MIneralização biomimética in vivo e in vitro de matrizes de colágeno aniônico: modelo de biomineralização

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Goissis, Silvana Vargas da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-16032026-155552/
Resumo: Matrizes de colágeno aniônico preparado por hidrólise seletiva de grupos carboxamidas de resíduos de Asparagina e Glutamina são mineralizadas in vivo sem resposta inflamatória, biodegradação ou absorção, com depósito de fosfato de cálcio cuja morfologia é similar à periodicidade D encontrada na organização fibrilar do colágeno do tipo I. A mineralização in vitro do mesmo material resulta também na deposição de fases minerais com morfologia similar, apontando que a hidrólise seletiva desses grupos carboxamidas introduz na matriz sinal para a mineralização do colágeno do tipo I o qual só é mineralizado in vivo, no Tecido Ósseo ou sob condições patológicas. Avaliação de micrografia de microscopia eletrônica de transmissão indica que a hidrólise das amidas ocorre na interface Overlap:Gap em virtude das reduções nas distâncias interbandas dessas regiões. A ausência da reação inflamatória sugere, para esse tipo de colágeno, um comportamento biomimético e como consequência seu uso em potencial para a reconstrução de Tecido Ósseo. Com base nestes resultados, na análise da composição química da sequência primária das cadeias α1 e α2 da estrutura microfibrilar, principalmente dos aminoácidos básicos, ácidos, Asparagina e Glutamina é proposto um modelo para mineralização do colágeno do tipo I, similar àquele que ocorre na dentina e na formação de cristais de oxalato de cálcio presentes nos cálculos renais. O conhecimento deste mecanismo está relacionado com a abertura de possibilidades para o tratamento de patologias que incluem a formação de placas na aterosclerose, calcificação de válvula cardíaca e osteoporose.
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