Mulheres, feminismo e saberes tradicionais.
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pará
Brasil Campus Universitário do Tocantins-Cametá PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E CULTURA UFPA |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42407 |
Resumo: | O presente estudo visa refletir sobre a história de luta, de resistência e de saberes tradicionais de mulheres (da Cooperativa Agroindustrial e Extrativista das Mulheres do Município de Cametá (COOPMUC), no Baixo Tocantins, tendo como referência as atividades desenvolvidas por algumas dessas mulheres, objetivando compreender, a partir da memória em consonância com os relatos orais, as formas de transmissão de conhecimentos tradicionais, saberes e práticas, que demonstram ter resistido às constantes tentativas de <apagamento=. Da mesma forma, que se propõe conhecer a compreensão atribuída por essas mulheres à saúde, assim como, os processos educativos por elas desencadeados, buscando identificar os saberes e as práticas quem desenvolvem a respeito do emprego de plantas medicinais voltadas para a autonomia do cuidado da saúde, verificando como se dá o processo de interação entre o saber científico e o saber popular. Metodologicamente, a constituição da pesquisa se baseia em narrativas orais, que refletem um conjunto de várias vozes, buscando verificar de que forma as práticas tradicionais de cura intervém na saúde local e atuam no cuidado com o corpo; como são compreendidos e interpretados dentro da comunidade, bem como, demonstram outras especificidades que refletem relações de gênero e de poder dentro da sociedade. Para tanto, fez-se necessário recorrer a levantamento bibliográficos e estudos de obras referentes às questões envoltas sobre o tema da saúde, tratando-se sobretudo do contexto amazônico, permeado da influência de povos indígenas, negros e seus descendentes, que aí vivem. Daí a necessidade do auxílio de um arcabouço teórico que ajudem dialogar acerca de práticas, vivencias e saberes tradicionais no trato com ervas e plantas medicinais na produção de remédios, no trato da saúde da gente dessa região, que vivem longe dos centros urbanos. No mesmo sentindo, utilizou-se estudos de autores que abordam as temáticas gênero, feminismo, saberes tradicionais, memória, cultura, entre os quais destacam-se: Nobre (2003), Safiotti (2013), Hall (2006), Balman (2012), Barth (2000), Langdon (2010), Chalhoub (2003), Santos (2018), Polak (1992), Pinto (2004), Freire (1987), dentre outros. Desta forma, o presente trabalho trata-se de uma investigação de cunho qualitativo, ancorado na abordagem de história oral, que contou com o uso de entrevistas semiestruturadas, além da observação da vivência do cotidiano de algumas das mulheres entrevistadas. Dados preliminares da pesquisa deixam evidente que as relações interpessoais existentes, que delineiam traços que comportam as estruturas sociais, e que revelam laços de solidariedade, patriarcado, feminismo, questões de gênero e resistências por meio da cultura proporcionada pelas práticas tradicionais de cura. |
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Mulheres, feminismo e saberes tradicionais.Women, feminism and traditional knowledge.Mulheres quilombolasMulheres negrasFeminismoSaberes tradicionaisConhecimentos tradicionais - transmissãoRelatos oraisNarrativas oraisPlantas medicinais - práticas de curaHistória oralObservação - metodologiaEntrevista semiestruturadaGêneroPráticas de curaRemédios caseiros - comunidades quilombolasCametá - PA - mulheres extrativistaCooperativa Agroindustrial e Extrativista das Mulheres do Município de CametáUniversidade Federal do Pará - DissertaçãoBaixo Tocantins - comunidades ribeirinhasMulheres quilombolasComunidade Remanescente Quilombola de Umarizal - Baião - PAUmarizal - comunidade quilombola - Baião - PABaião - PA - comunidade quilombolaComunidade Remanescente Quilombola de Igarapé Preto - Oeiras - PAIgarapé Preto - comunidade quilombola - Oeiras - PAQuilombola womenBlack womenFeminismTraditional knowledgeTraditional knowledge - transmissionOral accountsOral narrativesMedicinal plants - healing practicesOral historyObservation - methodologySemi-structured interviewGenderHealing practicesHome remedies - quilombola communitiesCametá - PA - extractive womenAgroindustrial and Extractive Women's Cooperative of the Municipality of CametáFederal University of Pará - DissertationBaixo Tocantins - riverside communitiesQuilombola womenQuilombola Remnant Community of Umarizal - Baião - PAUmarizal - quilombola community - Baião - PABaião - PA - quilombola communityQuilombola Remnant Community of Igarapé Preto - Oeiras - PAIgarapé Preto - quilombola community - Oeiras - PAEducação.O presente estudo visa refletir sobre a história de luta, de resistência e de saberes tradicionais de mulheres (da Cooperativa Agroindustrial e Extrativista das Mulheres do Município de Cametá (COOPMUC), no Baixo Tocantins, tendo como referência as atividades desenvolvidas por algumas dessas mulheres, objetivando compreender, a partir da memória em consonância com os relatos orais, as formas de transmissão de conhecimentos tradicionais, saberes e práticas, que demonstram ter resistido às constantes tentativas de <apagamento=. Da mesma forma, que se propõe conhecer a compreensão atribuída por essas mulheres à saúde, assim como, os processos educativos por elas desencadeados, buscando identificar os saberes e as práticas quem desenvolvem a respeito do emprego de plantas medicinais voltadas para a autonomia do cuidado da saúde, verificando como se dá o processo de interação entre o saber científico e o saber popular. Metodologicamente, a constituição