Aqui é tudo uma família só: maternidade e práticas culturais de um grupo de mulheres em uma comunidade quilombola no Alto Jequitinhonha.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: SILVA, Paula Cristina.
Orientador(a): EITERER, Carmen Lúcia. lattes, MIRANDA, Shirley Aparecida de.
Banca de defesa: SILVA, Analise de Jesus da. lattes, GONÇALVES, Carmem Regina Teixeira. lattes, CONCEIÇÃO, Joanice Santos. lattes, PAES, Silvia Regina.
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO: CONHECIMENTO E INCLUSÃO SOCIAL
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44485
Resumo: Esta tese de doutorado buscou investigar que maternidade(s) se constrói(em) em uma comunidade quilombola localizada na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Por meio de um estudo etnográfico (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014), acompanhamos seis mulheres da comunidade, algumas avós e com filhos e filhas com idade que vão de seis a trinta anos. Que práticas culturais são desenvolvidas no território? De que forma as mulheres vivenciam a maternidade no quilombo e as diferentes atividades demandadas neste contexto? Quais as atividades desenvolvidas pelas mulheres? Como se dão as relações de gênero no quilombo? Estas foram questões construídas ao longo da pesquisa. Para esse diálogo, buscamos referenciais no campo da sociologia, da antropologia e da educação que tratam das temáticas de gênero e raça (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) e quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). Notamos que a lógica da maternidade na comunidade investigada se inscreve no coletivo, não circunscrevendo à família nuclear nem se restringindo aos filhos/as biológicos. Vimos, também, que tal processo atravessa todas as atividades desenvolvidas pelas mulheres no território. Observamos os investimentos realizados por essas mulheres para que filhos e filhas prossigam na escolarização, da Educação Básica ao Ensino Superior; como as gerações vão se educando ao longo de tempo e o impacto das políticas públicas para acesso a essa escolarização. Identificamos, ainda, as adversidades enfrentadas no contexto escolar, relacionadas a gênero, raça e etnia pelas estudantes quilombolas. Sobre as relações de gênero, percebemos um modo de educar meninos e meninas vai além dos padrões socialmente estabelecidos, ambos são ensinados a realizarem as atividades de casa e do território. Todavia, isso não impede que as lógicas sexistas e machistas reverberem na comunidade, seja durante processos educativos ou na atuação política das mulheres.
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spelling EITERER, Carmen Lúcia.EITERER, C. L.MIRANDA, Shirley Aparecida de.MIRANDA, S. A.http://lattes.cnpq.br/3847776763284981SILVA, Analise de Jesus da.https://orcid.org/0000-0002-8212-5020http://lattes.cnpq.br/5611485566781092GONÇALVES, Carmem Regina Teixeira.GONÇALVES, C. R. T.CONCEIÇÃO, Joanice Santos.https://orcid.org/0000-0003-0537-3845http://lattes.cnpq.br/7592480116439706PAES, Silvia Regina.PAES, S. R.http://lattes.cnpq.br/7630109886729594SILVA, P. C.SILVA, Paula Cristina.Esta tese de doutorado buscou investigar que maternidade(s) se constrói(em) em uma comunidade quilombola localizada na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Por meio de um estudo etnográfico (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014), acompanhamos seis mulheres da comunidade, algumas avós e com filhos e filhas com idade que vão de seis a trinta anos. Que práticas culturais são desenvolvidas no território? De que forma as mulheres vivenciam a maternidade no quilombo e as diferentes atividades demandadas neste contexto? Quais as atividades desenvolvidas pelas mulheres? Como se dão as relações de gênero no quilombo? Estas foram questões construídas ao longo da pesquisa. Para esse diálogo, buscamos referenciais no campo da sociologia, da antropologia e da educação que tratam das temáticas de gênero e raça (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) e quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). Notamos que a lógica da maternidade na comunidade investigada se inscreve no coletivo, não circunscrevendo à família nuclear nem se restringindo aos filhos/as biológicos. Vimos, também, que tal processo atravessa todas as atividades desenvolvidas pelas mulheres no território. Observamos os investimentos realizados por essas mulheres para que filhos e filhas prossigam na escolarização, da Educação Básica ao Ensino Superior; como as gerações vão se educando ao longo de tempo e o impacto das políticas públicas para acesso a essa escolarização. Identificamos, ainda, as adversidades enfrentadas no contexto escolar, relacionadas a gênero, raça e etnia pelas estudantes quilombolas. Sobre as relações de gênero, percebemos um modo de educar meninos e meninas vai além dos padrões socialmente estabelecidos, ambos são ensinados a realizarem as atividades de casa e do território. Todavia, isso não