Análise do padrão articulatório da tarefa de fluência verbal frutas no comprometimento cognitivo leve, na demência de Alzheimer leve e moderado
| Ano de defesa: | 2017 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | A tarefa de fluência verbal semântica, como avaliação neuropsicológica, é amplamente utilizada na prática clínica da demência da doença de Alzheimer (DA) e envolve o paciente durante os 60 segundos gerar o maior número de palavras pertencentes a uma categoria semântica específica. A tarefa de fluência verbal animais (TFVa) e frutas (TFVf) foram descritas anteriormente como sendo igualmente eficazes em discriminar participantes normais de pacientes com DA. Ambas as tarefas foram menos precisas em discriminar estágios da DA por razões desconhecidas. A análise de agrupamentos na (TFVa) demonstrou ter uma base de estrutura semântica dependente de alfabetização através das culturas; no entanto, nenhuma análise anterior foi demonstrada para a TFVf. O objetivo deste estudo é investigar se a tarefa de fluência verbal frutas é útil para discriminar controles, Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) , Demência da Doença de Alzheimer Leve e Demência da Doença de Alzheimer Moderado (DAM) e se qual sua especificidade e sensilidade nas várias fases da DA. Trezentos e quatorze falantes de Português nativo foram divididos em quatro grupos: grupo controle (GC), sujeitos com (CCL), sujeitos com DAL e DAM. Análises dos escores totais e agrupamentos foram conduidos na TFVf e foram comparados a outras tarefas cognitivas. Foram encontrados agrupamentos de configuração articulatória (e não semântica) que foram analisados segundo uma classificação não-arbitrária, segundo o ponto articulatório do Alfabeto Internacional Fonético. As palavras foram agrupadas, segundo o fonema inicial em seu ponto articulatório: 1) bilabial, 2) velares, 3) vogais abertas, 4) vogais fechadas, 5) dento-alveolares 6) dentais e 7) labio-dentais. As estratégias de agrupamentos diferiram no GC e no grupo DA. O grupo CCL teve 73% menor chance de alcançar um escore mais adequado do que o GC e um menor uso de /k /, /g/ velares (85%) inferiores do CG. Os participantes que usaram o agrupamento bilabial tiveram 2,04 vezes maior chance de boas pontuações do que aqueles que não utilizaram. Os sujeitos mais jovens tiveram maior probabilidade de um melhor desempenho na tarefa. Participantes com ≥ 9 anos da educação tiveram uma maior probabilidade de melhor desempenho. A deterioração articulatória que tem um impacto funcional importante no progresso da DA ocorreu desde os os estágios iniciais. A TFVf parece ser uma tarefa de rastreio apropriada para avaliação desde o CCL. |
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http://lattes.cnpq.br/0536597854124056Giacominelli, Carla [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/3138949086178926Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Bertolucci, Paulo Henrique Ferreira [UNIFESP]São Paulo2019-06-19T14:57:20Z2019-06-19T14:57:20Z2017-11-17A tarefa de fluência verbal semântica, como avaliação neuropsicológica, é amplamente utilizada na prática clínica da demência da doença de Alzheimer (DA) e envolve o paciente durante os 60 segundos gerar o maior número de palavras pertencentes a uma categoria semântica específica. A tarefa de fluência verbal animais (TFVa) e frutas (TFVf) foram descritas anteriormente como sendo igualmente eficazes em discriminar participantes normais de pacientes com DA. Ambas as tarefas foram menos precisas em discriminar estágios da DA por razões desconhecidas. A análise de agrupamentos na (TFVa) demonstrou ter uma base de estrutura semântica dependente de alfabetização através das culturas; no entanto, nenhuma análise anterior foi demonstrada para a TFVf. O objetivo deste estudo é investigar se a tarefa de fluência verbal frutas é útil para discriminar controles, Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) , Demência da Doença de Alzheimer Leve e Demência da Doença de Alzheimer Moderado (DAM) e se qual sua especificidade e sensilidade nas várias fases da DA. Trezentos e quatorze falantes de Português nativo foram divididos em quatro grupos: grupo controle (GC), sujeitos com (CCL), sujeitos com DAL e DAM. Análises dos escores totais e agrupamentos foram conduidos na TFVf e foram comparados a outras tarefas cognitivas. Foram encontrados agrupamentos de configuração articulatória (e não semântica) que foram analisados segundo uma classificação não-arbitrária, segundo o ponto articulatório do Alfabeto Internacional Fonético. As palavras foram agrupadas, segundo o fonema inicial em seu ponto articulatório: 1) bilabial, 2) velares, 3) vogais abertas, 4) vogais fechadas, 5) dento-alveolares 6) dentais e 7) labio-dentais. As estratégias de agrupamentos diferiram no GC e no grupo DA. O grupo CCL teve 73% menor chance de alcançar um escore mais adequado