Perfil epidemiológico e fatores associados à adesão ao tratamento, qualidade de vida relacionada à saúde e controle metabólico de pessoas idosas com diabetes mellitus
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Objetivo: analisar o perfil epidemiológico e fatores associados à adesão ao tratamento medicamentoso, à qualidade de vida relacionada à saúde e ao controle metabólico de pessoas idosas com Diabetes Mellitus 2. Material e Método: foi realizado um estudo epidemiológico transversal, em um município de São Paulo, Brasil, em 2022. Participaram do estudo pessoas idosas com Diabetes Mellitus tipo 2, em tratamento medicamentoso. Foram avaliadas características sociodemográficas, clínicas, hábitos de vida e aspectos do tratamento. A adesão ao tratamento medicamentoso foi mensurada pelos instrumentos Medida de Adesão aos Tratamentos, e a qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada pelo SF-36v2. Além disso, foram analisados parâmetros de controle metabólico. A análise de dados incluiu estatística descritiva e bivariada, com um nível de significância de 5%. Resultados: participaram do estudo 264 pessoas idosas, sendo 70,5% do sexo feminino, com idade média de 70,23 anos. Quanto à cor de pele, 64,8% se autodeclararam de cor de pele branca e 47,7% eram casados/amasiados. O tempo médio de escolaridade foi de 4,57 e 95,1% estavam aposentados/pensionistas ou trabalhavam sem remuneração. A maior parte compartilhava a residência com outras pessoas (79,9%), e apresentava uma renda mensal familiar média de R$ 2.139,46. O tempo médio de diagnóstico de DM foi de 11,91 anos. A maioria (75%) apresentou PAS alterada, 56,1% na categoria sobrepeso. As complicações crônicas cardiovasculares do DM2 teve maior frequência (13,3%), e HAS foi a comorbidade mais prevalente (92%). O uso de antidiabético oral foi referido por 95,1% das pessoas idosas, por 10,69 anos e a classe terapêutica referida pela maioria foi a das Biguanidas (56,6%). Em relação à insulina, 24,6% referiram uso, por 7,75 anos e o tipo mais utilizado foi a NPH (83,1%). A maioria não realiza dieta (52,3%) e atividade física (81,1%) e não utiliza remédios caseiros ou chás (84,8%). Muitos nunca participaram de grupos de orientação sobre a doença (84,8%). Além disso, a maior parte nunca fumou (48,1%), não consome bebidas alcoólicas (83,3%), não possui atividades de lazer (67,8%), referem possuir crença religiosa (96,6%). A adesão ao tratamento medicamentoso foi de 80,9% para antidiabéticos orais e 87,7% para insulina. Na qualidade de vida relacionada à saúde, houve maior comprometimento do domínio dor (59,40) e melhor escore nos aspectos emocionais (88,57). Os resultados metabólicos mostraram valores médios da glicemia de jejum de 151,71mg/dl, a HbA1c de 7,96%, o colesterol total de 199,11 mg/dl, o triglicerídeos de 169,20 mg/dl, o HDL de 50,15 mg/dl e o LDL de 115,50 mg/dl. A adesão ao tratamento ao antidiabético oral foi correlacionada com idade, remédio caseiro, tabagismo, bebida alcoólica, com os domínios da qualidade de vida, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade e saúde mental e os exames de colesterol total e HDL; e a adesão ao tratamento à insulina e circunferência abdominal, atividade de lazer, glicemia plasmática de jejum, hemoglobina glicada e LDL. Os domínios da qualidade de vida relacionada à saúde também apresentaram correlações com as variáveis: capacidade funcional com sexo, idade, escolaridade, renda mensal familiar, pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, circunferência abdominal, outras doenças, dieta, atividade física, bebida alcoólica e atividades de lazer; entre o domínio aspectos físicos com cor da pele, pressão arterial diastólica e complicações renais; entre o domínio estado geral de saúde com idade e hemoglobina glicada; entre o domínio os aspectos emocionais e idade, cor da pele, pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, obesidade e outras doenças e entre o domínio saúde mental com sexo, idade, renda mensal familiar, pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, dieta, remédio caseiro, tabagismo, colesterol total, LDL e triglicerídeos. As variáveis dos exames de controle metabólico