impede que as lógicas sexistas e machistas reverberem na comunidade, seja durante processos educativos ou na atuação política das mulheres.This doctoral dissertation sought to investigate which maternity (s) are built in a quilombola community located in the Alto Jequitinhonha region, Minas Gerais, Brazil. Through an ethnographic study (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014) we followed six women from the community, some grandparents with sons and daughters aged between six and thirty. What cultural practices are developed in the territory? How women experience motherhood in the quilombo and the different activities required in this context was the central question of the research. What are the activities developed by women? How do gender relations occur in the quilombo? These were questions built throughout the research. For this dialogue we seek references in the field of sociology, anthropology and education, which deal with the themes of gender and race (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) and quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). We note that the logic of motherhood in the community investigated is inscribed in the collective, not limited to the nuclear family nor restricted to biological children. That such a process goes through all the activities developed by women in the territory. We observe the investments made by these women so that their sons and daughters can continue their schooling, from Basic Education to Higher Education; how generations will be educated over time and the impact of public policies to access this schooling. We also identified the adversities faced in the school context, related to gender, race and ethnicity by marrons students. Regarding gender relations, we realize a way of educating boys and girls goes beyond socially established standards, both are taught to perform home and territory activities. However, this does not prevent sexist logics from reverberating in the community either during educational processes or in women's political action.Submitted by ANDRESA COSTA (andresapires04@gmail.com) on 2025-12-03T22:21:08Z No. of bitstreams: 1 PAULA CRISTINA SILVA - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2020.pdf: 3834601 bytes, checksum: 27bc9241e4c02e622c8bff3373165ee8 (MD5)Made available in DSpace on 2025-12-03T22:21:08Z (GMT). No. of bitstreams: 1 PAULA CRISTINA SILVA - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2020.pdf: 3834601 bytes, checksum: 27bc9241e4c02e622c8bff3373165ee8 (MD5) Previous issue date: 2020-02-14CapesEsta tesis de doctorado pretendió investigar qué maternidad(es) se construye(n) en un quilombo localizado en la región del Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Mediante un estudio etnográfico (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014) acompañamos seis mujeres de la comunidad quilombola, algunas son abuelas con hijos e hijas con edades comprendidas entre seis y treinta años. La cuestión central de la investigación fue cómo las mujeres viven la maternidad en el quilombo y las diferentes actividades demandadas en este contexto. ¿Qué prácticas culturales son desarrolladas en el territorio? ¿Cuales son las actividades desarrolladas por las mujeres? ¿Cómo se establecen las relaciones de género en el quilombo? Estas fueron las principales preguntas construidas durante la investigación. Para este dialogo buscamos referencias en los campos de la sociología, la antropología y la educación, que abordan los temas de género y raza (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) y sobre los quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). Notamos que la lógica de la maternidad en la comunidad investigada se inscribe en lo colectivo, sin que se limite apenas a la familia nuclear o a los hijos/as bilógicos, y que este proceso atraviesa todas las actividades desarrolladas por las mujeres en el territorio. Observamos las inversiones realizadas por estas mujeres para sus hijos e hijas continuasen su formación, desde la Educación Básica hasta la Enseñanza Superior, cómo las generaciones se van educando a lo largo del tiempo y el impacto de las políticas públicas para el acceso a la educación. Identificamos también las adversidades enfrentadas por las estudiantes quilombolas en el contexto escolar, asociadas a cuestiones de género, raza y etnia. Con respecto a las relaciones de género, percibimos una manera de educar a niños y niñas que va más allá de de los patrones sociales establecidos, a ambos se les enseña a realizar tanto las actividades de casa y como las del territorio. Sin embargo, esto no impide que las lógicas sexistas y machistas reverberen en el pueblo, ya sea durante los procesos educativos o en la actividad política de las mujeres.Universidade Federal de Minas GeraisPROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO: CONHECIMENTO E INCLUSÃO SOCIALUFMGBrasilFaculdade de EducaçãoEducação.Mulheres quilombolas - dissertação