Mulher Negra Quilombola do Vão de Almas: Ancestralidade e Resistência.
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Goiás
Brasil Unidade Acadêmica de Educação PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA UFG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44341 |
Resumo: | Esse trabalho tem como objetivo compreender a mulher quilombola Kalunga em suas vivências, os sentidos e significados desse Ser Kalunga. Para tanto, utilizamo-nos da entrevista semi estruturada e do caderno de campo, assumimos o materialismo histórico-dialético como ferramenta metodológica de análise, descortinando: (1) os atravessamentos que perpassam o ser mulher; (2) a materialidade das condições de vida se processando na interseccionalidade: gênero, raça/racismo, machismo, preconceito e exploração das vidas/corpos negros femininos. O primeiro capítulo desse trabalho está dividido em três partes. Na primeira delas, aborda-se o racismo e suas formas de operar, apoiando-se no mito da democracia racial e utilizando-se de justificativas como a inferioridade da população negra, e a não existência do racismo. Na segunda parte, apresentamos o conceito de quilombo e as compreensões acerca dele, reafirmando-o enquanto espaço de resistência. Na terceira parte apresentamos a região da Chapada dos Veadeiros e sua formação, com ênfase na população Kalunga do Vão de Almas, as especificidades do território e os sentidos que ele toma. No segundo capítulo, esgarçaremos a discussão de gênero ressaltando a existência de feminismos, reconhecendo os avanços do feminismo branco, e salientando que este não é único, não reconheceu a situação das mulheres negras e não incluindo-as verdadeiramente em suas pautas, uma vez que diferenciavam em algumas questões das femininas brancas. Apresentaremos então o feminismo negro como possibilidade para se pensar as questões femininas negras, e apresentamos o Mulherismo Africana como uma proposta possível, e que melhor pareceu nos responder em relação a este estudo, no que tange a centralidade do feminino. No terceiro capitulo, trataremos especificamente da mulher quilombola do Vão de Almas, pautando-nos em suas narrativas, e nos atravessamentos que perpassam sua existência humana: as rupturas a que foram expostas; as violências, da resistência, do machismo, e da exploração, alcançando então os sentidos de ser uma mulher quilombola Kalunga para elas. |
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Para tanto, utilizamo-nos da entrevista semi estruturada e do caderno de campo, assumimos o materialismo histórico-dialético como ferramenta metodológica de análise, descortinando: (1) os atravessamentos que perpassam o ser mulher; (2) a materialidade das condições de vida se processando na interseccionalidade: gênero, raça/racismo, machismo, preconceito e exploração das vidas/corpos negros femininos. O primeiro capítulo desse trabalho está dividido em três partes. Na primeira delas, aborda-se o racismo e suas formas de operar, apoiando-se no mito da democracia racial e utilizando-se de justificativas como a inferioridade da população negra, e a não existência do racismo. Na segunda parte, apresentamos o conceito de quilombo e as compreensões acerca dele, reafirmando-o enquanto espaço de resistência. Na terceira parte apresentamos a região da Chapada dos Veadeiros e sua formação, com ênfase na população Kalunga do Vão de Almas, as especificidades do território e os sentidos que ele toma. No segundo capítulo, esgarçaremos a discussão de gênero ressaltando a existência de feminismos, reconhecendo os avanços do feminismo branco, e salientando que este não é único, não reconheceu a situação das mulheres negras e não incluindo-as verdadeiramente em suas pautas, uma vez que diferenciavam em algumas questões das femininas brancas. Apresentaremos então o feminismo negro como possibilidade para se pensar as questões femininas negras, e apresentamos o Mulherismo Africana como uma proposta possível, e que melhor pareceu nos responder em relação a este estudo, no que tange a centralidade do feminino. No terceiro capitulo, trataremos especificamente da mulher quilombola do Vão de Almas, pautando-nos em suas narrativas, e nos atravessamentos que perpassam sua existência humana: as rupturas a que foram expostas; as violências, da resistência, do machismo, e da exploração, alcançando então os sentidos de ser uma mulher quilombola Kalunga para elas.This work aims to understand the Kalunga quilombola woman in her entirety, the senses and meanings of this Kalunga Being. For that, we used the semi-structured interview and the field notebook, we assumed the historical-dialectical materialism as a methodological analysis tool, unveiling: (1) the crossings that pervade being a woman; (2) the materiality of living conditions being processed in intersectionality: