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Mulheres negras amazônidas frente à cidade morena: o lugar da Psicologia, os territórios de resistência.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: CÂMARA, Flávia Danielle da Silva. lattes
Orientador(a): LIMA, Maria Lúcia Chaves. lattes
Banca de defesa: CONRADO, Monica Prates. lattes, DEUS, Zélia Amador de. lattes, REIS JÚNIOR, Leandro Passarinho. lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
Departamento: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42282
Resumo: Paira no imaginário social a ideia de que a Amazônia é terra de fauna, flora e <índio=. Ela ficou esquecida pela historiografia tradicional, que considerava irrisória a presença africana negra na configuração racial da região. Contudo, há tempos pesquisadores locais vêm recolocando em suas pesquisas a importância da região no panorama nacional, ressaltando a contribuição dos africanos negros traficados para o Grão-Pará. Assim, contrariando o imaginário étnicorracial, o último censo do IBGE (2010) apontou que 76,7% dos paraenses declararam-se negros (69,5% pardos, 7,2% pretos), dados que demonstram uma racialidade fortemente marcada pela mestiçagem, em que o mito da democracia racial branqueadora dificulta a (auto) identificação de negritudes amazônidas, que ficam escondidas sob uma morenidade e pelo mito do indígena. Dessa maneira o racismo enquanto arma ideológica, preconceito e discriminação segue como um modulador das relações sociais e o modus operandis do estão-nação. Considerando que as análises devem ser feitas de modo articulado, faz-se necessário adotar a interseccionalidade como instrumento para compreensões situadas em corpos concretos: com raça, gênero, classe, território, história. Em que, no elo, mulheres negras são as principais atingidas pela invisibilidade histórica, a mestiçagem e os piores índices de desenvolvimentos humano, portanto possibilitam maior compreensão sobre a realidade racial brasileira. Nesse sentindo, adotou-se o Pensamento Feminista Negro enquanto epistemologia viável para se compreender como mulheres negras constroem suas negritudes na Amazônia, em particular, na Região Metropolitana de Belém. Foi adotado o conceito de campo-tema do construcionismo social, a partir do qual foram realizadas rodas de conversas, anotações no diário de campo, conversas no cotidiano e utilização de referenciais teóricos do Feminismo Negros e das relações raciais em uma tentativa de problematizar os discursos sobre o tema e o que a Psicologia tem produzido com suas práticas. Percebeu-se que as relações raciais são complexas e que na intersecção gêneroraça, mulheres negras seguem marginalizadas social e academicamente, uma vez que existem poucos estudos com/sobre as sujeitas políticas na Psicologia. As quais, pelo posicionamento outsider within, trazem outras contribuições, a exemplo dos processos de racialização na Amazônia. Embora estes ocorram no mesmo jogo de poder das relações raciais brasileira, a constituição própria da história na Amazônia, as redes culturais e materiais dos antepassados negros legaram construções de negritudes diferentes, portanto, a negritude ontológica é inexistente e as mulheres negras existem em uma diversidade. Logo, cabe à Psicologia o compromisso ético de contingenciar, assim como outros pesquisadores vêm fazendo, as histórias da Amazônia e do Brasil em seus próprios discursos, rompendo o pacto de silêncio sobre o racismo, qualificando suas práticas, acolhendo quem lhe procura com sofrimentos psíquicos gerados pelo racismo e combatendo ombro a ombro com os movimentos/feminismos negros o racismo em suas interseções.
