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Estudos espectroscópicos de proteínas e membranas eritrocitárias com radicais nitróxidos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1987
Autor(a) principal: Perussi, Janice Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/54/54133/tde-17032026-162409/
Resumo: Os marcadores de spin mais utilizados nos estudos de proteínas através de Ressonância Paramagnética Eletrônica (RPE) são os radicais nitróxidos derivados de N-etilmaleimida e iodoacetamida. Entretanto, nenhum estudo cuidadoso havia sido realizado para quantificar a concentração de marcador efetivamente ligado a esses grupos. O objetivo de uma das partes deste trabalho foi realizar essa quantificação e, como consequência, observou-se que, no processo de marcação, uma fração significativa do marcador é reduzida, provavelmente com a participação dos grupos SH da β-93. A outra parte deste trabalho consistiu em um estudo comparativo por Ressonância Paramagnética Eletrônica entre membranas normais e patológicas. Investigaram-se as possíveis alterações na membrana eritrocitária originadas pela presença de dois tipos de patologias: a anemia falciforme e a talassemia β. Com esse objetivo, as membranas foram marcadas com marcadores de spin específicos para proteínas e para a fase lipídica. Também nesse caso foi realizada a determinação da concentração de marcador por mg de proteína. Os resultados sugerem que o ambiente proteico nas membranas patológicas é mais rígido do que em membranas normais, enquanto a fase lipídica das membranas talassêmicas apresentou aumento na fluidez. Esses resultados estão de acordo com outros estudos no que se refere à fase lipídica, mas contradizem trabalhos que indicaram uma quantidade quatro vezes maior de marcador ligado às proteínas na membrana falciforme em comparação com a normal. A metodologia empregada permitiu concluir que existe praticamente o mesmo número de sítios para o marcador de spin tanto nas membranas normais quanto nas falcêmicas e talassêmicas.
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