gender, race/racism, machismo, prejudice and exploitation of black female bodies/lives. The first chapter of this work is divided into three parts. The first of them addresses racism and its ways of operating, based on the myth of racial democracy and using justifications such as the inferiority of the black population, and the non- existence of racism. The second part presents the concept of quilombo and the understandings about it, reaffirming it as a space of resistance. In the third part, we will present the region of Chapada dos Veadeiros and its formation, with emphasis on the Kalunga population of Vá de Almas, the specificities of the territory and the meanings it takes. In the second chapter, we will fray the gender discussion highlighting the existence of feminisms, recognizing the advances of white feminism, and stressing that this is not unique, it has not recognized the situation of black women. We will then present black feminism as a possibility to think about black women's issues, and we present African Women'sism as a possible proposal, and which seemed to respond best to us in relation to this study, regarding the centrality of the feminine. In the third chapter, we will deal specifically with the quilombola woman of the <Vão de Almas=, based on her narratives, and on the crossings that pervade her human existence: the ruptures to which they were exposed; violence, resistance, machismo, and exploitation, thus reaching the meanings of being a Kalunga quilombola woman for them.Universidade Federal de GoiásBrasilUnidade Acadêmica de EducaçãoPROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIAUFGSANTOS, Lívia Gomes dos.SANTOS, L. G.http://lattes.cnpq.br/5256547603541759SILVA, Vera Regina Rodrigues da.SILVA, V. R. R.http://lattes.cnpq.br/8241487427753107LIMA, Priscilla Melo Ribeiro de.https://orcid.org/0000-0003-2426-0715http://lattes.cnpq.br/5233347099900059TAVARES, Naraiana de Oliveira.https://orcid.org/0000-0003-3953-3958http://lattes.cnpq.br/8113112565220386RODRIGUES NETA, Aurelina Marinho.2021-09-032025-11-19T21:27:40Z2025-11-192025-11-19T21:27:40Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44341RODRIGUES NETA, Aurelina Marinho. Mulher Negra Quilombola do Vão de Almas: Ancestralidade e Resistência. 2021. 135f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia - GO - Brasil, 2021.porhttp://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11825info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCG2025-11-20T06:00:54Zoai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44341Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-20T06:00:54Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Esse trabalho tem como objetivo compreender a mulher quilombola Kalunga em suas vivências, os sentidos e significados desse Ser Kalunga. Para tanto, utilizamo-nos da entrevista semi estruturada e do caderno de campo, assumimos o materialismo histórico-dialético como ferramenta metodológica de análise, descortinando: (1) os atravessamentos que perpassam o ser mulher; (2) a materialidade das condições de vida se processando na interseccionalidade: gênero, raça/racismo, machismo, preconceito e exploração das vidas/corpos negros femininos. O primeiro capítulo desse trabalho está dividido em três partes. Na primeira delas, aborda-se o racismo e suas formas de operar, apoiando-se no mito da democracia racial e utilizando-se de justificativas como a inferioridade da população negra, e a não existência do racismo. Na segunda parte, apresentamos o conceito de quilombo e as compreensões acerca dele, reafirmando-o enquanto espaço de resistência. Na terceira parte apresentamos a região da Chapada dos Veadeiros e sua formação, com ênfase na população Kalunga do Vão de Almas, as especificidades do território e os sentidos que ele toma. No segundo capítulo, esgarçaremos a discussão de gênero ressaltando a existência de feminismos, reconhecendo os avanços do feminismo branco, e salientando que este não é único, não reconheceu a situação das mulheres negras e não incluindo-as verdadeiramente em suas pautas, uma vez que diferenciavam em algumas questões das femininas brancas. Apresentaremos então o feminismo negro como possibilidade para se pensar as questões femininas negras, e apresentamos o Mulherismo Africana como uma proposta possível, e que melhor pareceu nos responder em relação a este estudo, no que tange a centralidade do feminino. No terceiro capitulo, trataremos especificamente da mulher quilombola do Vão de Almas, pautando-nos em suas narrativas, e nos atravessamentos que perpassam sua existência humana: as rupturas a que foram expostas; as violências, da resistência, do machismo, e da exploração, alcançando então os sentidos de ser uma mulher quilombola Kalunga para elas. |
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