Estudo da produção de pigmentos por monascus purpureus CCT 3802.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2000
Autor(a) principal: Pereira, Daniela Gerevini
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-25082025-144322/
Resumo: Monascus purpureus, um fungo filamentoso tradicionalmente obtido por cultivo em arroz, é há séculos usado como agente medicinal e ingrediente alimentar. Mais recentemente, seus metabólicos secundários passaram a ser usados como agente coloríficovermelho. No presente trabalho estudou-se a influência do protocolo de obtenção do inóculo e do meio de cultivo sobre a cinética de crescimento na produção de pigmentos orgânicos por Monascus purpureus CCT 3802 em cultivo submerso. Em incubadorrotativo, definiu-se o pH (5,5), o número de esporos (\'10 POT.6\' esporos/mL) e o meio de cultivo (glicosado e semi-sintético), que proporcionassem melhores condições de crescimento quanto a morfologia e produtividade em células. Definiu-seentão, um protocolo de obtenção do inóculo, constituído de duas etapas: a germinação dos esporos em meio glicosado (pré inóculo) seguida de propagação de células vegetativas em meio semi-sintético (inóculo). O emprego de um inóculo vegetativopromoveu um crescimento isento da fase \"lag\", em contraste com o longo período de adaptação verificado, quando o inóculo é constituído por esporos. Verificou-se a ocorrência de duas fases distintas, uma de crescimento e outra de produção, umcomportamento não encontrado na literatura. Tal fato é importante para estabelecer melhores condições de processo. A produção específica de pigmentos extracelulares ao final da fase de produção (2,7 Abs/g.\'L POT -1\'), foi maior no ensaio com meio sintético em biorreator, em comparação a um meio acrescido de extrato de levedura. As condições proporcionadas pelo meio com extrato de levedura, nos ensaios em biorreator, foram mais adequadas à produtividade de pigmentos (2,1 Abs/h), emcomparação ao meio sintético (1,9 Abs/h).
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