Tradução feminista ou mercadológica?: duas propostas de tradução de Julietta de Louise de Vilmorin

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Junges, Catarina Frescura
Orientador(a): Santos, Sheila Maria dos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/263750
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2024.
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Este estudo empreende uma análise aprofundada de dois paradigmas de tradução: o viés mercadológico da publicação de uma obra e o enfoque na tradução feminista. Para a análise mercadológica, observa-se o papel editorial e do capitalismo na produção de tradução, tendo como embasamento teórico a obras O Capital ? Livro I (1998), de Karl Marx, e Lawrence Venuti com A Invisibilidade do Tradutor (2021). A fim de estabelecer as teorias e práticas feministas de tradução como um modo de visibilidade e resistência do feminino, parto das teorias feministas de tradução surgidas entre as décadas de 1970 e 1980 na Escola de Tradução do Canadá. Ao priorizar a perspectiva feminista, recorrese ao aporte de teóricas como Luise Von Flotow em Gender and Translation (1997), Lori Chamberlain em Gender and the Metaphorics of Translation Author(s) (1988), Susanne de Lotbinière-Harwood em Re-belle et Infidèle: La traduction comme pratique de réécriture au féminin (1991), Barbara Godard em ?Theorizing Feminist Discourse/Translation? (1988) e Sherry Simon em Gender in Translation (1996) ampliando assim a compreensão da tradução feminista como um ato permeado por nuances e reflexões críticas, justificando escolhas tradutórias e que visibilizam a mulher nos escritos. No processo de tradução, as tradutoras feministas destacam-se ao optar pela inclusão de termos neutros em relação ao gênero, por exemplo, desafiando normas linguísticas que perpetuam estereótipos de gênero. Além disso, priorizam a tradução e divulgação de obras escritas por mulheres, especialmente aquelas historicamente sub-representadas. Esta abordagem considera não apenas questões de gênero, mas também o contexto cultural e social em que os textos são produzidos e lidos.Abstract: Author Louise de Vilmorin remains relegated to silence in many literary circles. Possessing astute and refined prose, her writings have been sublimated by intricate love affairs. To date, her work has not found expression in the Brazilian literary scene, thus prompting the primary purpose of this research concerning the annotated translation of Julietta, a novel written by Vilmorin, first published in 1953, and the dissemination of the author in Brazil. This study undertakes a thorough analysis of two translation paradigms: the market-driven bias of publishing a work and the focus on feminist translation. For the market analysis, the editorial role and capitalism in translation production are observed, with theoretical grounding in Karl Marx?s Capital ? Book I (1998) and Lawrence Venuti?s The Translator?s Invisibility (2021). To establish feminist translation theories and practices as a mode of visibility and resistance of the feminine, I draw from feminist translation theories that emerged between the 1970s and 1980s in the Translation School of Canada. Prioritizing the feminist perspective, I rely on the contributions of theorists such as Luise Von Flotow in Gender and Translation (1997), Lori Chamberlain in Gender and the Metaphorics of Translation (1988), Susanne de Lotbinière Harwood in Re-belle et Infidèle: La traduction comme pratique de réécriture au féminin (1991), Barbara Godard in ?Theorizing Feminist Discourse/Translation? (1988), and Sherry Simon in Gender in Translation (1996), thus expanding the understanding of feminist translation as an act permeated by nuances and critical reflections, justifying translational choices that make women visible in writings. In the translation process, feminist translators stand out by opting for the inclusion of gender-neutral terms, for example, challenging linguistic norms that perpetuate gender stereotypes. Additionally, they prioritize the translation and dissemination of works written by women, especially those historically underrepresented. This approach considers not only gender issues but also the cultural and social context in which the texts are produced and read.361 p., il.porTradução e interpretaçãoEstudos feministasMercado editorialTradução feminista ou mercadológica?: duas propostas de tradução de Julietta de Louise de Vilmorininfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGET0618-D.pdfPGET0618-D.pdfapplication/pdf241https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/263750/-1/PGET0618-D.pdf4ca65b68d896542c6c9a4acb7a43231aMD5-1123456789/2637502025-03-10 20:24:55.191oai:repositorio.ufsc.br:123456789/263750Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-03-10T23:24:55Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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