Impacto da radioterapia nos eventos adversos das próteses esofágicas em pacientes com neoplasia maligna avançada
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29092025-150423/ |
Resumo: | Introdução e objetivo: as próteses metálicas autoexpansíveis (PMAE) são consideradas o tratamento de escolha para a paliação de disfagia e fístulas em pacientes portadores de neoplasia avançada de esôfago. No entanto, a segurança na utilização de PMAE em pacientes que foram ou serão tratados com radioterapia (RT) ainda é incerta. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da RT nos eventos adversos (EA) de PMAE esofágicas para o tratamento paliativo da disfagia ou fístula de etiologia maligna. Métodos: estudo retrospectivo, realizado em um centro terciário de referência para tratamento de câncer, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2018. Foram coletadas informações referentes à realização de RT antes ou após o procedimento endoscópico, tipo histológico da lesão, tipo de prótese utilizada e eventos adversos após colocação das PMAE. Resultados: um total de 323 pacientes portadores de estenose ou fístula foram tratados com PMAE, sendo que 118 pacientes foram submetidos à RT antes da inserção da prótese, 23 após o procedimento endoscópico e 182 pacientes não realizaram tratamento com RT. O carcinoma espinocelular foi o tipo histológico mais frequente (79,6%). O grupo submetido à RT antes da colocação da PMAE apresentou maior frequência de dor torácica intensa, quando comparado ao grupo que não realizou RT (9/118 7,6% vs. 3/182 1,6%; RR 4,63 [1,28-16,77]; p=0,02). O grupo submetido à RT após a PMAE apresentou risco elevado de eventos adversos em sua totalidade (13/23 56,5% vs. 63/182 34,6%; RR 1,63 [1,08-2,46]; p=0,019), ingrowth/overgrowth (6/23 26,1% vs. 21/182 11,5%; RR 2,26 [1,02-5,02]; p=0,045) e refluxo gastroesofágico (2/23 8,7% vs. 2/182 1,1%; RR 7,91 [1,17-53,67]; p=0,034). Pacientes que receberam RT apresentaram sobrevida maior, sobretudo RT antes da PMAE (p<0,001). Conclusão: O tratamento com RT antes da PMAE prolongou a sobrevida e esteve associado a maior risco de dor torácica intensa. A RT em pacientes que já possuem ou irão receber PMAE aumenta o risco de eventos adversos menores |
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Impacto da radioterapia nos eventos adversos das próteses esofágicas em pacientes com neoplasia maligna avançadaImpact of radiotherapy (RT) on adverse events of self-expanding metallic stents (SEMS) in patients with esophageal cancerCuidados paliativosEfeitos adversos de longa duraçãoEsophageal neoplasmsLong term adverse effectsNeoplasias esofágicasPalliative careProstheses and implantsPróteses e implantesRadioterapiaRadiotherapySelf expandable metallic stentsStents metálicos autoexpansíveisIntrodução e objetivo: as próteses metálicas autoexpansíveis (PMAE) são consideradas o tratamento de escolha para a paliação de disfagia e fístulas em pacientes portadores de neoplasia avançada de esôfago. No entanto, a segurança na utilização de PMAE em pacientes que foram ou serão tratados com radioterapia (RT) ainda é incerta. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da RT nos eventos adversos (EA) de PMAE esofágicas para o tratamento paliativo da disfagia ou fístula de etiologia maligna. Métodos: estudo retrospectivo, realizado em um centro terciário de referência para tratamento de câncer, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2018. Foram coletadas informações referentes à realização de RT antes ou após o procedimento endoscópico, tipo histológico da lesão, tipo de prótese utilizada e eventos adversos após colocação das PMAE. Resultados: um total de 323 pacientes portadores de estenose ou fístula foram tratados com PMAE, sendo que 118 pacientes foram submetidos à RT antes da inserção da prótese, 23 após o procedimento endoscópico e 182 pacientes não realizaram tratamento com RT. O carcinoma espinocelular foi o tipo histológico mais frequente (79,6%). O grupo submetido à RT antes da colocação da PMAE apresentou maior frequência de dor torácica intensa, quando comparado ao grupo que não realizou RT (9/118 7,6% vs. 3/182 1,6%; RR 4,63 [1,28-16,77]; p=0,02). O grupo submetido à RT após a PMAE apresentou risco elevado de eventos adversos em sua totalidade (13/23 56,5% vs. 63/182 34,6%; RR 1,63 [1,08-2,46]; p=0,019), ingrowth/overgrowth (6/23 26,1% vs. 21/182 11,5%; RR 2,26 [1,02-5,02]; p=0,045) e refluxo gastroesofágico (2/23 8,7% vs. 2/182 1,1%; RR 7,91 [1,17-53,67]; p=0,034). Pacientes que receberam RT apresentaram sobrevida maior, sobretudo RT antes da PMAE (p<0,001). Conclusão: O tratamento com RT antes da PMAE prolongou a sobrevida e esteve associado a maior risco de dor torácica intensa. A RT em pacientes que já possuem ou irão receber PMAE aumenta o risco de eventos adversos menoresBackground and aims: Self-expanding metallic stent (SEMS) are considered the treatment of choice for palliation of dysphagia and fistulas in advanced esophageal neoplasms. However, the safety of SEMS in patients who received or who will be submitted to radiotherapy (RT) is uncertain. The study aimed to evaluate the impact of RT on adverse events (AE) in patients with esophageal cancer with SEMS. Methods: this is a retrospective study conducted at a tertiary cancer hospital from 2009 to 2018. We collected information regarding radiotherapy, histological type of tumor, model of SEMS and AE after stent placement. Results: a total of 323 patients with malignant stenosis or fistula were treated with SEMS. The predominant histological type was squamous cell carcinoma (79.6%). A total of 282 partially covered and 41 fully covered SEMS were inserted. From the 323 patients, 182 did not received RT, 118 received RT before SEMS placement and 23 after. Comparing the group that received RT before stent insertion with the group that did not, the first one presented a higher frequency of severe pain (9/118 7.6% vs 3/182 1.6%; p=0.02).The group treated with RT after stent placement had a higher risk of global AE (13/23 56.5% vs 63/182 34.6%; p=0.019), ingrowth/overgrowth (6/23 26.1% vs 21/182 11.5%; p=0.045) and gastroesophageal reflux (2/23 8.7% vs 2/182 1.1%; p=0.034). Conclusion: treatment with RT before stent placement in patients with advanced esophageal neoplasm prolongs survival and is associated with an increased risk of severe chest pain. Treatment with RT of patients with an esophageal stent increases the frequency of minor, not life-threatening AEBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMaluf Filho, FauzeMachado, Andressa Abnader2025-06-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29092025-150423/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-29T18:15:02Zoai:teses.usp.br:tde-29092025-150423Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-29T18:15:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução e objetivo: as próteses metálicas autoexpansíveis (PMAE) são consideradas o tratamento de escolha para a paliação de disfagia e fístulas em pacientes portadores de neoplasia avançada de esôfago. No entanto, a segurança na utilização de PMAE em pacientes que foram ou serão tratados com radioterapia (RT) ainda é incerta. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da RT nos eventos adversos (EA) de PMAE esofágicas para o tratamento paliativo da disfagia ou fístula de etiologia maligna. Métodos: estudo retrospectivo, realizado em um centro terciário de referência para tratamento de câncer, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2018. Foram coletadas informações referentes à realização de RT antes ou após o procedimento endoscópico, tipo histológico da lesão, tipo de prótese utilizada e eventos adversos após colocação das PMAE. Resultados: um total de 323 pacientes portadores de estenose ou fístula foram tratados com PMAE, sendo que 118 pacientes foram submetidos à RT antes da inserção da prótese, 23 após o procedimento endoscópico e 182 pacientes não realizaram tratamento com RT. O carcinoma espinocelular foi o tipo histológico mais frequente (79,6%). O grupo submetido à RT antes da colocação da PMAE apresentou maior frequência de dor torácica intensa, quando comparado ao grupo que não realizou RT (9/118 7,6% vs. 3/182 1,6%; RR 4,63 [1,28-16,77]; p=0,02). O grupo submetido à RT após a PMAE apresentou risco elevado de eventos adversos em sua totalidade (13/23 56,5% vs. 63/182 34,6%; RR 1,63 [1,08-2,46]; p=0,019), ingrowth/overgrowth (6/23 26,1% vs. 21/182 11,5%; RR 2,26 [1,02-5,02]; p=0,045) e refluxo gastroesofágico (2/23 8,7% vs. 2/182 1,1%; RR 7,91 [1,17-53,67]; p=0,034). Pacientes que receberam RT apresentaram sobrevida maior, sobretudo RT antes da PMAE (p<0,001). Conclusão: O tratamento com RT antes da PMAE prolongou a sobrevida e esteve associado a maior risco de dor torácica intensa. A RT em pacientes que já possuem ou irão receber PMAE aumenta o risco de eventos adversos menores |
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