Vesículas extracelulares como mediadoras da quimiorresistência adquirida e da resposta imunológica em câncer de mama
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17147/tde-24062025-104008/ |
Resumo: | O câncer de mama é uma das principais causas de mortes por câncer em mulheres em todo o mundo, representando um significativo problema de saúde público. As abordagens terapêuticas disponíveis, como cirurgias, imunoterapia e quimioterapia, têm sido eficazes no combate ao combate ao câncer de mama, mas a resistência adquirida dos tumores durante o tratamento permanece como uma das principais causas de falha terapêutica e mortalidade. Um dos mecanismos subjacentes à quimiorresistência adquirida envolve a comunicação intercelular mediada por vesículas extracelulares (VEs), que podem transportar substâncias, como transportadores de efluxo e miRNAs, capazes de promover a sobrevivência de células inicialmente sensíveis aos agentes quimioterápicos. Neste estudo, investigamos as alterações na transcrição gênica de células sensíveis ao tratamento, induzidas pelas VEs derivadas de linhagens de câncer de mama resistentes ao tamoxifeno e à doxorrubicina. O objetivo foi compreender como essas modificações genéticas podem promover a quimiorresistência adquirida, inibir apoptose e aumentar a viabilidade celular. Nossos resultados sugerem que a quimiorresistência adquirida está fortemente associada à capacidade das VEs derivadas de células resistentes de aumentar a expressão de genes relacionados a diferentes classes de transportadores de efluxo. Esses transportadores estão diretamente envolvidos na melhoraria da sobrevivência e viabilidade das células sensíveis, previamente expostas às VEs resistentes, antes da administração dos fármacos. Adicionalmente, observamos que as VEs liberadas por células resistentes reduziram a expressão de genes relacionados ao sistema imunológico, o que pode favorecer a evasão da vigilância imunológica e bloquear os mecanismos de morte celular nas células tumorais sensíveis. Para aprofundar essa análise, estimulamos macrófagos humanos com as VEs derivadas de células resistentes, com o objetivo de explorar o impacto dessas vesículas na modulação da resposta imune. Os dados indicaram que macrófagos expostos às VEs de células tumorais quimiorresistentes apresentaram um perfil de secreção de citocinas pró-inflamatórias, um fenômeno que pode ser explorado no desenvolvimento de novas estratégias imunoterapêuticas. Este estudo é pioneiro na análise do transcriptoma de células sensíveis ao tratamento expostas às VEs de células resistentes, fornecendo novas evidências de que as VEs desempenham um papel fundamental na indução da quimiorresistência adquirida. Elas modulam uma série de processos celulares, contribuindo para o desenvolvimento da resistência terapêutica e abrindo novas possibilidades para intervenções terapêuticas inovadoras. |
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Vesículas extracelulares como mediadoras da quimiorresistência adquirida e da resposta imunológica em câncer de mamaExtracellular vesicles as mediators of acquired chemoresistance and immune response in breast cancerBreast cancerCâncer de mamaDrug resistanceExtracellular vesiclesImmunomodulationModulação imuneQuimiorresistênciaTranscriptomaTranscriptomeVesículas extracelularesO câncer de mama é uma das principais causas de mortes por câncer em mulheres em todo o mundo, representando um significativo problema de saúde público. As abordagens terapêuticas disponíveis, como cirurgias, imunoterapia e quimioterapia, têm sido eficazes no combate ao combate ao câncer de mama, mas a resistência adquirida dos tumores durante o tratamento permanece como uma das principais causas de falha terapêutica e mortalidade. Um dos mecanismos subjacentes à quimiorresistência adquirida envolve a comunicação intercelular mediada por vesículas extracelulares (VEs), que podem transportar substâncias, como transportadores de efluxo e miRNAs, capazes de promover a sobrevivência de células inicialmente sensíveis aos agentes quimioterápicos. Neste estudo, investigamos as alterações na transcrição gênica de células sensíveis ao tratamento, induzidas pelas VEs derivadas de linhagens de câncer de mama resistentes ao tamoxifeno e à doxorrubicina. O objetivo foi compreender como essas modificações genéticas podem promover a quimiorresistência adquirida, inibir apoptose e aumentar a viabilidade celular. Nossos resultados sugerem que a quimiorresistência adquirida está fortemente associada à capacidade das VEs derivadas de células resistentes de aumentar a expressão de genes relacionados a diferentes classes de transportadores de efluxo. Esses transportadores estão diretamente envolvidos na melhoraria da sobrevivência e viabilidade das células sensíveis, previamente expostas às VEs resistentes, antes da administração dos fármacos. Adicionalmente, observamos que as VEs liberadas por células resistentes reduziram a expressão de genes relacionados ao sistema imunológico, o que pode favorecer a evasão da vigilância imunológica e bloquear os mecanismos de morte celular nas células tumorais sensíveis. Para aprofundar essa análise, estimulamos macrófagos humanos com as VEs derivadas de células resistentes, com o objetivo de explorar o impacto dessas vesículas na modulação da resposta imune. Os dados indicaram que macrófagos expostos às VEs de células tumorais quimiorresistentes apresentaram um perfil de secreção de citocinas pró-inflamatórias, um fenômeno que pode ser explorado no desenvolvimento de novas estratégias imunoterapêuticas. Este estudo é pioneiro na análise do transcriptoma de células sensíveis ao tratamento expostas às VEs de células resistentes, fornecendo novas evidências de que as VEs desempenham um papel fundamental na indução da quimiorresistência adquirida. Elas modulam uma série de