Papel dos receptores Toll-like na gênese da resposta inflamatória local e sistêmica na sepse experimental

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Alves Filho, José Carlos Farias
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-10102025-164513/
Resumo: Falência da migração de neutrófilos para o foco infeccioso é observada na sepse grave induzida por diferentes modelos experimentais. Sabe-se que há uma correlação positiva entre a falência da migração de neutrófilos, aumento dos níveis séricos de citocinas, bacteremia e aumento da mortalidade dos animais. Este comprometimento da migração de neutrófilos parece ser causado pela liberação sistêmica de citocinas, devido à entrada e reconhecimento dos microorganismos ou de seus produtos na circulação. Um dos maiores avanços no entendimento dos eventos iniciais no reconhecimento microbiano foi à identificação dos receptores Toll-like (TLRs). Nosso estudo abordou o papel dos receptores Toll-like no desenvolvimento da resposta inflamatória local e sistêmica. Identificamos que a sinalização dos TLRs via MyD88 é fundamental para montar uma eficiente resposta inflamatória local contra os microorganismos patogênicos. No entanto, em situações onde existem diferentes ligantes dos TLRs, a ativação de um dos receptores é suficiente para desencadear a resposta local. Por outro lado, a ativação sistêmica dos receptores TLR2 e TLR4 é responsável pelos efeitos sistêmicos deletérios observados na sepse grave. Observamos que a ativação do TLR2 e TLR4 é capaz de dessensibilizar o receptor quimiotático CXCR2 em neutrófilos circulantes e, assim, inibir a migração de neutrófilos para o foco infeccioso. Curiosamente, a falta de um dos dois receptores é suficiente para prevenir os efeitos deletérios. Estes dados sugerem que há uma cooperação entre TLR2 e TLR4 no desenvolvimento da falência da migração de neutrófilos e, conseqüente, da resposta inflamatória sistémica durante a sepse polimicrobiana letal.
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