cinco (11,4%) com a forma aguda, um (2,3%) com a forma linfomatosa e um (2,3%) com a forma tumoral cutânea primária. Em relação às lesões cutâneas, 17 (38,6%) apresentavam placas; 15 (34,1%) lesões nodulotumorais; 10 (22,7%) pápulas; nove (20,5%) eritrodermia; sete (15,9%) patches; dois (4,5%) ictiose difusa; um (2,3%) lesões purpúricas. Epidermotropismo ou exocitose de linfócitos foi observado em 25 pacientes (62,5%) e microabscessos de Pautrier em três (7,5%) pacientes. Quatro pacientes (10,0%) apresentaram acometimento subcutâneo, dois (5%) foliculotropismo, dois (5,0%) angiocentrismo e um (2,5%) acometimento perineural. Dez pacientes (25,0%) apresentavam padrão liquenoide. Trinta e quatro pacientes (77,3%) apresentaram desidrogenase láctica (DHL) aumentada; 20 (45,5%) linfocitose; sete (15,9%) flower cells no sangue periférico; seis (14,6%) hipercalcemia; cinco (11,4%) hipoalbuminemia. A beta-2-microglobulina estava aumentada em todos os 24 casos em que foi investigada. A imunofenotipagem do sangue periférico demonstrou um aumento na população CD4+ com uma relação CD4/CD8 mediana de 8,5; 11 pacientes (42,31%) tiveram perda de CD2630%; oito (22,2%) perda de CD740%. Foi observada população monoclonal de linfócitos T no sangue de 23 pacientes (76,7%) e na pele de 19 pacientes (76,0%). Vinte e quatro pacientes (54,5%) faleceram. A mediana da sobrevida global foi de 32,3 meses. As formas aguda, crônica favorável e crônica desfavorável tiveram piores prognósticos, com medianas de sobrevida de 14,7 meses, 29,6 meses e 40,2 meses, respectivamente (p=0,0011). CONCLUSÃO: Descrevemos uma grande coorte brasileira de pacientes com ATLL e lesões cutâneas específicas. A ATLL é uma doença rara e agressiva. A descrição dos dados clínicos, patológicos, laboratoriais e evolutivos, bem como os fatores associados à pior sobrevida, é essencial para prestar um melhor atendimento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O vírus é endêmico em algumas regiões do mundo, mas com o aumento dos fenômenos migratórios, casos de ATLL têm sido descritos em áreas não endêmicas, destacando a necessidade de um alerta a todos os dermatologistas |
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