processos celulares, contribuindo para o desenvolvimento da resistência terapêutica e abrindo novas possibilidades para intervenções terapêuticas inovadoras.Breast cancer remains one of the leading causes of cancer-related deaths among women worldwide, posing a significant public health challenge. While current therapeutic approaches, including surgery, immunotherapy, and chemotherapy, have proven effective in combating breast cancer, the development of acquired tumor resistance during treatment continues to be a major factor contributing to treatment failure and patient mortality. One of the key mechanisms driving acquired chemoresistance involves intercellular communication mediated by extracellular vesicles (EVs). These vesicles transport molecular components, such as efflux transporters and miRNAs, which can promote the survival of cells initially sensitive to chemotherapeutic agents. In this study, we explored changes in gene transcription in sensitive breast cancer cells following exposure to EVs derived from tamoxifen- and doxorubicin-resistant cell lines. Our primary objective was to elucidate how these transcriptomic alterations contribute to acquired chemoresistance, apoptosis inhibition, and increased cell viability in sensitive cells after coculture with EVs from resistant cells. Our findings reveal that acquired chemoresistance is closely linked to the ability of resistant-derived EVs to upregulate genes associated with various classes of efflux transporters. These transporters play a direct role in enhancing the survival and viability of sensitive cells pre-exposed to resistant EVs prior to drug treatment. Furthermore, we observed that EVs from resistant cells downregulated genes related to the immune system, potentially facilitating immune evasion and blocking cell death mechanisms in sensitive tumor cells. To deep end this analysis, we exposed human macrophages to EVs derived from resistant cells to investigate their impact on immune response modulation. The results demonstrated that macrophages treated with these EVs exhibited a pro-inflammatory cytokine secretion profile, a phenomenon that could be leveraged in the development of novel immunotherapeutic strategies to overcome drug resistance. This study represents a pioneering effort in analyzing the transcriptome of treatment-sensitive cells exposed to EVs from resistant cells. It provides compelling evidence that EVs play a pivotal role in the process of acquired chemoresistance by modulating a range of cellular processes. These findings enhance our understanding of resistance mechanisms and open new avenues for innovative therapeutic interventions at combating breast cancer.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlmeida, Fausto Bruno dos ReisSantos, Patrick Wellington da Silva dos2025-03-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17147/tde-24062025-104008/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-05T18:35:02Zoai:teses.usp.br:tde-24062025-104008Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-05T18:35:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O câncer de mama é uma das principais causas de mortes por câncer em mulheres em todo o mundo, representando um significativo problema de saúde público. As abordagens terapêuticas disponíveis, como cirurgias, imunoterapia e quimioterapia, têm sido eficazes no combate ao combate ao câncer de mama, mas a resistência adquirida dos tumores durante o tratamento permanece como uma das principais causas de falha terapêutica e mortalidade. Um dos mecanismos subjacentes à quimiorresistência adquirida envolve a comunicação intercelular mediada por vesículas extracelulares (VEs), que podem transportar substâncias, como transportadores de efluxo e miRNAs, capazes de promover a sobrevivência de células inicialmente sensíveis aos agentes quimioterápicos. Neste estudo, investigamos as alterações na transcrição gênica de células sensíveis ao tratamento, induzidas pelas VEs derivadas de linhagens de câncer de mama resistentes ao tamoxifeno e à doxorrubicina. O objetivo foi compreender como essas modificações genéticas podem promover a quimiorresistência adquirida, inibir apoptose e aumentar a viabilidade celular. Nossos resultados sugerem que a quimiorresistência adquirida está fortemente associada à capacidade das VEs derivadas de células resistentes de aumentar a expressão de genes relacionados a diferentes classes de transportadores de efluxo. Esses transportadores estão diretamente envolvidos na melhoraria da sobrevivência e viabilidade das células sensíveis, previamente expostas às VEs resistentes, antes da administração dos fármacos. Adicionalmente, observamos que as VEs liberadas por células resistentes reduziram a expressão de genes relacionados ao sistema imunológico, o que pode favorecer a evasão da vigilância imunológica e bloquear os mecanismos de morte celular nas células tumorais sensíveis. Para aprofundar essa análise, estimulamos macrófagos humanos com as VEs derivadas de células resistentes, com o objetivo de explorar o impacto dessas vesículas na modulação da resposta imune. Os dados indicaram que macrófagos expostos às VEs de células tumorais quimiorresistentes apresentaram um perfil de secreção de citocinas pró-inflamatórias, um fenômeno que pode ser explorado no desenvolvimento de novas estratégias imunoterapêuticas. Este estudo é pioneiro na análise do transcriptoma de células sensíveis ao tratamento expostas às VEs de células resistentes, fornecendo novas evidências de que as VEs desempenham um papel fundamental na indução da quimiorresistência adquirida. Elas modulam uma série de processos celulares, contribuindo para o desenvolvimento da resistência terapêutica e abrindo novas possibilidades para intervenções terapêuticas inovadoras. |
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