também apresentaram correlações significativas: glicemia plasmática de jejum com idade, tempo de diagnóstico e complicações cardiovasculares; hemoglobina glicada com escolaridade, tempo de diagnóstico, pressão arterial sistólica e índice de massa corporal; colesterol total com sexo, cor da pele, escolaridade, renda mensal familiar, tempo de diagnóstico, pressão arterial sistólica, circunferência abdominal, complicações cardiovasculares, dislipidemia, atividade física e tabagismo; triglicerídeos com dislipidemia; HDL com sexo, renda mensal familiar, índice de massa corporal e circunferência abdominal; e LDL com sexo, renda mensal familiar, residir sozinho, complicações cardiovasculares, atividade física e tabagismo. Conclusão: os aspectos epidemiológicos são fundamentais para identificar grupos vulneráveis e, em conjunto com a adesão ao tratamento medicamentoso, são cruciais para melhorar a qualidade de vida e o controle metabólico e a prevenção das complicações do Diabetes Mellitus. |
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Perfil epidemiológico e fatores associados à adesão ao tratamento, qualidade de vida relacionada à saúde e controle metabólico de pessoas idosas com diabetes mellitusEpidemiological profile and factors associated with treatment adherence, health-related quality of life, and metabolic control in older adults with diabetes mellitusAdesão ao tratamentoAgedDiabetes mellitusDiabetes mellitusEpidemiologiaEpidemiologyIdosoQualidade de vidaQuality of lifeTreatment adherence and complianceObjetivo: analisar o perfil epidemiológico e fatores associados à adesão ao tratamento medicamentoso, à qualidade de vida relacionada à saúde e ao controle metabólico de pessoas idosas com Diabetes Mellitus 2. Material e Método: foi realizado um estudo epidemiológico transversal, em um município de São Paulo, Brasil, em 2022. Participaram do estudo pessoas idosas com Diabetes Mellitus tipo 2, em tratamento medicamentoso. Foram avaliadas características sociodemográficas, clínicas, hábitos de vida e aspectos do tratamento. A adesão ao tratamento medicamentoso foi mensurada pelos instrumentos Medida de Adesão aos Tratamentos, e a qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada pelo SF-36v2. Além disso, foram analisados parâmetros de controle metabólico. A análise de dados incluiu estatística descritiva e bivariada, com um nível de significância de 5%. Resultados: participaram do estudo 264 pessoas idosas, sendo 70,5% do sexo feminino, com idade média de 70,23 anos. Quanto à cor de pele, 64,8% se autodeclararam de cor de pele branca e 47,7% eram casados/amasiados. O tempo médio de escolaridade foi de 4,57 e 95,1% estavam aposentados/pensionistas ou trabalhavam sem remuneração. A maior parte compartilhava a residência com outras pessoas (79,9%), e apresentava uma renda mensal familiar média de R$ 2.139,46. O tempo médio de diagnóstico de DM foi de 11,91 anos. A maioria (75%) apresentou PAS alterada, 56,1% na categoria sobrepeso. As complicações crônicas cardiovasculares do DM2 teve maior frequência (13,3%), e HAS foi a comorbidade mais prevalente (92%). O uso de antidiabético oral foi referido por 95,1% das pessoas idosas, por 10,69 anos e a classe terapêutica referida pela maioria foi a das Biguanidas (56,6%). Em relação à insulina, 24,6% referiram uso, por 7,75 anos e o tipo mais utilizado foi a NPH (83,1%). A maioria não realiza dieta (52,3%) e atividade física (81,1%) e não utiliza remédios caseiros ou chás (84,8%). Muitos nunca participaram de grupos de orientação sobre a doença (84,8%). Além disso, a maior parte nunca fumou (48,1%), não consome bebidas alcoólicas (83,3%), não possui atividades de lazer (67,8%), referem possuir crença religiosa (96,6%). A adesão ao tratamento medicamentoso foi de 80,9% para antidiabéticos orais e 87,7% para insulina. Na qualidade de vida relacionada à saúde, houve maior comprometimento do domínio dor (59,40) e melhor escore nos aspectos emocionais (88,57). Os resultados metabólicos mostraram valores médios da glicemia de jejum de 151,71mg/dl, a HbA1c de 7,96%, o colesterol total de 199,11 mg/dl, o triglicerídeos de 169,20 mg/dl, o HDL de 50,15 mg/dl e o LDL de 115,50 