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Assim, contrariando o imaginário étnicorracial, o último censo do IBGE (2010) apontou que 76,7% dos paraenses declararam-se negros (69,5% pardos, 7,2% pretos), dados que demonstram uma racialidade fortemente marcada pela mestiçagem, em que o mito da democracia racial branqueadora dificulta a (auto) identificação de negritudes amazônidas, que ficam escondidas sob uma morenidade e pelo mito do indígena. Dessa maneira o racismo enquanto arma ideológica, preconceito e discriminação segue como um modulador das relações sociais e o modus operandis do estão-nação. Considerando que as análises devem ser feitas de modo articulado, faz-se necessário adotar a interseccionalidade como instrumento para compreensões situadas em corpos concretos: com raça, gênero, classe, território, história. Em que, no elo, mulheres negras são as principais atingidas pela invisibilidade histórica, a mestiçagem e os piores índices de desenvolvimentos humano, portanto possibilitam maior compreensão sobre a realidade racial brasileira. Nesse sentindo, adotou-se o Pensamento Feminista Negro enquanto epistemologia viável para se compreender como mulheres negras constroem suas negritudes na Amazônia, em particular, na Região Metropolitana de Belém. Foi adotado o conceito de campo-tema do construcionismo social, a partir do qual foram realizadas rodas de conversas, anotações no diário de campo, conversas no cotidiano e utilização de referenciais teóricos do Feminismo Negros e das relações raciais em uma tentativa de problematizar os discursos sobre o tema e o que a Psicologia tem produzido com suas práticas. Percebeu-se que as relações raciais são complexas e que na intersecção gêneroraça, mulheres negras seguem marginalizadas social e academicamente, uma vez que existem poucos estudos com/sobre as sujeitas políticas na Psicologia. As quais, pelo posicionamento outsider within, trazem outras contribuições, a exemplo dos processos de racialização na Amazônia. Embora estes ocorram no mesmo jogo de poder das relações raciais brasileira, a constituição própria da história na Amazônia, as redes culturais e materiais dos antepassados negros legaram construções de negritudes diferentes, portanto, a negritude ontológica é inexistente e as mulheres negras existem em uma diversidade. Logo, cabe à Psicologia o compromisso ético de contingenciar, assim como outros pesquisadores vêm fazendo, as histórias da Amazônia e do Brasil em seus próprios discursos, rompendo o pacto de silêncio sobre o racismo, qualificando suas práticas, acolhendo quem lhe procura com sofrimentos psíquicos gerados pelo racismo e combatendo ombro a ombro com os movimentos/feminismos negros o racismo em suas interseções.The idea that the Amazon is a land of fauna, flora and "Indian" hangs in the social imagination. It was forgotten by the traditional historiography that the black African presence in the racial configuration of the region considered derisory. However, local researchers have long been reinstating in their research the importance of the region in the national panorama, highlighting the contribution of black Africans trafficked to Grão- Pará. Thus, contrary to the imaginary, it was the last IBGE census (2010) that 76.7% of the paraenses declared themselves to be blacks (69.5% brown, 7.2% black), data that show a raciality strongly marked by miscegenation in that the myth of whitening racial democracy hinders the (self) identification of Amazonian blackness that is hidden under morenity and by the myth of the indigenous. In this way, racism as an ideological weapon, prejudice and discrimination follows as a modulator of social relations and the modus operandis of nation-state. Considering that the analyzes must be done in an articulated way, it is necessary to adopt intersectionality as an instrument for understandings situated in concrete bodies: with race, gender, class, territory, history. In that, black women are the main victims of historical invisibility, miscegenation and the worst human development indexes, so they allow a greater understanding of Brazilian racial reality. In this sense, Black Feminist Thought was adopted as a viable epistemology to understand how black women construct their blackness in the Amazon region, in particular, in the Metropolitan Region of Belém. The concept-field of social constructionism was adopted made conversation wheels, notes in the field diary, conversations in the daily life and use of theoretical references of Black Feminism and of race relations in an attempt to problematize the discourses on the theme and what Psychology has produced with its practices. It has been noticed that racial relations are complex and that at the gender-race intersection, black women are socially and academically marginalized since there are few studies with / on the political subjects in Psychology which by positioning outsider within brings other contributions, the for example, the processes of racialization in the Amazon. Although these occur in the same power game of Brazilian racial relations, the very constitution of history in the Amazon, the cultural and material networks of the black ancestors bequeathed constructions of different negritude, therefore, ontological negritude is non-existent and black women exist in a diversity. Therefore, it is up to Psychology to ethically commit contingency, as other researchers have been doing, the stories of the Amazon and Brazil in their own speeches, breaking the silence pact on racism, qualifying their practices, welcoming those who seek them with psychic sufferings generated by racism and fighting shoulder to shoulder with the black feminist movements / racism at its intersections.Submitted by Renata Cardoso (renaatachaves97@hotmail.com) on 2025-06-26T20:52:35Z No. of bitstreams: 1 FLÁVIA DANIELLE DA SILVA CAMARA - DISSERTAÇÃO NORTE UFPA 1 PPG PSICOLOGIA 2017.pdf: 1754058 bytes, checksum: c15492327c37ae390ecbc1172c25a994 (MD5)Made available in DSpace on 2025-06-26T20:52:35Z (GMT). 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Mulheres negras amazônidas frente à cidade morena: o lugar da Psicologia, os territórios de resistência. 2017. 216f. 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