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Mulheres invisíveis: a realidade social e jurídica de mulheres africanas na penitenciária feminina da capital de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Jesus, Cleude de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-05022025-200003/
Resumo: A população negra, ao redor do globo terrestre, tem sido expropriada – de diversas maneiras – pelo sistema capitalista, além de mantida como alicerce para a manutenção dos privilégios de grupos hegemônicos, em particular, aqueles informados pela branquitude. A indústria do encarceramento é um projeto compartilhado por todas as sociedades que têm a escravização como esteio. Ao cumprir com o objetivo de analisar a situação social e jurídica das mulheres africanas que cumprem pena na cidade de São Paulo, a pesquisa lança luz sobre uma situação ignorada pelo sistema político, jurídico, social e acadêmico. Baseando-se em uma metodologia de revisão da literatura específica sobre o tema, ao lado da análise de dados empíricos de pesquisas, realizadas pelos canais oficiais, por veículos de comunicação e por pesquisas acadêmicas, foi possível apresentar um panorama de violação de direitos humanos no interior de estabelecimentos penais. O ensaio de uma resposta ao problema se deu a partir da descrição crítica sobre o processo inquisitorial e processual penal, começando pela discricionariedade que acompanha todo o processo; desde a abordagem policial, passando pelo sistema judiciário e continuando no cumprimento da pena. As interseccionalidades determinam o viver das mulheres negras que, antecipadamente, são acusadas ou apontadas como pessoas em conflito com a lei. Embora a legislação seja garantista, embora a constituição seja cidadã, as mulheres africanas aprisionadas em solo brasileiro são tratadas como um novo subgrupo e cuja humanidade está longe de ser reconhecida. As crises econômicas, aliadas às crises políticas regionais, bem como a falta de estrutura social governamental, encurralam aquelas mulheres, que, em muitos casos, são vítimas do tráfico de pessoas, sendo retiradas de forma abrupta dos seus núcleos familiares, vivenciando toda sorte de humilhações, privações e sofrimentos. Racializar os números, racializar as vivências, racializar as experiências das mulheres é um mecanismo estratégico para a denúncia de um sistema perverso, racista e sexista
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Baseando-se em uma metodologia de revisão da literatura específica sobre o tema, ao lado da análise de dados empíricos de pesquisas, realizadas pelos canais oficiais, por veículos de comunicação e por pesquisas acadêmicas, foi possível apresentar um panorama de violação de direitos humanos no interior de estabelecimentos penais. O ensaio de uma resposta ao problema se deu a partir da descrição crítica sobre o processo inquisitorial e processual penal, começando pela discricionariedade que acompanha todo o processo; desde a abordagem policial, passando pelo sistema judiciário e continuando no cumprimento da pena. As interseccionalidades determinam o viver das mulheres negras que, antecipadamente, são acusadas ou apontadas como pessoas em conflito com a lei. Embora a legislação seja garantista, embora a constituição seja cidadã, as mulheres africanas aprisionadas em solo brasileiro são tratadas como um novo subgrupo e cuja humanidade está longe de ser reconhecida. As crises econômicas, aliadas às crises políticas regionais, bem como a falta de estrutura social governamental, encurralam aquelas mulheres, que, em muitos casos, são vítimas do tráfico de pessoas, sendo retiradas de forma abrupta dos seus núcleos familiares, vivenciando toda sorte de humilhações, privações e sofrimentos. Racializar os números, racializar as vivências, racializar as experiências das mulheres é um mecanismo estratégico para a denúncia de um sistema perverso, racista e sexistaThe black population, around the globe, has been expropriated – in various ways – by the capitalist system, in addition to being maintained as a foundation for maintaining the privileges of hegemonic groups, in particular, those informed by whiteness. The incarceration industry is a project shared by all societies that have slavery as their mainstay. By fulfilling the objective of analyzing the social and legal situation of African women serving sentences in the city of São Paulo, the research sheds light on a situation ignored by the political, legal, social and academic system. Based on a specific literature review methodology on the topic, alongside the analysis of empirical data from research carried out through official channels, media outlets and academic research, it was possible to present an overview of human rights violations in the inside penal establishments. The rehearsal of a response to the problem was based on a critical description of the inquisitorial and criminal procedural process, starting with the discretion that accompanies the entire process; from the police approach, through the judicial system and continuing with the sentence. Intersectionalities determine the lives of black women who, in advance, are accused or identified as people in conflict with the law. Although the legislation is guarantor, although the constitution is citizenship, African women imprisoned on Brazilian soil are treated as a new subgroup whose humanity is far from being recognized. Economic crises, combined with regional political crises, as well as the lack of governmental social structure, trap those women, who, in many cases, are victims of human trafficking, being abruptly removed from their families, experiencing all sorts of humiliations, deprivations and suffering. Racializing numbers, racializing experiences, racializing women\'s experiences is a strategic mechanism for denouncing a perverse, racist and sexist systemBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRibeiro, Maria Angelica SouzaJesus, Cleude de2024-09-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-05022025-200003/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-05T22:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-05022025-200003Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-05T22:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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