mg/dl. A adesão ao tratamento ao antidiabético oral foi correlacionada com idade, remédio caseiro, tabagismo, bebida alcoólica, com os domínios da qualidade de vida, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade e saúde mental e os exames de colesterol total e HDL; e a adesão ao tratamento à insulina e circunferência abdominal, atividade de lazer, glicemia plasmática de jejum, hemoglobina glicada e LDL. Os domínios da qualidade de vida relacionada à saúde também apresentaram correlações com as variáveis: capacidade funcional com sexo, idade, escolaridade, renda mensal familiar, pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, circunferência abdominal, outras doenças, dieta, atividade física, bebida alcoólica e atividades de lazer; entre o domínio aspectos físicos com cor da pele, pressão arterial diastólica e complicações renais; entre o domínio estado geral de saúde com idade e hemoglobina glicada; entre o domínio os aspectos emocionais e idade, cor da pele, pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, obesidade e outras doenças e entre o domínio saúde mental com sexo, idade, renda mensal familiar, pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, dieta, remédio caseiro, tabagismo, colesterol total, LDL e triglicerídeos. As variáveis dos exames de controle metabólico também apresentaram correlações significativas: glicemia plasmática de jejum com idade, tempo de diagnóstico e complicações cardiovasculares; hemoglobina glicada com escolaridade, tempo de diagnóstico, pressão arterial sistólica e índice de massa corporal; colesterol total com sexo, cor da pele, escolaridade, renda mensal familiar, tempo de diagnóstico, pressão arterial sistólica, circunferência abdominal, complicações cardiovasculares, dislipidemia, atividade física e tabagismo; triglicerídeos com dislipidemia; HDL com sexo, renda mensal familiar, índice de massa corporal e circunferência abdominal; e LDL com sexo, renda mensal familiar, residir sozinho, complicações cardiovasculares, atividade física e tabagismo. Conclusão: os aspectos epidemiológicos são fundamentais para identificar grupos vulneráveis e, em conjunto com a adesão ao tratamento medicamentoso, são cruciais para melhorar a qualidade de vida e o controle metabólico e a prevenção das complicações do Diabetes Mellitus.Objective: To analyze the epidemiological profile and factors associated with pharmacological treatment, health-related quality of life, and metabolic control among older adults with Type 2 Diabetes Mellitus. Material and Method: This epidemiological cross-sectional in a town of São Paulo, Brazil, from June to October 2022. The participants were older adults diagnosed with Type 2 Diabetes Mellitus, undergoing pharmacological treatment with oral antidiabetic drugs and/or insulin. Sociodemographic characteristics, clinical data, lifestyle, and treatment aspects. Medication adherence was measured using Treatment Adherence Measures, while health-related quality of life was assessed using the SF-36v2. Metabolic control parameters were also analyzed. Data analysis included descriptive and bivariate statistics, with a significance level set at 5%. Results: A total of 264 older adults participated in the study: 70.5% were women, with an average age of 70.23. Regarding skin color, 64.8% self-identified as White, and 47.7% were married or lived with a partner. On average, the participants had 4.57 years of schooling. The majority were retired, received a pension, or were homemakers (95.1%). Most lived with others (79.9%) and had an average monthly income of R$2,139.46. The average duration of Diabetes Mellitus diagnosis was 11.91 years. Most participants (75%) had altered systolic blood pressure, and 56.1% were overweight. Chronic cardiovascular complications from Type 2 Diabetes Mellitus were the most frequent (13.3%), while hypertension was the most prevalent comorbidity (92%). A total of 95.1% participants reported using oral antidiabetic drugs for an average of 10.69 years. The most frequently reported therapeutic class was Biguanides (56.6%). Insulin was used by 24.6% participants for an average of 7.75 years; NPH insulin was the most common (83.1%). Most participants did not follow a diet (52.3%) or engage in physical activity (81.1%) and did not use homemade remedies or herbal teas (84.8%). Many had never participated in disease management groups (84.8%). Most had never smoked (48.1%), did not consume alcohol (83.3%), and did not engage in leisure activities (67.8%). The majority reported a religious belief (96.6%); Medication adherence was 80.9% for oral antidiabetic drugs and 87.7% for insulin. Regarding health-related quality of life, the pain domain was the most compromised (59.40), while emotional aspects scored the highest (88.57). The metabolic results revealed average fasting blood glucose of 151.71 mg/dl, HbA1c of 7.96%, total cholesterol of 199.11 mg/dl, triglycerides of 169.20 mg/dl, HDL of 50.15 mg/dl, and LDL of 115.50 mg/dl. Significant correlations were found between adherence to oral antidiabetic treatment and age, home remedies, smoking, alcohol consumption, and quality of life domains: physical aspects, pain, general health status, vitality, and mental health, as well as total cholesterol and HDL. Additionally, there were correlations between insulin treatment adherence and abdominal circumference, leisure activities, fasting blood glucose, HbA1c, and LDL. Correlations were also found in the quality of life domains: functional capacity with sex, age, education, family monthly income, systolic blood pressure, body mass index, abdominal circumference, other diseases, diet, physical exercise, alcohol consumption, and leisure activities; the physical aspects domain was correlated with skin color, diastolic blood pressure, and renal complications; the general health status domain with age and HbA1c; the emotional aspects domain with age, skin color, systolic blood pressure, diastolic blood pressure, obesity, and other diseases; and the mental health domain with sex, age, family monthly income, systolic blood pressure, body mass index, diet, home remedies, smoking, total cholesterol, LDL, and triglycerides. Metabolic control variables also showed significant correlations: fasting blood glucose with age, duration of diagnosis, and cardiovascular complications; HbA1c with education, duration of diagnosis, systolic blood pressure, and body mass index; total cholesterol with sex, skin color, education, family monthly income, duration of diagnosis, systolic blood pressure, abdominal circumference, cardiovascular complications, dyslipidemia, physical activity, and smoking; triglycerides with dyslipidemia; HDL with sex, family monthly income, body mass index, and abdominal circumference; and LDL with sex, family monthly income, living alone, cardiovascular complications, physical activity, and smoking. Conclusion: Epidemiological aspects are fundamental for identifying vulnerable groups and are crucial for improving health-related quality of life and metabolic control when combined with medication adherence, preventing Diabetes Mellitus complications.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKusumota, LucianaFigueira, Ana Laura Galhardo2024-09-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-04122024-105410/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-19T19:47:02Zoai:teses.usp.br:tde-04122024-105410Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-19T19:47:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Objetivo: analisar o perfil epidemiológico e fatores associados à adesão ao tratamento medicamentoso, à qualidade de vida relacionada à saúde e ao controle metabólico de pessoas idosas com Diabetes Mellitus 2. Material e Método: foi realizado um estudo epidemiológico transversal, em um município de São Paulo, Brasil, em 2022. Participaram do estudo pessoas idosas com Diabetes Mellitus tipo 2, em tratamento medicamentoso. Foram avaliadas características sociodemográficas, clínicas, hábitos de vida e aspectos do tratamento. A adesão ao tratamento medicamentoso foi mensurada pelos instrumentos Medida de Adesão aos Tratamentos, e a qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada pelo SF-36v2. Além disso, foram analisados parâmetros de controle metabólico. A análise de dados incluiu estatística descritiva e bivariada, com