As línguas Guarani Mbyá e Português na escola indígena Para Poty Nhe’ẽ Ja (Maricá/RJ): uma perspectiva glotopolítica
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/42656 |
Resumo: | Esta pesquisa tem como objetivo central explorar, a partir de uma perspectiva glotopolítica (GUESPIN; MARCELLESI, 1986; LAGARES, 2018), as representações linguísticas (PETITJEAN, 2009) existentes na comunidade escolar da aldeia Guarani Mbyá Ka’aguy Hovy Porã, Maricá (RJ). Buscamos evidenciar, com base nas representações linguísticas do corpo docente da escola, de que modo as escolas Guarani Mbyá podem se apresentar como um importante locus para implementação de ações glotopolíticas no que se refere às práticas, crenças e gestão das línguas Guarani Mbyá e Portuguesa. Para isso, foram elaborados modelos de entrevistas semi-estruturadas aplicados junto aos professores e à diretora da escola municipal indígena Para Poty Nhe’ẽ Ja, assim como com a cacica da aldeia Ka’aguy Hovy Porã, em que está situada a escola. A metodologia de análise se configura como uma análise qualitativa da materialidade linguística das entrevistas, observando tanto movimentos discursivos como enunciativos, seguindo o do modelo traçado por Petitjean (2009), para examinar a construção das representações linguísticas. A análise das representações também foi contrastada com o exame da paisagem linguística das duas aldeias Guarani Mbyá de Maricá, Ka’aguy Hovy Porã e Ara Hovy, assim como com uma revisão bibliográfica da literatura recente acerca de temas como a delimitação da língua Guarani Mbyá, as práticas de educação escolar indígena entre os Guarani e a educação tradicional guarani. Nesse percurso de pesquisa, percebemos que parece haver uma representação bastante estável de que o papel da escola indígena é não só permitir acesso aos conhecimentos jurua (não indígena) e à língua Portuguesa, mas também valorizar os conhecimentos mbyá, a língua Guarani Mbyá e as práticas de educação tradicional guarani, pautadas na centralidade do Tekoa (aldeia), na coletividade e no aprender fazendo. Também parece haver grande consciência por parte do corpo docente de que a escola é um cenário de contato e conflito linguístico, em que ações de valorização da língua Guarani Mbyá e dos modos Mbyá de aprender devem ser desenvolidas. Nesse contexto, o regime de bidocência e a produção de materiais didáticos sensíveis ao contexto da escola da aldeia também são colocados como importantes estratégias para essa valorização. |
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Esta pesquisa tem como objetivo central explorar, a partir de uma perspectiva glotopolítica (GUESPIN; MARCELLESI, 1986; LAGARES, 2018), as representações linguísticas (PETITJEAN, 2009) existentes na comunidade escolar da aldeia Guarani Mbyá Ka’aguy Hovy Porã, Maricá (RJ). Buscamos evidenciar, com base nas representações linguísticas do corpo docente da escola, de que modo as escolas Guarani Mbyá podem se apresentar como um importante locus para implementação de ações glotopolíticas no que se refere às práticas, crenças e gestão das línguas Guarani Mbyá e Portuguesa. Para isso, foram elaborados modelos de entrevistas semi-estruturadas aplicados junto aos professores e à diretora da escola municipal indígena Para Poty Nhe’ẽ Ja, assim como com a cacica da aldeia Ka’aguy Hovy Porã, em que está situada a escola. A metodologia de análise se configura como uma análise qualitativa da materialidade linguística das entrevistas, observando tanto movimentos discursivos como enunciativos, seguindo o do modelo traçado por Petitjean (2009), para examinar a construção das representações linguísticas. A análise das representações também foi contrastada com o exame da paisagem linguística das duas aldeias Guarani Mbyá de Maricá, Ka’aguy Hovy Porã e Ara Hovy, assim como com uma revisão bibliográfica da literatura recente acerca de temas como a delimitação da língua Guarani Mbyá, as práticas de educação escolar indígena entre os Guarani e a educação tradicional guarani. Nesse percurso de pesquisa, percebemos que parece haver uma representação bastante estável de que o papel da escola indígena é não só permitir acesso aos conhecimentos jurua (não indígena) e à língua Portuguesa, mas também valorizar os conhecimentos mbyá, a língua Guarani Mbyá e as práticas de educação tradicional guarani, pautadas na centralidade do Tekoa (aldeia), na coletividade e no aprender fazendo. Também parece haver grande consciência por parte do corpo docente de que a escola é um cenário de contato e conflito linguístico, em que ações de valorização da língua Guarani Mbyá e dos modos Mbyá de aprender devem ser desenvolidas. Nesse contexto, o regime de bidocência e a produção de materiais didáticos sensíveis ao contexto da escola da aldeia também são colocados como importantes estratégias para essa valorização. |
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