sobreMaternidade - mulheres quilombolasPráticas culturais - mulheres quilombolasAntropologia educacionalRelações de gênero - quilomboRelações raciaisComunidade quilombola no Alto JequitinhonhaAlto Jequitinhonha - comunidade quilombolaSociologia da educaçãoQuilombosQuilombolas - maternidadeUniversidade Federal de Minas Gerais - PPGE - dissertaçãoDissertação - Universidade Federal de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Educação - UFMG - dissertaçãoQuilombola Women - Dissertation onMotherhood - Quilombola WomenCultural Practices - Quilombola WomenEducational AnthropologyGender Relations - QuilomboRacial RelationsQuilombola Community in Alto JequitinhonhaAlto Jequitinhonha - Quilombola CommunitySociology of EducationQuilombola Women - MotherhoodFederal University of Minas Gerais - PPGE - DissertationDissertation - Federal University of Minas GeraisPostgraduate Program in Education - UFMG - DissertationAqui é tudo uma família só: maternidade e práticas culturais de um grupo de mulheres em uma comunidade quilombola no Alto Jequitinhonha.Here, it's all one big family: motherhood and cultural practices of a group of women in a quilombola community in Alto Jequitinhonha.2020-02-142025-12-03T22:21:08Z2025-12-032025-12-03T22:21:08Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44485SILVA, Paula Cristina. Aqui é tudo uma família só: maternidade e práticas culturais de um grupo de mulheres em uma comunidade quilombola no Alto Jequitinhonha. 2020. 131f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG - Brasil, 2020.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporhttps://hdl.handle.net/1843/33840info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTPAULA CRISTINA SILVA - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2020.pdf.txtPAULA CRISTINA SILVA - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2020.pdf.txttext/plain29052https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44485/3/PAULA+CRISTINA+SILVA++-+TESE+EDUCA%C3%87%C3%83O+SUDESTE+7+UFMG+2020.pdf.txt522c2a480b0b224aeb2d070b0f60cf69MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44485/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALPAULA CRISTINA SILVA - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2020.pdfPAULA CRISTINA SILVA - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFMG 2020.pdfapplication/pdf3834601https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44485/1/PAULA+CRISTINA+SILVA++-+TESE+EDUCA%C3%87%C3%83O+SUDESTE+7+UFMG+2020.pdf27bc9241e4c02e622c8bff3373165ee8MD51riufcg/444852025-12-04 03:00:40.79oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44485Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-12-04T06:00:40Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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Dissertation - Federal University of Minas Gerais
Postgraduate Program in Education - UFMG - Dissertation
description Esta tese de doutorado buscou investigar que maternidade(s) se constrói(em) em uma comunidade quilombola localizada na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Por meio de um estudo etnográfico (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014), acompanhamos seis mulheres da comunidade, algumas avós e com filhos e filhas com idade que vão de seis a trinta anos. Que práticas culturais são desenvolvidas no território? De que forma as mulheres vivenciam a maternidade no quilombo e as diferentes atividades demandadas neste contexto? Quais as atividades desenvolvidas pelas mulheres? Como se dão as relações de gênero no quilombo? Estas foram questões construídas ao longo da pesquisa. Para esse diálogo, buscamos referenciais no campo da sociologia, da antropologia e da educação que tratam das temáticas de gênero e raça (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) e quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). Notamos que a lógica da maternidade na comunidade investigada se inscreve no coletivo, não circunscrevendo à família nuclear nem se restringindo aos filhos/as biológicos. Vimos, também, que tal processo atravessa todas as atividades desenvolvidas pelas mulheres no território. Observamos os investimentos realizados por essas mulheres para que filhos e filhas prossigam na escolarização, da Educação Básica ao Ensino Superior; como as gerações vão se educando ao longo de tempo e o impacto das políticas públicas para acesso a essa escolarização. Identificamos, ainda, as adversidades enfrentadas no contexto escolar, relacionadas a gênero, raça e etnia pelas estudantes quilombolas. Sobre as relações de gênero, percebemos um modo de educar meninos e meninas vai além dos padrões socialmente estabelecidos, ambos são ensinados a realizarem as atividades de casa e do território. Todavia, isso não impede que as lógicas sexistas e machistas reverberem na comunidade, seja durante processos educativos ou na atuação política das mulheres.
publishDate 2020
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