um nível de significância de 5%. Resultados: participaram do estudo 264 pessoas idosas, sendo 70,5% do sexo feminino, com idade média de 70,23 anos. Quanto à cor de pele, 64,8% se autodeclararam de cor de pele branca e 47,7% eram casados/amasiados. O tempo médio de escolaridade foi de 4,57 e 95,1% estavam aposentados/pensionistas ou trabalhavam sem remuneração. A maior parte compartilhava a residência com outras pessoas (79,9%), e apresentava uma renda mensal familiar média de R$ 2.139,46. O tempo médio de diagnóstico de DM foi de 11,91 anos. A maioria (75%) apresentou PAS alterada, 56,1% na categoria sobrepeso. As complicações crônicas cardiovasculares do DM2 teve maior frequência (13,3%), e HAS foi a comorbidade mais prevalente (92%). O uso de antidiabético oral foi referido por 95,1% das pessoas idosas, por 10,69 anos e a classe terapêutica referida pela maioria foi a das Biguanidas (56,6%). Em relação à insulina, 24,6% referiram uso, por 7,75 anos e o tipo mais utilizado foi a NPH (83,1%). A maioria não realiza dieta (52,3%) e atividade física (81,1%) e não utiliza remédios caseiros ou chás (84,8%). Muitos nunca participaram de grupos de orientação sobre a doença (84,8%). Além disso, a maior parte nunca fumou (48,1%), não consome bebidas alcoólicas (83,3%), não possui atividades de lazer (67,8%), referem possuir crença religiosa (96,6%). A adesão ao tratamento medicamentoso foi de 80,9% para antidiabéticos orais e 87,7% para insulina. Na qualidade de vida relacionada à saúde, houve maior comprometimento do domínio dor (59,40) e melhor escore nos aspectos emocionais (88,57). Os resultados metabólicos mostraram valores médios da glicemia de jejum de 151,71mg/dl, a HbA1c de 7,96%, o colesterol total de 199,11 mg/dl, o triglicerídeos de 169,20 mg/dl, o HDL de 50,15 mg/dl e o LDL de 115,50 mg/dl. A adesão ao tratamento ao antidiabético oral foi correlacionada com idade, remédio caseiro, tabagismo, bebida alcoólica, com os domínios da qualidade de vida, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade e saúde mental e os exames de colesterol total e HDL; e a adesão ao tratamento à insulina e circunferência abdominal, atividade de lazer, glicemia plasmática de jejum, hemoglobina glicada e LDL. Os domínios da qualidade de vida relacionada à saúde também apresentaram correlações com as variáveis: capacidade funcional com sexo, idade, escolaridade, renda mensal familiar, pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, circunferência abdominal, outras doenças, dieta, atividade física, bebida alcoólica e atividades de lazer; entre o domínio aspectos físicos com cor da pele, pressão arterial diastólica e complicações renais; entre o domínio estado geral de saúde com idade e hemoglobina glicada; entre o domínio os aspectos emocionais e idade, cor da pele, pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, obesidade e outras doenças e entre o domínio saúde mental com sexo, idade, renda mensal familiar, pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, dieta, remédio caseiro, tabagismo, colesterol total, LDL e triglicerídeos. As variáveis dos exames de controle metabólico também apresentaram correlações significativas: glicemia plasmática de jejum com idade, tempo de diagnóstico e complicações cardiovasculares; hemoglobina glicada com escolaridade, tempo de diagnóstico, pressão arterial sistólica e índice de massa corporal; colesterol total com sexo, cor da pele, escolaridade, renda mensal familiar, tempo de diagnóstico, pressão arterial sistólica, circunferência abdominal, complicações cardiovasculares, dislipidemia, atividade física e tabagismo; triglicerídeos com dislipidemia; HDL com sexo, renda mensal familiar, índice de massa corporal e circunferência abdominal; e LDL com sexo, renda mensal familiar, residir sozinho, complicações cardiovasculares, atividade física e tabagismo. Conclusão: os aspectos epidemiológicos são fundamentais para identificar grupos vulneráveis e, em conjunto com a adesão ao tratamento medicamentoso, são cruciais para melhorar a qualidade de vida e o controle metabólico e a prevenção das complicações do Diabetes Mellitus. |
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