do que o GC e um menor uso de /k /, /g/ velares (85%) inferiores do CG. Os participantes que usaram o agrupamento bilabial tiveram 2,04 vezes maior chance de boas pontuações do que aqueles que não utilizaram. Os sujeitos mais jovens tiveram maior probabilidade de um melhor desempenho na tarefa. Participantes com ≥ 9 anos da educação tiveram uma maior probabilidade de melhor desempenho. A deterioração articulatória que tem um impacto funcional importante no progresso da DA ocorreu desde os os estágios iniciais. A TFVf parece ser uma tarefa de rastreio apropriada para avaliação desde o CCL.The semantic verbal fluency task as a neuropsychological assessment, is widely used in the clinical practice of Alzheimer's Disease (AD) and involves the subject generate during 60s to generate the highest number of words belonging to a specific semantic category. Verbal fluency animals and verbal fluency fruits (VFf) have previously been described to be similarly effective in discriminating normal participants from subjects with AD. Both tasks were less accurate in discriminating AD-stages for unknown reasons. Based on semantic clustering scores in verbal fluency animals, a literacy depending pattern has been revealed across cultures; however, no previous analysis has been performed for VFf. The aim of this study is to investigate whether the task of verbal fluency fruit is useful for discriminating controls, Mild Cognitive Impairment (MCI), Mild Alzheimer Disease (MAD) and Moderate Alzheimer Disease(ModAD) and to determine task’s specificities and sensibilities at various stages of the AD. Methods: Three-hundred-fourteen native Brazilian Portuguese speakers were divided in four groups: Control Group (CG) and Mild Cognitive Impairment (MCI), Mild Alzheimer’s Disease (MAD) and Moderate Alzheimer’s Disease (ModAD) groups. A quantitative total score and a qualitative, clusters analysis, were conducted for VFf and were compared to other cognitive tasks. As no semantic setting was found, a non-arbitrary classification of fruits based on sub categorical items, according to the articulatory point of International Phonetic Alphabetic (2015) was performed. The words were grouped as follows: 1) bilabial, 2) velars, 3) open vowels, 4) closed vowels, 5) lateral dental/ alveolar, 6) dental /alveolar, and 7) labio- dentals. Results: Clustering strategies in the AD groups differed from those of the CG. Clustering revealed differences beyond groups depending on which articulatory point was emitted. MCI had a 73% lower chance of attaining an NV than did the CG and with AD groups presented odds ratios of using the /k/, /g/ velars feature 85% lower than those of the CG. Participants who used bilabials had 2.04 times higher total scores than those who did not. Younger subjects had a higher probability to perform better on the task. Participants with ≥ 9 years of education had a higher probability of higher performance with respect to the total score. Conclusion: Articulatory deterioration occurred in AD since the early stages. VFf seems to be a suitable task since MCI evaluation.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2017)88 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5454029http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50036ark:/48912/001300001tjmrporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessFormaçãoNarrativaExperiênciaCartografiaPerspectiva inversaDoença de AlzheimerNeuropsicologiaLinguagemAlzheimer diseaseNeuropsychologyLanguageAnálise do padrão articulatório da tarefa de fluência verbal frutas no comprometimento cognitivo leve, na demência de Alzheimer leve e moderadoAnalysis of articulatory patterns on verbal fluency fruits in mild cognitive impairment and in the stages of Alzheimer diseaseinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Neurologia - NeurociênciasNeurologiaInvestigações Clínicas em Doenças NeurológicasORIGINALCarla Giacominelli PDF A.pdfCarla Giacominelli PDF A.pdfTese de doutoradoapplication/pdf924539https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/7373ee65-0a45-4428-b410-2d03a132019c/download14f9fd71fcba79c318e9384621b85128MD51TEXTCarla Giacominelli PDF A.pdf.txtCarla Giacominelli PDF A.pdf.txtExtracted texttext/plain117054https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/fe7f43d1-8cf1-4f65-8b47-fed514af23a4/download432e3aaf342dd5214793769e24707c8cMD52THUMBNAILCarla Giacominelli PDF A.pdf.jpgCarla Giacominelli PDF A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3489https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b2cc4ae9-c7db-4bcc-bdeb-43a47f25c1d1/download30f742d7b138e5128283b1cf2e85f504MD5311600/500362024-08-10 10:55:29.927oai:repositorio.unifesp.br:11600/50036https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-10T10:55:29Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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