da pesquisa se baseia em narrativas orais, que refletem um conjunto de várias vozes, buscando verificar de que forma as práticas tradicionais de cura intervém na saúde local e atuam no cuidado com o corpo; como são compreendidos e interpretados dentro da comunidade, bem como, demonstram outras especificidades que refletem relações de gênero e de poder dentro da sociedade. Para tanto, fez-se necessário recorrer a levantamento bibliográficos e estudos de obras referentes às questões envoltas sobre o tema da saúde, tratando-se sobretudo do contexto amazônico, permeado da influência de povos indígenas, negros e seus descendentes, que aí vivem. Daí a necessidade do auxílio de um arcabouço teórico que ajudem dialogar acerca de práticas, vivencias e saberes tradicionais no trato com ervas e plantas medicinais na produção de remédios, no trato da saúde da gente dessa região, que vivem longe dos centros urbanos. No mesmo sentindo, utilizou-se estudos de autores que abordam as temáticas gênero, feminismo, saberes tradicionais, memória, cultura, entre os quais destacam-se: Nobre (2003), Safiotti (2013), Hall (2006), Balman (2012), Barth (2000), Langdon (2010), Chalhoub (2003), Santos (2018), Polak (1992), Pinto (2004), Freire (1987), dentre outros. Desta forma, o presente trabalho trata-se de uma investigação de cunho qualitativo, ancorado na abordagem de história oral, que contou com o uso de entrevistas semiestruturadas, além da observação da vivência do cotidiano de algumas das mulheres entrevistadas. Dados preliminares da pesquisa deixam evidente que as relações interpessoais existentes, que delineiam traços que comportam as estruturas sociais, e que revelam laços de solidariedade, patriarcado, feminismo, questões de gênero e resistências por meio da cultura proporcionada pelas práticas tradicionais de cura.This study aims to reflect on the history of struggle, resistance and traditional knowledge of women (from the Agroindustry and Extractive Cooperative of Women of the Municipality of Cametá (COOPMUC), in the Lower Tocantins, based on the activities developed by some of these women, aiming to understand, from memory in line with oral reports, the forms of transmission of traditional knowledge, knowledge and practices, which demonstrate to have resisted the constant attempts of "payment". Similarly, it is proposed to know the understanding attributed by these women to health, as well as the educational processes triggered by them, seeking to identify the knowledge and practices who develop about the use of medicinal plants focused on the autonomy of health care, verifying how the process of interaction between scientific knowledge and popular knowledge takes place. Methodologically, the constitution of the research is based on oral narratives, which reflect a set of several voices, seeking to verify how traditional healing practices intervene in local health and act in the care of the body; how they are understood and interpreted within the community, as well as demonstrate other specificities that reflect gender and power relations within society. Therefore, it was necessary to resort to bibliographic survey and studies of works related to the issues related to the theme of health, being mainly the Amazonian context, permeated by the influence of indigenous peoples, blacks and their descendants, who live there. Hence the need for the help of a theoretical framework that help to dialogue about traditional practices, experiences and knowledge in dealing with herbs and medicinal plants in the production of medicines, in the treatment of the health of people in this region, who live far from urban centers. In the same sense, we used studies of authors that address the themes gender, feminism, traditional knowledge, memory, culture, among which stand out: Nobre (2003), Safiotti (2013), Hall (2006), Balman (2012), Barth (2000), Langdon (2010), Chalhoub (2003), Santos (2018), Polak (1992), Pinto (2004), Freire (1987), among others. Thus, the present work is a qualitative investigation, anchored in the oral history approach, which had the use of semi-structured interviews, in addition to the observation of the daily experience of some of the women interviewed. Preliminary data from the research make it clear that existing interpersonal relationships, which outline traits that support social structures, and reveal bonds of solidarity, patriarchy, feminism, gender issues and resistance through the culture provided by traditional healing practices.Universidade Federal do ParáBrasilCampus Universitário do Tocantins-CametáPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E CULTURAUFPAPINTO, Benedita Celeste de Moraes.https://orcid.org/0000-0001-9450-5461http://lattes.cnpq.br/7489392738166786TAVARES, Maria Lucilena Gonzaga Costa.TAVARES, M. L. G. C.DOMINGUES, Andrea Silva.https://orcid.org/0000-0002-9264-7754http://lattes.cnpq.br/2400924000241808FERNANDES, Wania Ribeiro.https://orcid.org/0000-0001-5040-6293http://lattes.cnpq.br/8182491076826479WANZELER, Karlyane Mayara Brito.20222025-07-08T15:58:10Z2025-07-082025-07-08T15:58:10Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42407WANZELER, Karlyane Mayra Brito. Mulheres, feminismo e saberes tradicionais. 2022. 104f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura. Universidade Federal do Pará, Cametá - PA - Brasil, 2022.porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCG2025-11-18T06:13:44Zoai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/42407Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T06:13:44Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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